MON alcançou mais de 5 milhões de pessoas com ações virtuais

Museu Oscar Niemeyer se mantém em destaque quando o assunto é conquistar do público. Mesmo neste ano de pandemia, o MON alcançou mais de 5 milhões de pessoas com suas atividades virtuais. E mesmo fechado durante sete meses por causa do coronavírus inaugurou seis exposições físicas.

As mostras são Ásia: a terra, os homens, os deuses – Segunda Edição e Man Ray em Paris, abertas antes do início da pandemia, e Tony Cragg – Espécies Raras; Gente no MON, de Dico Kremer; Violência Sob Delicadeza, de Vera Martins, e Yutaka Toyota – O Ritmo do Espaço, após a reabertura em outubro.

Houve ainda dois projetos de itinerâncias para municípios paranaenses. O MON levou a exposição Artigas, nos Pormenores um Universo a Ponta Grossa e O Mundo Mágico dos Ningyos a Irati. As mostras foram inauguradas nos meses de novembro e dezembro.

Outra conquista do museu em 2020 foi chegar à fase final de negociações para a vinda de uma expressiva e importante coleção de arte para o acervo do museu, o que deverá ser consolidado no início do próximo ano.

Protocolo de segurança

O MON elaborou um projeto e implementou um rígido protocolo sanitário, aprovado pela Secretaria de Estado da Saúde. O plano incluiu, por exemplo, ampla sinalização com adesivos; controle de público na entrada do museu e em cada sala expositiva; higienização e medidas para promover o distanciamento; processo de desinfecção de todo o material externo que entra no museu, com criação de sala especial para o procedimento.

Outras ações são a capacitação da equipe interna para atendimento ao público durante a pandemia; versão online para todo o material de apoio do museu, como folder e guia de programação; incentivo à venda de ingressos online, MON Loja versão online e outros.

MON em casa

Desde março, quando os espaços culturais foram fechados para evitar a disseminação do coronavírus, o MON também intensificou a produção de conteúdo virtual, aumentando o público nas redes sociais e propiciando conhecimento e descontração de maneira remota.

No período de março a novembro, as atividades online realizadas pelo museu alcançaram mais de 5 milhões de pessoas pelas redes sociais da instituição. Apenas as mediações e oficinas artísticas online somaram um público superior a um milhão.

“As ações virtuais deixaram de ser apenas informativas para se transformarem em vivências e experiências que proporcionam trocas enriquecedoras com quem acessa”, afirma a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

Ela destaca que as ações online nasceram de um desafio, mas tornaram-se uma maneira de integrar, conectar e fazer com que as equipes internas do museu conduzissem esse momento. “O enorme alcance obtido demonstra que as ações foram muito bem-aceitas pelo público”, comenta.

As tradicionais oficinas artísticas do MON foram adaptadas para serem feitas a distância, com materiais simples, que geralmente as pessoas têm em casa. Em oito meses, foram disponibilizadas cerca de 50 oficinas, via Youtube, Instagram e Facebook. Todo o material pode ser encontrado nas redes sociais, com a hashtag #monemcasa, no canal do Youtube ou no hotsite: http://museuoscarniemeyer.org.br/mon/monemcasa/.

Muitas outras ações virtuais foram lançadas pelo MON durante o isolamento social, como um quiz semanal sobre o mundo das artes e séries temáticas de mediações.

Arte para maiores

O programa Arte para Maiores, direcionado para o público com mais de 60 anos, também ganhou uma versão virtual que conquistou seguidores até mesmo fora do País.

“O programa é de grande importância para exercitar imaginação e criatividade”, disse a funcionária pública aposentada Ismenia Pavanatti, participante há quatro anos do Arte Para Maiores.  Ela destaca que a pandemia trouxe um grande desafio de adaptação e renovação diária. “Neste contexto, tornou-se muito importante continuarmos nossas atividades culturais”, diz.

Em uma das oficinas ela produziu um trabalho inspirado no artista curitibano Fernando Velloso, após ter assistido a um diálogo dele transmitido ao vivo pelo canal do Youtube do museu. “Sou muito grata ao MON e ao Arte Para Maiores”, afirma.

Na versão online, todos os participantes do programa recebem por whatsapp sugestões de oficinas variadas, sempre acompanhadas por links que trazem sons, vídeos e PDFs explicativos. A maioria das atividades está relacionada às exposições do MON e podem ser realizadas em casa. A proposta é a mesma das reuniões presenciais: aproximar o público das artes visuais. Mesmo com a reabertura do museu, a versão online do programa se mantém.

Serviço:
http://www.museuoscarniemeyer.org.br
http://museuoscarniemeyer.org.br/mon/monemcasa/
Facebook e Instagram: @museuoscarniemeyer
Youtube: https://bit.ly/MONnoYoutube
Google Arts&Culture: http://bit.ly/MONGoogleArtsAndCulture

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No palco e nas salas de aula, mulheres participam de 50% das atrações e cursos da Oficina de Curitiba

No palco e nas salas de aula, mulheres participam de 50% das atrações e cursos da Oficina de Curitiba. Foto: Cido Marques/FCC

No palco ou nas salas de aulas, as mulheres estão marcando presença com papel de destaque nesta 40ª Oficina de Música de Curitiba. Dos quase 100 cursos da edição, 47% são ministrados por musicistas. Elas também estão à frente ou em igualdade em 50% das apresentações nos maiores palcos do evento: Teatro da Reitoria, Teatro Guaíra e Guairinha e Capela Santa Maria.

Basta uma passada de olhos pela programação da Oficina de Música para perceber a forte presença das artistas na cena do festival: Vanessa da Mata, Ilessi, Vanessa Moreno, Teresa Cristina, Letícia Sabatella, Rubia Divino, Clarissa Bruns, Janine Mathias, Mara Campos, Natália Larangeira, Rosana Lamosa, Thais Morell, Ana Paula Brunkow, Ana Luisa Vargas, Olga Kiun, Érika Ribeiro e outras mulheres. Muitas estão também nas salas de aula da Oficina de Música transferindo conhecimento e técnica musical.

“São números animadores e é algo inédito com a Oficina de Curitiba sendo pioneira nesse tema. Isso repercute no número de inscrições femininas, e principalmente num futuro no qual mulheres possam fazer música, estar em papel de igualdade, com respeito, atuando em orquestras”, comentou Natália Larangeira, professora que mediou uma mesa de discussão sobre o tema neste fim de semana.

O papel da mulher na música brasileira saiu do palco e ganhou um debate mais aprofundado em uma mesa-redonda realizada sábado (28/1), no Memorial de Curitiba. “Para conseguirmos evoluir para uma mudança de comportamento verdadeira, precisamos falar sobre as nossas dificuldades, trazer o assunto à discussão. É uma construção diária que não podemos perder a esperança e acredito que simpósios como esse devem ser periódicos para reafirmar nossas posições”, afirmou Renata Jaffé, violinista erudita.

Mulheres na MPB

As questões de gênero na área da Música Popular Brasileira não são diferentes. As dificuldades para o acesso e respeito continuam em foco. A professora de Cordas Friccionadas Populares da Oficina de Música, Carol Panesi, avalia que a situação tem se igualado, assim como demonstram os números do evento. “Já frequentei festivais em que só havia eu como mulher. Há uns anos atrás nós começamos a nos estruturar e isso mudou, tanto as mulheres como o público que não aceita mais. Tive muita dificuldade durante todo esse tempo, e o que a gente passa na música é o que passa na vida, receber cantada, não ser valorizada pelo nosso trabalho, mas vejo que hoje está muito diferente”, afirmou.

Para a professora Lais Assis, de Viola de Dez Cordas Nordestina, o coletivo foi o que mudou essa realidade. “Apesar de sentirmos que a realidade está mudando ainda temos muito caminho pela frente. Ultimamente tem sido muito coletivo, quando nos damos as mãos conseguimos avançar”, avalia.

A 40ª Oficina de Música de Curitiba é uma realização do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Ministério da Cultura, Governo Federal, com apoio master da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, e patrocínio da Volvo do Brasil Veículos e Copel Distribuição. Também apoiam o evento: Camões – Centro Cultural Português, Embaixada de Portugal no Brasil, Teatro Colón, Centro Cultural Teatro Guaíra, Escola de Música e Belas Artes do Paraná – Campus Curitiba I da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Universidade Federal do Paraná – Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), Sistema Fiep/Sesi Cultura, Família Farinha, Hard Rock Cafe Curitiba, LAMUSA – Laboratório de Música Antiga, Rádio Educativa 91.7 FM, TV Paraná Turismo, Teatro Regina Casillo e Bicicletaria Cultural.

Projeto realizado com o apoio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice) – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

Em dia de rock em Curitiba, Guairão fica lotado no domingo para ouvir Led Zeppelin sinfônico

40ª Oficina de Música de Curitiba. Concerto sinfônico com alunos, nos instrumentais e na regência, levou ao palco do Guairão sucessos da icônica banda britânica Led Zeppelin. Curitiba, 29/01/2023. Foto: Ricardo Marajó/SMCS

Domingo (29/1) foi dia de rock na 40ª Oficina de Música de Curitiba. O concerto sinfônico com alunos, nos instrumentais e na regência, levou ao palco do Guairão sucessos da icônica banda britânica Led Zeppelin. O público, que às 11 horas lotou as quase 3 mil cadeiras do teatro, foi ao delírio.

Led Zeppelin sinfônico contou com a participação de 70 jovens músicos alunos das classes de instrumentos e da turma de Regência. Para dar intensidade ao concerto foi convidada uma banda de rock, com acompanhar a orquestra com os músicos Rodrigo Godoy, no vocal; Mateus Brandão na guitarra, Junior Dunga no baixo, James Bertisch no teclado e Tiago Brando na bateria.

“Maravilhoso, achei uma excelente ideia esse concerto com orquestra fazendo rock. Não me lembro de ter visto uma apresentação assim e  o que achei mais legal é terem colocado alunos da oficina pra reger o concerto”, disse Lúcia Tuchinski.

Orientados pelo maestro Abel Rocha, também diretor da área erudita da Oficina, cada um dos 11 sucessos do Led Zeppelin teve na regência da orquestra um estudante. Jonny Martins conduziu orquestra, banda e vocal em Kashmir, do álbum Physical Graffiti, de 1975.

Para reger a mais clássica e celebrada música da banda britânica no palco do Guaírão, Stairway to Heaven, foi chamada a aluna Olga Dutra. E o paraguaio Juan Ramon conduziu a execução de All my love, de 1975.

“Só assisti a um show assim na televisão, achei sensacional e essa combinação de orquestra com rock casou muito bem”, disse o gerente de marketing do Hard Rock Café de Curitiba, Márcio Guimarães.

O rock segue pela noite

Ainda neste domingo (29/1), o Hard Rock Café recebe o Circuito Off da Oficina de Música. Às 19h acontece por lá uma Jam Session com os professores Andreas Toftemark,, Djalma Lima, Bruno MIgotto e Ramon Montagner. O quarteto se apresenta com sax, bateria, baixo e guitarra.

A 40ª Oficina de Música de Curitiba é uma realização do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Ministério da Cultura, Governo Federal, com apoio master da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, e patrocínio da Volvo do Brasil Veículos e Copel Distribuição. Também apoiam o evento: Camões – Centro Cultural Português, Embaixada de Portugal no Brasil, Teatro Colón, Centro Cultural Teatro Guaíra, Escola de Música e Belas Artes do Paraná – Campus Curitiba I da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Universidade Federal do Paraná – Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), Sistema Fiep/Sesi Cultura, Família Farinha, Hard Rock Cafe Curitiba, LAMUSA – Laboratório de Música Antiga, Rádio Educativa 91.7 FM, TV Paraná Turismo, Teatro Regina Casillo e Bicicletaria Cultural.

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