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Irã ameaça fechar Ormuz e romper cessar-fogo após ataques no Líbano

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A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que o país pode romper o cessar-fogo caso Israel não cesse os ataques ao Líbano. A declaração foi feita nesta quarta-feira (8/7) por canais de notícias oficiais iranianos.

Um dirigente da Guarda, em entrevista à agência Tasnim, afirmou que “o Irã está avaliando sua retirada do acordo de cessar-fogo enquanto persistirem as agressões da entidade sionista ao Líbano“. Enquanto essa possibilidade é analisada, a autoridade confirmou que o país está definindo alvos para uma resposta ainda hoje.

“Se os Estados Unidos não contiverem seu cão raivoso na região, o Irã os auxiliará nesse aspecto. E isso será feito pela força”, disse o funcionário à agência.

A PressTV também reportou que o regime iraniano considera fechar o Estreito de Ormuz. A reabertura da passagem “chegará rapidamente ao fim se as violações continuarem”.

Na terça-feira à noite, o presidente Donald Trump anunciou que o país aceitaria interromper, por duas semanas, os ataques ao Irã, condicional à reabertura do Estreito de Ormuz e à permissão para a passagem de navios. Essa passagem é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, e qualquer instabilidade no local tem impactos diretos no comércio internacional, elevando os preços do combustível globalmente.

Segundo Ebrahim Rezaí, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional da Assembleia iraniana, “o tráfego de navios em Ormuz deve ser interrompido imediatamente”.

“Em resposta à agressão sionista contra o Líbano, é necessário deter imediatamente o tráfego de navios em Ormuz, e isso deve ser feito por meio de um golpe”, destacou.

Ataques ao Líbano

A situação no Líbano ganhou destaque devido à atuação do grupo terrorista Hezbollah, financiado pelo Irã. Desde o aumento das tensões no Oriente Médio, o Hezbollah intensificou ataques contra Israel e alvos americanos no Golfo Pérsico.

Com o anuncio do cessar-fogo mediado pelo Paquistão, havia a expectativa de que a trégua se estendesse ao Líbano. Contudo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou que o país fosse parte desse acordo.

Em consonância, as forças israelenses mantiveram os ataques ao Líbano. Na manhã desta quarta, as Forças de Defesa de Israel (IDF) comunicaram a realização do maior ataque coordenado no Líbano desde 28 de fevereiro, quando aconteceram os ataques conjuntos de Israel e EUA contra o Irã, que desencadearam as recentes hostilidades.

Matéria completa em: https://www.metropoles.com/mundo/ira-cessar-fogo-ormuz-libano-ataques-israel

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