O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou na terça-feira, 31 de março de 2026, que Geraldo Alckmin será novamente candidato a vice-presidente em sua chapa. O anúncio foi feito durante a primeira reunião ministerial do ano, no Palácio do Planalto, marcada também pela despedida de ministros que deixarão seus cargos para disputar as eleições de outubro.
Durante o encontro, Lula afirmou que a política brasileira vive um processo de desgaste e criticou o alto custo das campanhas eleitorais. Segundo o presidente, é preciso convencer a população de que ainda é possível mudar o quadro político do país com a eleição de bons candidatos.
Lula confirma repetição da chapa com Alckmin
Ao falar sobre as mudanças no governo, Lula declarou que Alckmin deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para se dedicar à campanha eleitoral. A confirmação encerra as especulações sobre a composição da chapa presidencial para 2026.
Alckmin já ocupa a Vice-Presidência da República desde 2023 e repetirá a aliança formada com Lula na eleição de 2022.
Reunião marcou saída de ministros que serão candidatos
Na reunião, Lula se despediu dos ministros que deixarão o governo para concorrer nas eleições deste ano. Segundo o presidente, ao menos 18 ministros devem sair para disputar cargos eletivos em outubro.
Pela legislação eleitoral, ministros e outros ocupantes de cargos do Executivo que pretendem concorrer precisam se desincompatibilizar até 4 de abril de 2026, seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026. O presidente e o vice-presidente, porém, não precisam renunciar caso disputem a reeleição nos mesmos cargos.
Lula critica custo das campanhas e fala em degradação política
Durante o discurso, Lula disse que, em muitos casos, a política “virou negócio” e afirmou que o preço das campanhas compromete a seriedade do processo eleitoral. O presidente também declarou que há uma degradação no ambiente político e em algumas instituições.
A fala ocorreu no contexto da reforma ministerial feita às vésperas do prazo eleitoral, quando integrantes do governo precisam deixar seus postos para viabilizar candidaturas.
Governo não deve ter novos ministros de fora da equipe atual
Lula afirmou ainda que não pretende nomear novos ministros de fora da estrutura já existente no governo. Segundo ele, as pastas abertas com a saída dos titulares devem ser assumidas por integrantes da equipe atual, para evitar paralisações na reta final do mandato.
De acordo com o presidente, a prioridade é manter a máquina pública funcionando normalmente até 31 de dezembro de 2026, sem montar um “novo ministério” a poucos meses do fim do mandato.
Contexto eleitoral ganha força no Planalto
A confirmação de Alckmin como vice e a saída de ministros reforçam o início mais explícito da articulação eleitoral do governo federal para 2026. A decisão preserva uma composição que já havia sido usada por Lula em 2022 e mantém Alckmin como peça de equilíbrio político na chapa. Isso é uma inferência baseada na manutenção da aliança e na cobertura sobre o tema.
