Já são 4 milhões de paranaenses completamente imunizados; 91,6% já receberam primeira dose

O Paraná alcançou mais uma importante marca no combate à Covid-19 nesta segunda-feira (13) ao garantir a imunização por completo de 4.056.734 pessoas. Ao todo, de acordo com o Vacinômetro nacional, vinculado ao SUS, 3.735.085 de paranaenses receberam as duas doses no caso dos imunizantes da AstraZeneca/Fiocruz/Oxford, CoronaVac (Instituto Butantan/Sinovac) e Comirnaty (Pfizer/BioNTech), e outras 321.649 pessoas foram vacinadas com a Janssen (Johnson & Johnson), de dosagem única. O quantitativo equivale a 46,5% do público-alvo, formado por 8.720.953 adultos com 18 anos ou mais.

“Estamos avançando e isso é muito importante para salvar vidas e diminuir a pressão sobre o sistema público de saúde. A vacina faz toda a diferença, garante de fato uma proteção maior, como fica explícito nos indicadores de mortes e internamentos. Ainda assim, reforço o pedido para que se complete o ciclo vacinal. Que a população vá ao posto de saúde para receber a segunda dose. É isso que vai nos permitir vencer a pandemia”, enfatizou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Ele destacou que o Paraná registrou na sexta-feira (10) a menor taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atendimento à Covid-19 nos últimos 11 meses, 56% dos leitos estavam utilizados. O Estado não tinha essa ocupação desde 31 de outubro do ano passado, quando o índice chegou a 54%.

Além destas vacinas, o Paraná também aplicou 7.673.102 primeiras doses, perfazendo 11.729.836 doses administradas em todo o Estado desde o início da campanha de imunização, em janeiro. Atualmente, 7.994.751 – 91,6% dos paranaenses adultos – receberam ao menos uma dose (D1 ou DU). A meta da Secretaria estadual da Saúde é chegar a 100% até o fim deste mês.

“A segunda dose garante a possibilidade efetiva da imunização do organismo, combatendo novas variantes. É importante que cada cidadão seja responsável e tome esse reforço na data correta”, ressaltou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

Ele afirmou, também, que apenas na última semana, entre os dias 6 e 12 de setembro, foram aplicadas 336.292 doses, entre D1, D2 ou DU. A divisão por tipo de medicamento revela que 46,6% do total de imunizantes aplicados no Paraná são da AstraZeneca; 29,8% da CoronaVac; 20,9% da Pfizer e 2,7% da Janssen.

RANKING – O avanço na vacinação faz com que o Paraná apareça bem colocado nos rankings nacionais. Em relação à D1, o levantamento produzido pelo consórcio nacional de imprensa coloca o Estado na quinta colocação, atrás apenas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal (DF).

Mesma posição também em relação à D2 – Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, pela ordem, lideram o ranking.

PERFIL – Entre os imunizados com D2, o grupo que mais concluiu o ciclo vacinal, em números absolutos, foi o formado por pessoas com mais de 60 anos (1.651.539), seguidas pela população geral de 18 a 59 anos (758.680), comorbidades (443.729), trabalhadores da saúde (417.149), trabalhadores do ensino básico (160.103) e gestantes (41.507).

Além disso, os imunizados são, em sua maioria, mulheres, que correspondem a 57,5% do total.

MUNICÍPIOS – Também em números absolutos, o município que mais administrou D2 ou DU é Curitiba, com um total de 729.219 pessoas imunizadas. Na sequência, estão as cidades de Londrina (200.382), Maringá (186.586), Cascavel (129.572) e Ponta Grossa (106.035).

Proporcionalmente à população, segundo o Ranking da Vacinação da Secretaria de Estado da Saúde, a cidade que mais avançou na aplicação de segundas doses é Esperança Nova, com 62,49% da população adulta contemplada. A lista segue com Sulina (60,16%), São Manoel do Paraná (58,48%), Pontal do Paraná (57,56%) e Kaloré (55,37%).

Já na primeira dose, Floresta lidera com 98,42% da população vacinada, seguida por Maringá (96,59%), Pontal do Paraná (96,21%), Toledo (94,27%) e Matinhos (92,58%).

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Vacinas são eficazes contra a Ômicron, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou, nessa terça-feira (7), que as vacinas são eficazes contra a nova variante Ômicron do coronavírus, detetcada na África do Sul, ao proteger os infectados que desenvolvem doença grave.

“Não há razão para duvidar” de que as vacinas atuais protegem os doentes infectados com Ômicron contra formas graves de covid-19, afirmou o responsável pela resposta de emergência em saúde pública da OMS, Michael Ryan, em entrevista. 

“Temos vacinas muito eficazes que se mostram potentes contra todas as variantes até agora, em termos de gravidade da doença e hospitalização, e não há razão para acreditar que não seja o caso” com a Ômicron, disse Ryan, acrescentando que estão no início estudos da variante, detectada apenas em 24 de novembro e que já foi registrada em cerca de 40 países.

Estado quer implantar auxílio-alimentação de R$ 600 para polícias Civil, Militar, Científica e Penal

O Governo do Estado encaminhou nesta terça-feira (7) para a Assembleia Legislativa o Projeto de Lei que institui o pagamento de auxílio-alimentação para os servidores dos quadros da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica e Polícia Penal. O valor mensal da contribuição é de R$ 600, com impacto financeiro anual estimado em mais de R$ 150 milhões.

A proposta integra um grande pacote de valorização dos servidores públicos estaduais. Ele destacou que nos últimos dias o governo enviou ao Poder Legislativo mensagens que concedem aumento de 3% no vencimento de todo o funcionalismo; que estabelece o piso mínimo de R$ 5.545 para os professores da rede pública de ensino, equiparando os trabalhadores temporários, do Processo Seletivo Simplificado (PSS), ao do Quadro Próprio do Magistério (QPM); e que cria a gratificação mensal para diretores (entre R$ 108 a R$ 2.430) e auxiliares (de R$ 92 a R$ 2.070) das instituições de ensino da Rede de Educação Básica do Paraná.

Além disso, o governo antecipou o pagamento do 13º e dos salários de dezembro para antes da celebração do Natal, medida adotada a partir de 2019. “Com esse projeto pensado para as forças de segurança do Estado, de criar o auxílio-alimentação, completamos um ciclo importante de valorização dos servidores. Todo o funcionalismo foi contemplado de alguma maneira, melhorando as condições para quem exerce cargos tão importantes para o Paraná”, afirmou Ratinho Junior.

“Mesmo com as limitações financeiras do Estado neste momento de pandemia, é um gesto de reconhecimento pelo trabalho das nossas forças de segurança, essencial nesta queda brusca dos índices de criminalidade em todo o Paraná. É mais segurança para a população”, acrescentou.

De acordo com o projeto de lei, o benefício será concedido mesmo em caso de férias, licença para tratamento de saúde, por motivo de acidente em serviço ou doença profissional; participação em programa de treinamento regularmente instituído; serviços obrigatórios por lei e licenças legais. Ele deve impactar cerca de 24 mil servidores.

Para um soldado de 2ª classe da Polícia Militar, por exemplo, o benefício representa 30% do salário (atualmente em R$ 1.933,63). Na carreira da Polícia Científica, será quase 20% do que ganha um Auxiliar de Perícia Oficial (R$ 3.226,64).

A medida, contudo, não contempla aposentados, inativos e pensionistas; servidor civil e militar em disposição, cessão funcional, designados e mobilizados a outros entes federativos; que esteja cumprindo pena de suspensão; que estiver preso, qualquer que seja o motivo, pelo tempo que durar a prisão; que se encontre afastado do exercício da função em virtude de licença, decisão judicial ou administrativa, exceto quando expressamente autorizada a prestação de serviços administrativos internos; ao militar agregado para exercer função de natureza civil em qualquer órgão da administração direta ou indireta, federal, estadual ou municipal, ou por ter sido nomeado para qualquer cargo público; ao militar em situação de deserção e ao servidor civil em situação de abandono de cargo; e aos militares do Corpo de Militares Estaduais Inativos Voluntários.

“A atividade policial é extremamente desgastante e muitas vezes exercida longe da residência dos servidores e militares, de modo que se mostra imperiosa a concessão de uma vantagem pecuniária para que o agente público possa ter em seu lar condições adequadas para sua estabilidade física e mental”, destacou o Governo do Estado no texto que justifica o projeto.