Ministério reajusta tarifas dos serviços prestados pelos Correios

O Ministério das Comunicações aprovou reajuste de 4,2915% das tarifas dos serviços postais e telegráficos nacionais e internacionais, prestados exclusivamente pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A decisão está publicada em portaria no Diário Oficial da União (DOU).

O porcentual de reajuste “é líquido de impostos e contribuições sociais, correspondendo à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-IPCA/IBGE, referente ao período janeiro-dezembro de 2020, descontado o Fator de Produtividade”.

A portaria estabelece grupos de países para fins de cálculo dos valores tarifários de serviços postais e telegráficos internacionais e revoga as disposições da Portaria nº 370, de 29 de janeiro de 2020, com exceção de um outro porcentual de reajuste aplicado a serviços da empresa, de 4,094%, que vigorará por 64 meses, contados de outubro de 2017, quando o ato foi editado.

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Começa hoje campanha Papai Noel dos Correios

A campanha Papai Noel dos Correios começa hoje (9) em todo o Brasil. Até 16 de dezembro, pessoas, empresas e órgãos públicos podem adotar as cartas disponíveis e deixar os presentes nas agências dos Correios participantes, para serem entregues pela instituição.

O envio e a adoção de cartas podem ser feitos em formato híbrido, tanto presencial, nas agências participantes, quanto online, por meio do site dos Correios.

A campanha contempla cartas enviadas por crianças de até 10 anos e por pessoas com deficiência, nesse caso sem limite de idade. Os Correios também fazem parceria com escolas públicas, por intermédio das secretarias estaduais ou municipais de Educação. Portanto, as escolas participantes são selecionadas por essas secretarias para enviarem cartas de crianças que estão na Educação Infantil e no Ensino Fundamental até o 5º ano, independentemente da idade, e de crianças de creches, abrigos e núcleos socioeducativos.

Para envio das cartas pelo site, a pessoa deve fazer a cartinha de maneira manuscrita, em uma folha de papel, contando sua história e fazendo o pedido. É preciso fotografar a carta e preencher o formulário disponível no site.

Adoção

Para quem fizer a adoção online, há o limite de 50 cartas. Nesse caso, a pessoa poderá cancelar suas adoções a qualquer momento, dentro do período de campanha na internet. Tanto o cancelamento quanto a troca das cartas são permitidos.

É possível, também, apadrinhar mais cartas, mas em caso de desistência e não devolução, as cartas não poderão ser adotadas por outro padrinho. Ainda, como forma de proteger a criança e sua privacidade, os Correios não divulgam os dados de localização da criança. Então, não é possível o contato pessoal com o padrinho.

Os Correios orientam o acondicionamento correto dos presentes. Caso o brinquedo seja frágil, a recomendação é utilizar uma caixa e escrever “Frágil” no pacote. Bicicletas devem ser entregues, preferencialmente, em caixas. Para identificação do presente, é preciso afixar o cabeçalho da carta no presente, com o campo reservado ao padrinho devidamente preenchido. O número na embalagem dos presentes identificará a carta adotada.

Entrega dos presentes

A entrega dos presentes deve ser realizada apenas nas agências participantes e em locais definidos em cada estado. O padrinho pode solicitar informações da entrega à criança, mas o endereço e os dados de contato serão ocultados pelos Correios.

Caso os presentes não possam ser entregues em razão de endereço insuficiente, incorreto ou mudança de destinatário, entre outros motivos, eles serão doados pelos Correios a instituições sem fins lucrativos.

Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

Eleições: a engenharia e o desenvolvimento tecnológico a favor da segurança de dados

O Brasil, atualmente, encara um período eleitoral mais consciente da presença e impacto da tecnologia nas decisões e campanhas eleitorais, do que aqueles vividos em 2018 e 2014. Este ano, o país tem a oportunidade e desafio de realizar uma eleição preparada para lidar com os benefícios e malefícios da tecnologia, como fake news e social bots, graças ao desenvolvimento tecnológico, modernização de ferramentas e processos, inteligência artificial e aos avanços na área de segurança de dados. 

Tudo isso, partiu do processo de reconhecer e modernizar a atuação profissional e as ferramentas envolvidas. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, em 2016, 49% dos brasileiros usaram a internet como fonte de informação. Já na pesquisa coordenada pela Fundação Getúlio Vargas, foram analisadas as discussões no Twitter durante o último debate eleitoral da TV Globo para Presidência da República nas eleições de 2014. Durante o primeiro turno, 6,29% das interações foram feitas por social bots, ou seja, perfis controlados por softwares, que criaram uma massificação de posts para manipular e conduzir as discussões nas redes sociais. A pesquisa apontou que, no segundo turno, a proliferação de social bots foi ainda maior, representando 11% dos posts.

Com os dados apresentando claramente o caminho ao qual seguia os rumos eleitorais do país, onde a inteligência artificial, as novas tecnologias e relações digitais guiavam fortemente os rumos das eleições, é claro à sociedade que hoje o maior desafio eleitoral vivido é garantir a segurança de dados relativos aos processos feitos pela Justiça Eleitoral, de modo que as manipulações tecnológicas que invadem as redes, não cheguem aos mecanismos e sistemas responsáveis pelo recebimento, apuração e divulgação dos resultados eleitorais. 

Nesse sentido, o olhar consciente sobre a importância de profissionais e métodos qualificados se faz não apenas presente, mas indispensável. A urna eletrônica, por exemplo, é resultado da dedicação coletiva de profissionais altamente capacitados, não apenas da Justiça Eleitoral, mas também de outros órgãos do governo brasileiro, tais como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Exército, a Aeronáutica (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), a Marinha e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). Nessas equipes, a presença de um profissional de engenharia é estratégica e essencial. 

Lucas Dias Hiera Sampaio é Doutor em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da USP (2015) e atua nas áreas de telecomunicações e segurança em redes de computadores. Desde 2016, é também professor da UTFPR  (Universidade Tecnológica Federal do Paraná). Para ele, é notório a importância da participação dos profissionais engenheiros nesse processo tão essencial da democracia brasileira. “A importância da engenharia na criação de novas tecnologias acredito ser indiscutível. Neste sentido, os profissionais da área são fundamentais, seja criando novas ferramentas, técnicas, metodologias, plataformas, protocolos ou produtos a serem utilizados no processo eleitoral ou então como responsável pelos testes dentro dos testes públicos de segurança (TPS) organizados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”, ponderou. 

Foram essas evoluções que permitiram que erros cometidos em outros processos eleitorais, anteriores à urna eletrônica, fossem combatidos, tais como fraudes durante a preparação das urnas de lona, no transporte delas até a Seção Eleitoral por meio de roubo ou substituição, na apuração manual dos resultados, entre outros. 

Para o doutor, do ponto de vista técnico, o avanço no nível de segurança desse processo é inquestionável. “Uma vez que segurança não é um conceito binário devemos comparar diferentes soluções para indicar qual é a mais segura naquela comparação. Dito isto, comparando o sistema utilizado atualmente nas eleições com àqueles adotados antes de 1996, não podemos negar a superioridade, em termos de segurança, do sistema atual. De forma semelhante, a urna atual é mais segura que a primeira urna utilizada em 1996”, pontuou. 

Nos últimos anos, a modernização de processos para cargos eletivos têm encontrado cada vez mais espaços em instituições diversas. A adesão do Sistema Crea/Confea ao método de eleições online, pela primeira vez em sua história, é um exemplo disso. Segundo Lucas, esse é um movimento que pode ser considerado positivo, no sentido de confiança nos processos e métodos desenvolvidos atualmente. “Dos sistemas de votação mais simples e com menor público até os mais complexos e com maior público, o desenvolvimento de novas tecnologias é fundamental tanto para tornar viável a execução de eleições de forma digital como também aprimorar a forma como fazemos hoje estas eleições”. Quanto ao dinamismo e preparação profissional, o professor destaca a necessidade constante de aprimoramento. “Vale ressaltar aqui que segurança é uma área em constante mudança e atualização – as descobertas são quase que diárias – e portanto quem está na área precisa acompanhar o cenário”, completou. 

Influência da Inteligência Artificial nos processos eleitorais

Com o intuito de usar a tecnologia e os avanços desse meio à favor da democracia, já existem iniciativas de entidades e empresas que trabalham contra a desinformação no ambiente online. Um exemplo disso é o painel do Fórum da Internet no Brasil sobre o uso de inteligência artificial para combater desinformação em contextos eleitorais, que demonstrou que a Meta (antigo Facebook) tem mais de 90% de conteúdos danosos identificados por inteligência artificial. Assim sendo, o medo do novo e do desconhecido a partir do que a Inteligência Artificial pode fazer, deve ser combatido e substituído pela ótica de iniciativas e benefícios que já podem ser vistos no Brasil.

Atualmente, tanto a imprensa quanto a população em geral, devem fazer uso das tecnologias para averiguar informações e analisar conteúdos, sobretudo aqueles direcionados à escolha do voto. No Brasil, o PegaBot, um software que estima a probabilidade de aquele perfil social ser um social bot e, desse modo, ter seu discurso manipulado com determinado propósito, é um exemplo positivo do meio. 

Para além das ferramentas disponíveis, o bom e velho cuidado no meio online ainda é valioso. Para leigos e leigas desse ambiente virtual, o professor Lucas aponta dois valores como primordiais:

1) Desconfiança: Precisamos lembrar daqueles que nos ensinaram quando crianças a não conversar com estranhos, nem aceitar doces. Seja na internet ou no telefone, uma das armas mais poderosas contra golpes e artimanhas que usam da engenharia social é desconfiar do interlocutor até que seja possível confirmar que o mesmo é legítimo. Nunca passe ou confirme nenhuma informação sua sem antes verificar a identidade da pessoa do outro lado. Teus dados pessoais podem ter vazado em algum momento e a pessoa pode te intimidar apresentando-os para legitimar a conversa: independente disso, desconfie e aja com cautela. 

2) Criatividade: Tenha o costume de criar senhas difíceis que vão impedir terceiros de roubar facilmente suas credenciais: use caracteres especiais, letras maiúsculas e minúsculas, números e evite senhas pequenas com menos de 10 caracteres. Outro ponto importante é evitar, a todo custo, incluir nas senhas informações sobre nós mesmos que podem ser obtidas online. 

Sobre o Crea-PR
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná, criado no ano de 1934, é uma autarquia responsável pela regulamentação e fiscalização dos profissionais das áreas das engenharias, agronomias e geociências. Além de regulamentar e fiscalizar, o Crea-PR também promove ações de orientação e valorização profissional por meio de termos de fomentos disponibilizados via Editais de Chamamento.

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