Inverno no Paraná será gelado e seco, com muito nevoeiro e alguns veranicos

O inverno começa às 0h32 de segunda-feira (21 de junho) e termina à 16h21 do dia 22 de setembro. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), no primeiro dia o tempo fica parcialmente nublado nas regiões Norte e Noroeste. Chuvas ocorrem a partir da tarde no Litoral, na Capital e nas regiões Central, Sul, Oeste e Sudoeste. O dia deve ser ensolarado no Norte Pioneiro e nublado em Guaíra e Campos Gerais. A temperatura mínima prevista é de 8 ºC em União da Vitória. A máxima deve atingir 26 ºC em Paranavaí e Jacarezinho.

Nos próximos dias, no entanto, a tendência é de queda na temperatura. As médias mínimas da estação giram em torno de 10° C. “Para este inverno são esperadas ondas de ar frio e seco”, observa o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.

Serão frequentes, segundo ele, episódios de frio intenso por vários dias consecutivos, incluindo a formação de geada. Podem ocorrer alguns veranicos, períodos de tempo seco e quente mais frequentes a partir da segunda quinzena de agosto.

A temperatura média deve seguir o padrão típico da estação, exceto nos extremos Oeste e Norte, com picos mais quentes: “Na fronteira com o Paraguai e nas divisas com Mato Grosso do Sul e São Paulo as temperaturas devem variar de próximas a ligeiramente acima da normal climatológica”, afirma o meteorologista.

Curitiba. Foto: José Fernando Ogura/ANPr

O cenário climático indica que o volume de chuva ficará entre próximo e abaixo da normalidade, à exceção do Litoral, dentro do habitual. O Paraná já vive um cenário de emergência hídrica e rodízios de abastecimento.

Os fenômenos El Niño e La Niña não se manifestarão neste inverno. Após influenciar o clima nos últimos meses no Paraná, La Niña dissipou-se sobre o Oceano Pacífico Equatorial. Alguns modelos meteorológicos preveem um repique com fraca intensidade na primavera e no início do verão.

ESTAÇÃO 

Julho e agosto são os meses mais secos do ano no Paraná. A partir da segunda quinzena de setembro, começam as alterações no regime de chuvas típico de inverno, com o desenvolvimento de áreas de instabilidade causado pelo aquecimento mais acentuado da atmosfera entre o Centro-Oeste brasileiro e o Paraguai.

A estação caracteriza-se ainda pelo ingresso de massas de ar frio e seco no território paranaense, causando quedas bruscas nas temperaturas num intervalo entre 24 e 48 horas. Associado a massas de ar de origem polar, o frio intenso favorece a formação de geadas em boa parte do Estado. Também é comum a ocorrência de nevoeiro.

AGROMETEOROLOGIA 

Segundo a agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR Paraná), Heverly Morais, são sensíveis às baixas temperaturas e vulneráveis às geadas as mudas em viveiros e as lavouras de café com até dois anos, bem como as frutíferas tropicais recém-plantadas e as hortaliças, que têm ciclo curto.

Embora o cultivo dos cereais de inverno esteja sendo favorecido pelas condições meteorológicas, a estiagem do outono prejudicou as lavouras de trigo e cevada semeadas em abril. “O desenvolvimento normal dessas plantações pode ser afetado em caso de geadas tardias durante as fases de florescimento e espigamento”, explica a pesquisadora. A seca deve causar perdas na produtividade do milho safrinha, a ser colhida em julho.

Em caso de geada prevista com impacto em culturas sensíveis a baixas temperaturas, o IDR Paraná orienta os agricultores a adotarem medidas para prevenir ou reduzir danos às lavouras. O risco climático é observado nas regiões mais altas do Estado: Sul, Centro-Sul, Centro, Campos Gerais e Sul da Região Metropolitana de Curitiba.

Até o final do inverno, o Simepar emite as previsões para todas as regiões por categorias de intensidade – fraca, moderada ou forte – com antecedência de 72, 48 e 24 horas. O serviço Alerta Geada tem espaço dedicado na página www.simepar.br e envia mensagens a usuários cadastrados por meio do aplicativo WhatsApp. Interessados devem inserir o número (43) 3376-2248 nos contatos e enviar a seguinte mensagem: “Quero receber o Alerta Geada”.

Confira os valores das médias históricas de chuva (faixa de variação), temperaturas mínimas e máximas para cada região do Paraná nos meses de julho, agosto e setembro:

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Campanha “Vacina UFPR” chega a mais de mil doações individuais; saiba como contribuir

A campanha “Vacina UFPR” mobiliza a sociedade para a captação de recursos e o financiamento de uma vacina 100% nacional e de baixo custo contra a Covid-19 e outras doenças. 

Em 20 dias, já foram arrecadados R$ 83.323,48 em 1005 doações individuais. No mesmo período, o site vacina.ufpr.br já teve mais de 8 mil acessos e os posts nas redes sociais da UFPR já alcançaram quase 400 mil pessoas, com 3600 compartilhamentos. 

A divulgação da campanha estimulou outros tipos de engajamento. Por sugestão de uma amiga, a fotógrafa e influenciadora digital Patrícia Miguez compartilhou um vídeo para incentivar as doações. Apenas nas redes da UFPR, o material já foi visto por mais de 132 mil pessoas.

Ela aceitou o desafio por entender que a vacina pode servir para outras doenças e ajudar pessoas no Brasil e em outras partes do mundo, no futuro.  “É uma questão de ajudar a comunidade científica e o nosso país como um todo. A vacina é uma arma muito importante. Caso você não possa ajudar, marque as pessoas nas suas redes e espalhe. Quanto mais gente tiver essa informação, mais gente pode doar e ajudar a UFPR a desenvolver a vacina. Vai ser uma bênção ter uma opção barata, nacional e com multipropósito”, relata Patrícia.  

As contribuições para a campanha “Vacina UFPR” permitirão aos pesquisadores avançar com as fases de testes em animais até o final do ano, o que credenciará o pedido à Anvisa para os testes em humanos. 

Com as doações, será possível também aprimorar a infraestrutura física e laboratorial, buscar a transferência de tecnologia para produção em escala industrial e o desenvolvimento de imunizantes.

Sobre a capacidade de produção 100% nacional, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, destaca: “É muito importante para a soberania do país que tenhamos uma vacina sem a dependência de importação de insumos. Esta luta por uma vacina nacional reforça a importância da ciência e da universidade pública, que se mostraram imprescindíveis durante essa pandemia”. 

O superintendente de parcerias e inovação da UFPR, Helton José Alves, ressalta a economia para os cofres públicos que o imunizante da UFPR poderá trazer. “Para cada real economizado por dose da vacina, estamos falando de milhões de reais, o que torna mais interessante essa plataforma, para a Covid-19 e outras patologias”, revelou Alves em entrevista ao programa “Volume UFPR”, da Rádio UniFM. 

O professor Emanuel Maltempi de Souza, um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da Vacina UFPR, em reportagem da Agência Escola de Comunicação Pública da UFPR, explica que o projeto foi concebido pensando no retorno à sociedade dos conhecimentos produzidos na universidade. “Se continuarmos tendo sucesso no desenvolvimento e testagem da Vacina UFPR, estou convencido que o país terá condições de produzir as doses necessárias para todos os brasileiros”. 

Para alcançar esses objetivos, os custos estão estimados em R$ 76 milhões de reais. Por isso, a campanha aceita doações de qualquer valor, por depósito, transferência bancária para a conta da campanha ou usando chave Pix. 

No site vacina.ufpr.brestão disponíveis os relatórios de acompanhamento dos recursos captados para o desenvolvimento da vacina e notícias sobre o avanço das pesquisas. 

A conta bancária para as doações é exclusiva do Programa de Imunizantes da UFPR, gerida pela Fundação da Universidade Federal do Paraná – FUNPAR. Todas as doações de pessoas físicas e/ou jurídicas são destinadas exclusivamente à continuidade da pesquisa e desenvolvimento da vacina  e não são dedutíveis do Imposto de Renda. 

Os valores captados pela campanha se somam aos financiamentos já obtidos via Rede Vírus, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a recursos próprios da UFPR e aos do Governo do Estado do Paraná, que chegam a R$ 1,3 milhão.  

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado transferiu R$ 18 milhões ao Governo do Estado, que serão destinados à estrutura de laboratórios para a Vacina UFPR. O poder executivo deve repassar esse valor à universidade por meio de um acordo que será celebrado em breve. 

Iniciativa da Itaipu e Polo Iguaçu vai beneficiar 2.250 profissionais do turismo

Itaipu investirá 4,7 milhões no projeto, que irá garantir bolsas de R$ 550 durante os três meses da capacitação

A Itaipu Binacional e o Instituto Polo Iguassu lançaram, nesta quinta-feira (22), o Capacita Foz, uma iniciativa de educação on-line, com atividades ao vivo e gravadas, e que deverá beneficiar 2.250 profissionais do turismo de Foz do Iguaçu, em áreas do trade turístico e afins. O projeto, com duração de dois anos e investimentos de R$ 4,7 milhões por parte da Itaipu, também fornecerá uma bolsa de R$ 550 reais por três meses a esses profissionais que foram impactados pelas limitações impostas pela pandemia de covid-19.

O Capacita Foz aprofunda as atividades de capacitação promovidas em duas edições do Capacita Guias pelo Instituto Polo Iguassu, com apoio da Itaipu. Juntamente com o lançamento, ocorreu a entrega de certificados da segunda turma, que formou mais 66 profissionais (além dos 147 da primeira). Eles foram capacitados sobre novas formas de apresentar os atrativos de Foz, além dos cuidados para promover uma experiência segura para os turistas.

Agora, com o Capacita Foz, a ideia é levar conhecimento para outras áreas que se beneficiam da atividade turística. Por meio de uma plataforma de ensino a distância, os participantes terão acesso a diversos conteúdos. Na primeira fase, que se inicia em agosto, será a capacitação em si, com atividades para recepcionistas, mensageiros, camareiras, garçons, motoristas de aplicativos, artesãos, produtores rurais, entre outros. Uma avaliação do perfil socioeconômico irá selecionar participantes para receber a bolsa de R$ 550 por três meses.

“Este é um projeto perfeitamente alinhado com a vocação de Foz do Iguaçu para o turismo e Itaipu, que tem como missão investir no desenvolvimento regional sustentável, não poderia ficar de fora de uma iniciativa como essa”, afirmou o diretor-geral brasileiro, general João Francisco Ferreira. “A gente se sente feliz em investir em algo assim porque são recursos bem empregados e que trarão retorno. Creio que Foz do Iguaçu vai sair dessa dificuldade da pandemia para voos muito mais altos.”

De acordo com a diretora executiva do Polo Iguassu, Fernanda Fedrigo, após a capacitação, os profissionais passarão por uma atividade de gamificação: os participantes ganham selos e pontuações que qualificam o profissional dentro da plataforma. Dessa forma, a plataforma funcionará, também, como vitrine de vendas e banco de talentos. “A educação está no DNA do Polo Iguassu e a educação é libertadora. Por meio dela, podemos oferecer condições para superar essa situação em que o setor foi impactado pela pandemia”, afirmou.

O lançamento ocorreu no Centro Executivo da Itaipu. E, além do diretor-geral brasileiro da Itaipu e da diretora executiva do Polo Iguassu, contou com a participação da diretora de Promoção, Marketing e Eventos da Secretaria Municipal de Turismo, Cristiane Santos, do presidente do Conselho Municipal de Turismo e gerente-geral do Complexo Turístico Itaipu, Yuri Benites, e da representante do Sebrae-Paraná, Camila Giacomeli.

A abertura das inscrições para o Capacita Foz será divulga nas redes sociais do Polo Iguassu (@poloiguassu) nas próximas semanas.

Formandos

Dos 66 formandos do Capacita Guias, cinco foram convidados a representar a turma na cerimônia de entrega dos certificados. Natural de Itabuna, Ana Maria Ferreira de Souza (46) falou em nome dos colegas. “Agradeço muito pelo curso, por essa oportunidade de estar aprendendo. Daqui para frente, é com os profissionais, o guia que cada um se tornará”, afirmou a guia, que trabalhou por 14 anos como gerente de operações na Loumar Turismo e atua como guia há seis anos, atendendo turistas que falam português, espanhol e inglês.

Arlete Fritzen tem 58 anos e é natural de Foz. Ela trabalha como guia há 22 anos, é formada em hotelaria e atua principalmente com turistas que falam inglês, especialmente da Austrália, Grã-Bretanha e Estados Unidos. “Antes, eu trabalhava só com whatsapp e achava que estava bem. O Capacita Guias veio para mostrar a importância de trabalhar em conjunto com as empresas de turismo para potencializar a imagem do Destino Iguaçu nas redes sociais, mostrando os passeios para quem está do outro lado do mundo. Então, aprendi a tirar fotografias e usar outros meios de comunicação. Foi maravilhoso”, afirmou.

Já Keiko Edna Kimura Kanno, 54 anos, atua principalmente com turistas de língua japonesa. “A gente acha que sabe de tudo, mas todo dia é dia de aprender. E esse curso trouxe muito conhecimento. Todo aprendizado vai me ajudar muito e já quero fazer o Capacita Foz também”, disse Keiko, que atua como guia desde 2007.