Mercado de financiamento imobiliário passa por período de otimismo

Os financiamentos imobiliários devem alcançar um volume total de R$ 260 bilhões em 2022, representando aumento de 2%, de acordo com previsão feita pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O número representaria um recorde histórico para o segmento, mesmo com a desaceleração em relação ao ano passado, em que foi registrado crescimento de 46%. 

O financiamento de imóveis é uma linha de crédito elaborada pelos bancos com o intuito de facilitar a compra da casa própria. O cliente que contrata esse crédito pode utilizar o valor obtido para comprar imóvel novo, usado, adquirir terrenos ou começar uma construção. 

Para contratar um financiamento imobiliário e comprar apartamentos à venda em São Paulo, por exemplo, é preciso ser maior de idade e não contar com restrições de crédito em órgãos de proteção. Além disso, é necessário comprovar renda compatível com os custos da linha de crédito. 

A Caixa Econômica Federal, maior financiadora imobiliária do país, projeta crescimento de 10% nas concessões de empréstimos para aquisição de imóveis em 2022. Assim, embora haja uma desaceleração em relação ao ano anterior – devido ao ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) –, a previsão da instituição é de seguir ampliando os créditos.

O ritmo deve se manter superior aos demais bancos, já que a Caixa conta com taxas de juros mais baixas e linhas de crédito menos impactadas pela inflação, como a do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). 

Os financiamentos imobiliários usam como parâmetro o rendimento da Poupança, valor que não reflete a variação total da Selic. Assim, além de não serem tão afetadas pelos juros, as famílias que buscam financiar a casa própria podem contar também com as facilidades no financiamento pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e com linhas de crédito especiais oferecidas pelas instituições bancárias. 

Linhas de crédito especiais

Atualmente, existem diversas alternativas de financiamento imobiliário disponíveis no mercado, sendo que cada uma delas conta com condições diferentes que podem se adequar a várias realidades. O modelo mais conhecido é o antigo Minha Casa Minha Vida, chamado atualmente de Casa Verde e Amarelo. 

A modalidade popularizou-se por oferecer as menores taxas de juros do país. O financiamento imobiliário do programa é direcionado a famílias que tenham renda mensal de até R$ 7 mil, e as taxas de juros variam de acordo com a faixa salarial. Para aderir a esse modelo, é preciso ser maior de idade e não possuir outro imóvel ou contar com outro financiamento imobiliário ativo. 

Financiamento pelo FGTS

Até o dia 31 de dezembro de 2022, o saldo do FGTS pode ser utilizado tanto para sanar as dívidas do imóvel de uma só vez, quanto para o pagamento de parcelas em atraso, com limite de 12 mensalidades. Com a concessão, passa a haver uma mudança na regra que previa o pagamento de somente três parcelas atrasadas.

As regras do uso do Fundo como crédito imobiliário foram alteradas pelo Governo Federal em parceria com a Caixa Econômica. As mudanças foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, depois de um expressivo aumento de investimentos imobiliários. Os ajustes foram publicados no Manual do FGTS – Utilização na Moradia Própria. 

A medida é destinada aos trabalhadores que têm saldo em contas ativas e inativas do Fundo e que deram entrada em processo de financiamento por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). 

Podem participar dessa liberação também os trabalhadores que usaram o saldo do FGTS há menos de dois anos como entrada na casa própria ou para amortizar a dívida. Caso estejam com parcelas atrasadas, eles podem recorrer à nova norma. 

Vale ressaltar que o financiamento imobiliário que utiliza o saldo do FGTS automaticamente se enquadra no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), com capacidade de parcelar bens com valor máximo de R$ 1,5 milhão. Por esta modalidade, é possível contar com uma a incidência de juros dentro da margem de 12% ao ano.

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Parque Aurora é nova aposta do ramo imobiliário de Londrina (PR)

Entender o comportamento do consumidor é um dos principais desafios das construtoras e incorporadoras que buscam constantemente oferecer soluções de moradias. Para auxiliar nos passos dos futuros lançamentos de empreendimentos, as empresas se baseiam em pesquisas e estudos como o “Comportamento do consumidor de imóveis em 2040” – Onde e como habitaremos?”, realizado em 2019 pela Deloitte, em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

O resultado indicou inúmeras mudanças no perfil da sociedade e dentre os itens mais requisitados entre os clientes em potencial estão que: os imóveis deverão oferecer soluções adaptáveis para uma sociedade mais plural e dinâmica; oferecer espaços compartilhados; reunir espaços modulares e adaptáveis; apresentar sustentabilidade e eficiência energética; estar ancorado na Construção 4.0 e, ainda, ser uma  residência/condomínio eco friendly.

Referência no segmento de imóveis econômicos e compactos e de olho nessas tendências e necessidades, a Yticon, construtora do Grupo A.Yoshii, acaba de lançar sua trigésima sétima obra, sendo trinta apenas em Londrina. O residencial Malibu será um empreendimento com duas torres de 14 andares e 8 apartamentos por andar, que vão de 51 a 64 metros quadrados privativos, contemplando sacada com churrasqueira. Há, também, opções de plantas com garden, uma tendência no mercado imobiliário vertical.

Economia compartilhada e localização privilegiada

Baseada no conceito de “economia compartilhada”, o edifício terá coworking (espaço de trabalho), play studio, espaço para mini mercado e lavanderia, além de itens de uso coletivo, como bicicletas, ferramentas, material esportivo, tudo incorporado ao condomínio e planejamento urbanístico da área. Na área de lazer, os moradores poderão desfrutar de piscina com prainha, brinquedoteca, espaço gourmet, churrasqueiras, espaço fitness, quadra esportiva, entre outros.

O residencial estará localizado bem próximo à região da Gleba Palhano, no bairro Parque Aurora (sul de Londrina), uma área promissora de vertiginoso crescimento e desenvolvimento, que já apresenta grandes mudanças resultantes do avanço do mercado imobiliário. Com muita natureza ao redor, o residencial estará bem perto do Shopping Catuaí, instituições de ensino, acesso rápido à rodovia PR – 445 (com ligação direta à Universidade Estadual de Londrina – UEL) e uma rede de serviços bem completa, como supermercados e farmácias. 

Segundo Bruno Catarino, gerente da unidade da Yticon em Londrina, empreendimentos desse perfil fortalecem e valorizam ainda mais a região, sobretudo pela quantidade de itens no projeto, que facilitam a vida do morador. “Importante ressaltar que, além da construção do empreendimento, damos todo o suporte para a realização de infraestrutura e benfeitorias públicas, o que traz ainda mais segurança ao cliente de que está fazendo um bom investimento”, diz.

Sobre a Yticon Construção e Incorporação

A Yticon é uma construtora e incorporadora que atua há mais de doze anos nas cidades de Londrina, Maringá e Cambé, no Paraná, além de Presidente Prudente e Campinas, em São Paulo. A empresa do Grupo A.Yoshii desenvolve empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização, especialmente para quem quer conquistar o primeiro imóvel. A Yticon já construiu mais de 5,9 mil unidades, todas entregues rigorosamente no prazo, somando mais de 550 mil metros quadrados de área construída. Mais informações: www.yticon.com.br.

Sobre o Grupo A.Yoshii Fundado há mais de 55 anos, o Grupo A.Yoshii já construiu mais de 2 milhões de metros quadrados do Sul ao Nordeste do Brasil, entre obras industriais, edifícios corporativos e residenciais, escolas, universidades, teatros e centros esportivos. É composto pela A.Yoshii Engenharia, com sólida atuação em construções de edifícios residenciais e comerciais de alto padrão em Londrina, Maringá, Curitiba e Campinas; pela Yticon Construção e Incorporação, que realiza empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização em municípios do Paraná; e pelo Instituto A.Yoshii, voltado para a inserção social e a democratização cultural. Além disso, atua em Obras Corporativas, atendendo grandes corporações em suas plantas industriais, nos mais variados segmentos da economia, como papel e celulose, alimentício, químico, agronegócio, energia, assim como usinas sucroalcooleiras, centros logísticos, plantas automobilísticas, entre outros. Mais informações: www.ayoshii.com.br

Hackaton incentiva estudantes a pensar em inovação e empreendedorismo

Inovação e empreendedorismo também se aprendem em sala de aula. Para incentivar os jovens a desenvolver soluções para diferentes setores da sociedade, o SEB se uniu ao Sebrae/PR na realização do Hackathon SEB, que chegou à sua terceira edição no final de agosto. A maratona, que contou com a parceria da Companhia Paranaense de Energia (Copel), estimulou alunos dos ensinos fundamental e médio da escola a apresentar projetos que combinassem empreendedorismo e inovação.

O desafio, proposto pela escola, era o de desenvolver projetos em até 48 horas, com a avaliação de especialistas, relacionados com sistema de redes elétricas inteligentes. Para isso, os jovens contaram antes com a capacitação do Sebrae/PR, que apresentou os principais fundamentos do empreendorismo inovador. Um dos projetos vencedores, de Curitiba, trouxe um aplicativo que, conectado a um conjunto de tomadas e spots inteligentes, mede o valor da energia elétrica consumida e evita gastos excessivos, fazendo com que o consumidor saiba exatamente o custo da eletricidade em sua casa ou comércio.

Segundo a consultora do Sebrae/PR, Sonia Shimoyama, o Hackathon foi uma oportunidade para os jovens aprimorarem seus conhecimentos técnicos, pensando no futuro profissional.

“Foi uma situação diferente, inusitada e que eles ainda não tinham vivenciado. Por isso, começam a despertar, ampliar o horizonte de conhecimento. Isso faz toda a diferença na formação, pois é um aprendizado que marca a vida”.

Soluções inovadoras

Um dos objetivos do Hackathon era que os alunos desenvolvessem vários tipos de inteligência, desde as hard skills, que são as habilidades técnicas, até as soft skills, que são as emocionais.

Para o coordenador de tecnologia educacional da Escola SEB Dom Bosco, Raphael Corrêa, os alunos têm a oportunidade de aprimorar talentos que serão exigidas no futuro, quando estiverem no mercado de trabalho.

“O projeto coloca o aluno para trabalhar em equipe, enfrentar desafios reais e o coloca como protagonista”, observa Corrêa.

Este ano, o evento foi realizado em diversas cidades espalhadas pelo país, cada um com um cliente diferente, ao qual os jovens precisaram desenvolver algum tipo de produto ou serviço com soluções inovadoras. Ao final, as melhores equipes de cada região se classificaram para uma etapa nacional, que será realizada nos dias 29 e 30 de outubro.

Projeto Imperium foi o vencedor em Curitiba. Foto: Divulgação.

Controle do consumo de energia

Entre os projetos desenvolvidos no Hackathon SEB, está o Imperium. Idealizado pelos alunos Kauan Biesek Grobe, Isabelle Tetu de Oliveira, Maria Fernanda Santini e Paula Steuemagel de Oliveira, o Imperium conecta o usuário, por meio de um aplicativo, a um conjunto de tomadas e spots de luz que calcula, em tempo real, a quantidade de energia elétrica consumida em residências e estabelecimentos comerciais atendidos pela Copel.

Raphael Corrêa explica que o projeto poderia ser útil em casos de estabelecimentos familiares, em que residências dividem o mesmo medidor de luz.

“Como exemplo, poderíamos pensar em um salão de beleza ao lado da casa do seu dono. Com o Imperium, o empreendedor poderia consultar o aplicativo e saber qual é o consumo de ambos os locais, evitando gastos extras com a implantação um novo medidor de luz e sabendo exatamente o custo de eletricidade do seu negócio.”

Projetos como esse, que foi o vencedor do Hackathon SEB em Curitiba, na categoria ensino médio, podem contribuir para a inovação e o empreendedorismo na sociedade. Fernando Gruppelli, superintendente de regulação e finanças da Copel, conta que a empresa está desenvolvendo um sistema de redes elétricas inteligentes e que, a partir dele, novos serviços poderão ser oferecidos ao consumidor.

“A ideia foi de que os alunos atuassem com foco nessa nova tecnologia. Portanto, são propostas que poderia ser utilizadas no futuro. A Copel enxerga essa possibilidade”, adianta Gruppelli.