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Lula e Trump: Próximos Passos Após Ligação

Saiba quais são os próximos passos após ligação entre Lula e Trump

Uma conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump marcou um passo em direção ao restabelecimento das relações entre Brasil e Estados Unidos, que enfrentam tensões comerciais nos últimos meses. Durante a ligação, que durou cerca de 30 minutos, eles discutiram a possibilidade de uma reunião presencial em um futuro próximo.

Avanços nas Negociações

Após o contato inicial, as equipes de Lula e Trump estão agora encarregadas de alinhar os próximos passos nas negociações relacionadas às tarifas que impactam as exportações brasileiras. Para intermediar as conversas, o governo brasileiro designou o vice-presidente Geraldo Alckmin, e os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). Por seu lado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, será o responsável pelas discussões do lado norte-americano.

Expectativas para Encontro Presencial

A expectativa é que a reunião entre Lula e Trump ocorra nas próximas semanas. Para facilitar a comunicação entre os presidentes, ambos trocaram números de telefone pessoal. Foram sugeridos três locais potenciais para o encontro:

  • A Malásia, durante a Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), marcada para iniciar em 26 de outubro;
  • Belém (PA), em decorrência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro;
  • Uma viagem do presidente brasileiro aos Estados Unidos.

Conforme informações do Palácio do Planalto, Lula propôs a possibilidade de um encontro na Asean e convidou Trump para a COP30, além de se mostrar disposto a visitar os EUA.

Demandas e Preocupações

Durante a ligação, Lula solicitou a revogação das tarifas impostas sobre produtos brasileiros e a revisão das sanções contra autoridades do Brasil. O governo dos EUA, que já havia criticado o Brasil, aplica sancões que incluem a Lei Magnitsky, que tem como alvo o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e sua esposa.

Tensões na Relação Bilateral

A relação entre Brasil e Estados Unidos se deteriorou recentemente devido à imposição de tarifas e sanções pelo governo americano. Essas ações estiveram associadas ao julgamento e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump, que recebeu uma pena de 27 anos e 3 meses por liderar um movimento golpista. O governo norte-americano também criticou a condenação, alegando uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro e seus apoiadores.

Os Sinais de Trump

No final de setembro, durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, Trump e Lula se encontraram brevemente e expressaram um interesse mútuo em negociar. Depois da conversa telefônica, Trump descreveu Lula como um “bom homem” e indicou que é provável que eles façam negócios juntos. Contudo, ele não se comprometeu a reduzir a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A expectativa é de que um encontro entre os presidentes se concretize em breve, reforçando as tentativas de restabelecer um diálogo produtivo entre as nações.

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