Em um evento realizado na quinta-feira (02), a Fundação Araucária anunciou investimentos superiores a R$ 51 milhões nos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs). As iniciativas incluem projetos nas áreas de Agrogenômica Feijão, Agrogenômica Soja e Microbioma de Solos, além da Rede Multiusuária de Equipamentos em Agrogenômica. A ação é fruto da parceria com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e envolve universidades e centros de pesquisa em busca de soluções inovadoras para o agronegócio paranaense.
Importância dos NAPIs
O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, enfatizou a relevância dos NAPIs como mecanismos que promovem a articulação entre ciência e desenvolvimento. Segundo ele, a iniciativa fortalece a colaboração entre universidades, institutos de pesquisa, governo e setor produtivo. “Isso cria condições para que o Paraná avance na geração de soluções inovadoras com impacto direto na economia e na sociedade”, afirmou Wahrhaftig.
Os recursos serão utilizados no desenvolvimento de novas tecnologias, na produção de conhecimento científico e na formação de profissionais altamente qualificados para o setor agropecuário.
Evaldo Ferreira Vilela, responsável pela articulação dos NAPIs Agrogenômica, destacou que a iniciativa reúne diferentes competências para acelerar a criação de soluções que enfrentam os desafios da agricultura no Paraná, contribuindo para a competitividade do setor.
Políticas Públicas de Ciência e Tecnologia
Ivan Carlos Vicentim, coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, ressaltou como os NAPIs refletem a sintonia entre a Seti, a Fundação Araucária e as universidades. “Essa iniciativa traduz o investimento em conhecimento, inovação e desenvolvimento para o Paraná”, comentou.
Luiz Márcio Spinosa, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, acrescentou que os NAPIs se tornaram uma estratégia central do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. “Esse modelo inovador de cooperação conecta pesquisadores e instituições, ampliando nossa capacidade de transformar ciência em benefícios para a sociedade”, disse Spinosa.
Projetos Específicos
Feijão – O NAPI Agrogenômica Feijão, liderado pela pesquisadora Maria Celeste Gonçalves Vidigal da Universidade Estadual de Maringá, receberá R$ 5,5 milhões. O objetivo é acelerar a obtenção de cultivares mais produtivas e resistentes, utilizando tecnologias genômicas. Maria Celeste destacou que a seleção mais precisa permitirá o desenvolvimento de variedades com alta produtividade e resistência aos desafios da cultura.
Soja – Glauco Vieira Miranda, coordenador do NAPI Agrogenômica Soja e professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, falou sobre o investimento de R$ 12 milhões. Ele explicou que a iniciativa busca integrar pesquisadores e tecnologias para desenvolver cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas, utilizando inteligência artificial e dados genômicos.
Microbioma de Solos – A professora Glacy Jaqueline da Silva da Universidade Paranaense (Unipar) apresentou o NAPI Agrogenômica – Microbioma de Solos, que contará com R$ 17 milhões. O projeto visa mapear as comunidades microbianas dos solos agrícolas do Paraná e entender como a biodiversidade microbiana afeta a produtividade e a sustentabilidade ambiental.
Infraestrutura Compartilhada
Com um investimento de R$ 16,5 milhões, a Rede Multiusuária de Equipamentos apoiará todas as etapas dos NAPIs Agrogenômica. Taciane Finatto, professora da UTFPR e articuladora da rede, explicou que a estrutura reunirá equipamentos e laboratórios, garantindo a análise segura das informações geradas pelos projetos e fortalecendo a pesquisa e inovação no Paraná.
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