O presidente do Chile, José Antonio Kast, iniciou sua visita de Estado à Argentina nesta segunda-feira (7), onde se encontrou com o colega argentino Javier Milei. Ambos, líderes de direita, visam formar uma aliança que contrabalança o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio a um cenário de “equilíbrio ideológico” na América do Sul.
A tradição chilena é que a primeira visita oficial de um novo presidente seja à Argentina, refletindo a forte parceria bilateral. Contudo, a relação entre Kast e Milei também se fundamenta em suas afinidades ideológicas. Os dois foram eleitos com apoio do eleitorado conservador e com críticas contundentes às esquerdas, rompendo um ciclo predominantemente progressista em seus países.
No encontro, os presidentes concordaram em fortalecer laços e explorar novas parcerias, além de reiterar o apoio do Chile à reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas. As redes sociais da coligação La Libertad Avanza, de Milei, celebraram o encontro como um “avanço da direita” na América Latina.
Reconfiguração Ideológica
- Argentina e Chile elegem presidentes de direita, quebrando um ciclo de governos progressistas.
- Kast, que assumiu em março, equilibrará o cenário político da América do Sul com seis presidentes de esquerda e seis de direita.
- A nova configuração pode desafiar a liderança de Lula no Brasil.
Desafios para Lula
A ascensão de Javier Milei na Argentina, que busca se apresentar como líder regional, questiona a influência de Lula. Especialistas indicam que a polarização ideológica cria um espaço para essa disputa.
O potencial fortalecimento das relações entre Argentina e Chile pode impactar negativamente o Brasil. O professor Elton Gomes, da UFPI, sugere que essa aliança econômica pode diminuir a influência brasileira na região.
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