Memória, história e identidade: por que o Patrimônio Histórico-Cultural é responsabilidade também dos jovens

Certa vez, a historiadora Emília Viotti da Costa disse que “um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado”. A frase parece refletir uma tragédia constante da sociedade brasileira, mimetizada em episódios como o do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, ocorrido em 2018. Iniciativas voltadas ao Patrimônio Histórico são tentativas de incentivar a educação patrimonial e a preservação das riquezas materiais e imateriais da sociedade brasileira.

Quando se fala em patrimônio histórico, a imagem que chega imediatamente à mente é a das grandes e imponentes construções que fazem parte da paisagem de muitas cidades brasileiras, mas estão alheias à dinâmica da população em geral. No entanto, o próprio Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) atualizou a nomenclatura para patrimônio cultural, o que engloba um conjunto de bens materiais e imateriais. “Esse conjunto inclui tradições, expressões artísticas, rituais, práticas, conhecimentos, obras de arte e construtivas, sítios arqueológicos, espaços paisagísticos, núcleos históricos de determinadas cidades, entre outros”, explica o professor de História e coordenador do Núcleo de Evolução de Conteúdo do Sistema Positivo de Ensino, Norton Frehse Nicolazzi Jr.

De acordo com o especialista, o frequente abandono do patrimônio se deve, em parte, à falta de investimentos na conscientização das novas gerações, mas não apenas. “Na prática, a coletividade não se identifica com o patrimônio quando ele é definido e imposto por órgãos específicos do poder público, sem que haja um diálogo com a sociedade como um todo”, destaca. Para ele, é preciso aproximar o público em geral desse tipo de decisão. Atualmente, no Brasil, quem decide o que deve ou não ser preservado são as agências de fomento cultural (fundações, associações, sociedades culturais, instituições, etc.). “O objetivo é construir uma visão do passado do país, o que pode causar distorções enviesadas da realidade”, salienta.

Patrimônio é identidade

Faz parte do patrimônio cultural de determinada sociedade tudo o que tem importância para a constituição de sua identidade e memória. Por isso é tão relevante trabalhar para que esse patrimônio seja sempre preservado. Assim como afirma Emília Viotti da Costa em sua frase mais famosa, não é possível guardar a história se não há preocupação com a memória.

De acordo com o Iphan, “a Educação Patrimonial constitui-se de todos os processos educativos formais e não formais que têm como foco o patrimônio cultural, apropriado socialmente como recurso para a compreensão sócio-histórica das referências culturais em todas as suas manifestações, a fim de colaborar para seu reconhecimento, sua valorização e preservação”. O órgão ainda destaca a importância de que esse processo de educação seja uma “construção coletiva e democrática do conhecimento”, sempre por meio de uma participação das comunidades que produzem as referências culturais. “O patrimônio cultural pode abarcar tudo o que consideramos que traz contribuições relevantes para a constituição da identidade e da memória da nossa sociedade”, finaliza Nicolazzi.

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Sobre o Sistema Positivo de Ensino 

É o maior sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversos componentes, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltadas à educação.

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Como as telas implicam na vida das crianças

Um estudo da American Academy Of Child e Adolescent Psychiatry (AACAP), mostrou que crianças americanas, com idade entre 8 a 12 anos, passam de quatro a seis horas usando telas. Já quando se trata de adolescentes, esse tempo passa para até nove horas.

As crianças estão cada vez mais expostas às telas, sejam elas de celular, tablet ou até mesmo da TV. É importante reforçar que, como tudo na vida, a tecnologia também deve ser usada com moderação. Ela traz muitos benefícios quando bem usada e quando usada em excesso pode fazer mal.

Vale ressaltar que os jogos digitais estimulam a criatividade e o raciocínio lógico das crianças. Dependendo do jogo, pode até despertar mais interesse por alguma matéria escolar.

É na primeira infância quando a gente mais se desenvolve. Pensando nos pequenos, os jogos voltados para eles devem ser mais lúdicos e com as músicas mais baixas para não afetar a audição. Os jogos estimulam muitos neurotransmissores. Isso faz com que a criança queira jogar cada vez mais.

Por isso, os pais devem limitar um tempo para que elas joguem sem ter prejuízos no desenvolvimento. Lembre-se que a criança precisa ter contato social. Os responsáveis devem evitar jogos com muito barulho e sem objetivo. Verifique a faixa etária dos jogos e veja se eles se adequam a idade do seu filho.

É importante reforçar que já há trabalhos que correlacionam o uso de telas com atraso de linguagem. Isso é muito preocupante e por isso a necessidade de um limite de tempo é necessária. Quando esse atraso acontece na fase de alfabetização, essa criança também pode ter uma demora para aprender a ler e escrever.

Então, aproveite e limite o tempo de uso de tecnologias. Além disso, incentive-o a praticar esportes, participar de jogos coletivos e interagir socialmente com outras crianças para que ela se desenvolva da forma correta e sem prejuízos.

(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber (https://institutoneurosaber.com.br/), autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie. 

Site Toda Matéria vai eleger melhor professor do Brasil 

Site Toda Matéria vai eleger melhor professor do Brasil    Primeira edição do prêmio “Professor do Ano” vai reconhecer destaque do ensino fundamental e médio. Comunidade escolar pode indicar os mestres preferidos até 11 de novembro.   Um dos sites de conteúdo educativo mais acessados pelos estudantes brasileiros vai premiar o professor que se destacou em sala de aula. Quem indica os docentes que merecem concorrer ao título do Toda Matéria é a comunidade escolar: a comissão julgadora aceita indicações de alunos, ex-alunos, pais e profissionais da educação que tenham presenciado os feitos do indicado. A primeira edição do “Toda Matéria – Professor do Ano” recebe inscrições por meio de formulário online até 11 de novembro. O vencedor será anunciado em dezembro. Computador, smartphone e uma viagem fazem parte da premiação. 
 
Podem concorrer professores de ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas de todo Brasil. “A proposta é dar destaque aos docentes que, de alguma forma, fizeram a diferença. A dinâmica que criamos para indicação faz com que o verdadeiro reconhecimento venha da própria comunidade escolar”, ressalta Paulo Stenzel, head de marketing da 7 Graus, que é a empresa que administra o Toda Matéria. Os indicados serão avaliados por um time de especialistas em educação que compõem o júri. Há apenas uma categoria premiada e até cinco menções honrosas. 

Mecânica
Nenhum profissional pode se autoindicar, mas é possível que a mesma pessoa indique vários professores, desde que seja usado um formulário avulso para cada nova inscrição. O regulamento está disponível no site todamateria.com.br. A participação é gratuita. 
 
Premiação
O resultado final do concurso será divulgado no dia 16 de dezembro na página online do prêmio: todamateria.com.br/professor-do-ano. O prêmio ao vencedor será composto por: 1 troféu/certificado oficial do Prêmio Toda Matéria; 1 computador portátil; 1 smartphone e 1 vale de viagem. O prêmio “Menções Honrosas” será composto por: 1 certificado atribuído pelo Toda Matéria e 1 voucher para compra de livros. 

Sobre o Toda Matéria
Criado em 2011 pela editora 7Graus, o site Toda Matéria tem o intuito de auxiliar estudantes, professores e pesquisadores no processo de aprendizagem e ensino, proporcionando informações fidedignas sobre temas variados. A missão do Toda Matéria é oferecer conteúdo gratuito e de qualidade com foco na experiência dos usuários. O portal é elaborado por uma equipe de professores, pesquisadores e gestores que produzem, editam, revisam e atualizam os conteúdos permanentemente.

Sobre a 7Graus
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