Crônica: O Mitômano Calorento

O Mitômano acorda tarde no sábado, depois de curtir uma festa secreta na cidade. Lá se foi a madrugada inteira. “Encheu o pote de cachaça” e volta para sua casa super protegida com seu carro, desbravando as ruas e se arriscando a ser pego novamente.
Não importa o quanto esteja errado, o objetivo é a famosa “revoada” e alimentar suas preciosas redes sociais.
O Mitômano não está nem aí para o certo ou errado, ele quer capitalizar. Não importa como. O “Marketing” e a fantasia criada em seu mundo é o que importa e nada mais.
Desenvolveu ao longo dos anos uma “sociopatia aguda” que é endossada por pequenos palcos montados pela cidade. O “Show de Truman às avessas” vai sendo alimentado por algoritmos e necessidade de visualizações.
O Mitômano ama o palco, ama os aplausos, mesmo que sempre poucos. Seu pódio é construído em cima das histórias de pessoas, de trabalhos de anos e, principalmente, de seu próprio mundo, onde a única e inexorável verdade é a sua.
Muitos dizem que por causa da insolação dos últimos anos, suas ideias pioraram ainda mais, chegando a negar ideais familiares defendidos para apoiar inimigos – apenas pelo dinheiro ou a possibilidade de tê-lo.
O Mitômano é sozinho. Veio de longe. Quer ser notado e implora a sua atenção. No final de tudo, ele é mais um em nossas vidas que ainda não procurou um psicólogo.
Não existem pessoas más, mas aquelas que não sabem que precisam de terapia.

Falando nisso, estou atrasado para a minha.

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