Manifestantes protestam contra fechamento do Autódromo Internacional de Curitiba

Manifestantes envolvidos com o automobilismo nacional se reuniram, nesta quinta-feira (30), para pedir que o Autódromo Internacional de Curitiba, que fica em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, não seja fechado. O ato aconteceu em frente à sede da Prefeitura de Pinhais, no centro do município.

O piloto de Track Day, Sandro Scurupa explicou que o protesto não possui um líder e isto permitiu a presença de vários interessados na reivindicação. Ele ressaltou a presença da própria população que, de acordo com Scurupa, era colocada como favorável ao fechamento por conta do barulho provocado pelas corridas.

“Se fala muito disso, mas, quando aprofundamos na cidade, percebemos que sim, incomoda alguns, só que mesmo assim eles dizem que não querem o fechamento do autódromo”, iniciou.

O protesto, além de pilotos, reuniu fãs, empresários e representantes de equipes de diferentes categorias esportivas. Karl Rauscher, piloto da categoria Marca, relembrou que as tratativas para evitar o fechamento do Autódromo seguem em andamento. Rauscher citou que o Autódromo de Curitiba é o melhor da América Latina.

“Estamos tentando evitar uma catástrofe. (…) Estamos tentando evitar que o município de Pinhais seja apagado do mapa; o que marca a cidade é o seu privilégio de ter um autódromo espetacular. Querem transformar isso em um bairro como qualquer outro por interesse da especulação imobiliária (…). O autódromo representa um ganho financeiro a Pinhais (…), todos que amam automobilismo vem para cá. Estão matando a galinha dos ovos de ouro de Pinhais”, completou.

O autódromo

José Córdova, piloto e chefe de equipe, relembrou a importância do autódromo no cenário do automobilismo brasileiro. A área e o traço da pista foram criadas na década de 60. “É uma história muito grande para ser largada assim. (…) É uma tristeza ver o que está acontecendo, eu acho que deveria ser patrimônio público pela história que tem e para podermos aproveitar melhor a área. Creio que muitas coisas poderiam ser feitas lá dentro”, refletiu.

Felipe Giaffone, piloto que atualmente disputa a Fórmula Truck, seguiu na linha do colega e aproveitou o momento para pedir um novo autódromo na região de Curitiba. “É um dos melhores do Brasil. Realmente, é uma pena. A gente sabe que é um autódromo privado, o dono tem todo direito de fazer o que quiser com a área dele, mas o automobilismo perde demais com isso”, lamentou.

Djalma Piveta, também piloto da Copa Truck, foi sucinto ao pensar nas consequências que o fechamento do autódromo pode levar à Grande Curitiba. “É um belo autódromo. A cidade e todos perdem”.

Administradores do autódromo

Scurupa falou sobre o resultado de uma reunião feita com os administradores do autódromo. “O grande medo deles é que houvesse uma depredação do imóvel do autódromo. Dentro do que eu posso responder que diz respeito a área do track day é que o ‘nosso povo’ é muito respeitoso com o autódromo. Então, foi passado a eles que os eventos poderiam continuar”, disse.

Os donos do autódromo alegam constantes prejuízos na decisão que levou ao fechamento do local. Sobre o tema, Rauscher ressaltou que isto acontece porque há a intenção dos proprietários.

“Eles querem que gere prejuízo. A penúltima gestão do autódromo já tinha proibido o acesso às arquibancadas, recolhido até as cadeiras dos camarotes dos pilotos, não permitiam o acesso às demais dependências do autódromo, não tinha como trazer sua família para assistir os eventos. Então, é claro, não há como promover eventos”, completou.

O piloto destacou as tratativas que tem sido feitas com os donos da área particular.

“O autódromo, seja para o treinamento de motoristas; seja para desenvolvimento tecnológico das indústrias automobilísticas; seja para outras atividades esportivas; possuí agenda para ser ocupado todos os dias. A nossa proposta é que ele seja tombado como patrimônio cultural e esportivo do município, e aí os donos vendem para quem quer usá-lo. Que os donos sejam remunerados através deste arrendamento e o município possa receber impostos por isto”, disse

Prefeitura de Pinhais

O município se posicionou sobre o caso por meio de uma nota enviada à Banda B. Leia ela na integra, abaixo:

“Importante salientar que a área onde hoje está o Autódromo é particular, e a decisão de encerrar as atividades é dos proprietários, não tendo a prefeitura gerência sobre isso. Após essa definição, cabe a Prefeitura e a Câmara de Vereadores arbitrar sobre o zoneamento da área.

O projeto visa trazer uma transformação para a região e existem medidas compensatórias sobre o potencial construtivo.

Com isso, a população de Pinhais ganhará com a implantação de melhorias de mobilidade urbana entre o Rio Atuba, na divisa com Curitiba, até o Rio do Meio, no Parque das Águas, com a criação de Parque Linear e solução viária ao longo de toda a ferrovia.

Também foi realizado um estudo de impacto de vizinhança, que está disponível no site da Prefeitura.”

Espaço

A reportagem da Banda B tentou contato com os proprietários do Autódromo Internacional de Curitiba, mas não teve sucesso. O espaço segue aberto para um posicionamento.

Vídeo

O repórter Marcelo Borges esteve no local e acompanhou parte do protesto feito em Pinhais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Restaurante indiano Tuk-Tuk está de casa nova

O restaurante Tuk-Tuk, especializado em comidas tradicionais e originais indianas e tailandesas está de casa nova: há 800 metros do antigo restaurante, o espaço está localizado na rua Camões, 1122, no Alto da XV. Atende de segunda a sexta-feira das 11h às 15h e 18h às 22h30, e aos sábados e domingos das 11h às 16h e 18h às 22h30.

O empreendimento é comandado pelo chef de cozinha Yuri Ogurtsova, que construiu sua carreira gastronômica em suas viagens pela Ásia, onde aprendeu técnicas e receitas diretamente com o chef indiano Murli. No cardápio do restaurante, entre as receitas mais famosas estão o Pad Thai, o Chicken Tikka Masala e Palak Paneer. Além de opções de comidas para clientes veganos e vegetarianos.

A inspiração do nome Tuk-Tuk é uma referência aos pitorescos carrinhos que circulam nas ruas e vielas da índia e da Tailândia. Simboliza a proposta de ser um restaurante comprometido em oferecer uma experiência gastronômica completa, servindo de maneira informal, como se o cliente estivesse viajando para provar a famosa comida de rua de Bangkok, um dos principais destinos gastronômicos do mundo.

O Tuk-Tuk conta também com uma unidade no bairro Bigorrilho, na rua Euclides da Cunha 1636.

SERVIÇO

Tuk-Tuk Restaurante

Rua Camões, 1122 – Alto da Xv

Aberto de segunda a sexta-feira das 11h às 15h e 18h às 22h30, e aos sábados e domingos das 11h às 16h e 18h às 22h30

Instagram: @tuktuk.br

Contato: Unidade Alto da XV (41) 99287- 7149 e unidade Bigorrilho (41) 9184-2913

Crédito da foto: Rafael Ribeiro.

Frutos da Terra comemora 20 anos de tradição

A palavra tradição é marca registrada no Caminho do Vinho, rota turística de São José dos Pinhais. Caracterizado por bons vinhos e negócios familiares que passam de geração em geração. Tradição que é presente no restaurante Frutos da Terra, que neste mês de janeiro completa 20 anos de história. O restaurante foi o primeiro da região que veio a se tornar um centro gastronômico anos depois. A família que hoje comanda o restaurante, foi uma das fundadoras do Caminho do Vinho, e hoje o local é um dos maiores da rota, possuindo atrações para além da gastronomia. O espaço também possui pedalinhos, parquinho, Mirante e uma nova Trilha na Natureza, estendendo o lazer dos clientes.

O restaurante que começou, na verdade, como uma leiteria teve que usar do poder de reinvenção para fazer o negócio sobreviver em meio a uma crise de leite vivida à época, passando a ser pesque e pague e servindo almoços. “Todo mundo achava que era loucura fazer um restaurante do meio do ‘nada’, ‘no meio do mato’. ‘As pessoas não iriam ir tão longe apenas para almoçar’, e também diziam que o restaurante não iria vingar. No início realmente foi muito difícil, atendíamos apenas com reserva. Tinha final de semana que amanhecia aquela chuva, aquele frio, e ficávamos esperando para ver se haveria alguma reserva”, recorda Wilma Snchuke, fundadora, proprietária e chefe de cozinha do restaurante. 

O que parecia impossível para muitos, tornou-se realidade com a dedicação de Wilma e seus familiares. Hoje, o Frutos da Terra conta com vasta opção de comida, com os buffets de pratos quentes, saladas e sobremesas. Os pratos continuam sendo preparados por Wilma até hoje, que sempre zelou pela qualidade de cada alimento produzido e não abre mão de fazer cada opção do cardápio.

Os planos para o restaurante não param, o espaço que já foi ampliado até para uma petiscaria e segue firme para os próximos 20, 40, 100 anos, e ainda zelando pelo carinho na produção da comida, que também se estende ao cliente. “Nesses 20 anos temos orgulho de dizer que tínhamos clientes que eram crianças que vinham com os pais e hoje já são adultos e trazem seus filhos também. É um privilégio poder ter clientes que acabam criando um vínculo de amizade e se tornando parte da nossa grande família frutos da terra”, finaliza Wilma.

Serviço:

Horário: aos sábados, domingos e feriados, das 11h30 às 15h

Endereço: Rua Augusto Micrute, 3555. São José dos Pinhais.

Telefones: (41) 3635 1201 – (41) 99644 2038

Crédito da foto: Rafael Ribeiro.

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com