O Paraná superou a meta constitucional de investimentos em saúde e educação no primeiro quadrimestre de 2026. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Fazenda durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa, revelando um aumento significativo nos repasses para essas áreas fundamentais.
Investimentos em Saúde
Entre janeiro e abril, o estado alocou R$ 3 bilhões para a saúde, representando 14,76% da Receita Líquida de Impostos (RLI). De acordo com a Constituição, a obrigatoriedade é de 12%, o que significa que o Paraná investiu 2 pontos percentuais a mais, ou mais de R$ 560 milhões adicionais em relação ao exigido.
Esse montante também supera os investimentos do primeiro quadrimestre de 2025, quando foram destinados 12,67% da RLI à saúde. O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, atribui essa melhora à colaboração entre diferentes secretarias para otimizar o planejamento orçamentário.
Aumento na Eficiência Orçamentária
A gestão administrativa e assistencial recebeu R$ 507,9 milhões, enquanto a assistência farmacêutica obteve R$ 292 milhões. O esforço colaborativo tem tornado o orçamento estadual mais efetivo, permitindo que os recursos cheguem mais rapidamente às áreas críticas.
Recursos para Educação
Os investimentos em educação também apresentaram crescimento significativo em comparação a 2025, totalizando R$ 6,2 bilhões. Isso equivale a 31,13% da RLI, superando o percentual constitucional de 30%. Os principais destinos dos recursos foram a logística e infraestrutura escolar e a valorização da educação básica.
O estado está atualmente construindo 16 novas escolas em diversas localidades, com um investimento total de R$ 391 milhões.
Desempenho Fiscal
Durante a audiência, foram apresentados dados sobre o desempenho fiscal do Paraná. A receita total do estado atingiu R$ 26,9 bilhões, um aumento de 1% em relação ao mesmo período de 2025. As despesas totais somaram R$ 30,3 bilhões, impulsionadas por um crescimento de 139% nos investimentos, alcançando a maior marca em 26 anos, com R$ 3,8 bilhões empenhados.
Além disso, os restos a pagar caíram para R$ 2 bilhões, o nível mais baixo desde 2018, o que indica uma gestão orçamentária mais eficiente e um compromisso com a entrega de serviços ao cidadão paranaense.
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