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Indicação de Ministro ao STF: Entenda o Processo

Entenda como é o processo de indicação de um ministro ao STF

Indicação de Novo Ministro do STF Mobiliza o País

O Supremo Tribunal Federal (STF), órgão máximo do Judiciário brasileiro, está prestes a receber um novo integrante. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga, que se tornou disponível. A indicação marca mais um passo no processo de escolha de ministros do STF, que envolve diversas etapas e alicerça a estrutura do poder judiciário no Brasil.

Composição e Funções do STF

O STF é composto por 11 ministros, responsáveis por garantir o cumprimento da Constituição Federal. A principal atribuição da Corte é analisar questões de natureza constitucional, além de supervisionar as ações dos Poderes Executivo e Legislativo, assegurando a harmonia entre eles.

Quando uma vaga se abre, cabe ao presidente da República fazer a indicação. Contudo, o nome sugerido precisa passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ser aprovado pela maioria absoluta da Casa, antes da posse.

Processo de Escolha de Ministros do STF

Indicação pelo Presidente da República

A escolha de um novo ministro é uma prerrogativa que compete exclusivamente ao presidente da República. Conforme a Constituição, os indicados devem ser cidadãos brasileiros natos com idade entre 35 e 70 anos, além de possuir reconhecido conhecimento jurídico e reputação ilibada.

Não há um prazo legal para essa manifestação. Por exemplo, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) levou quase um ano para indicar Edson Fachin, após a aposentadoria de Joaquim Barbosa, em 2015.

Sabatina no Senado Federal

Após a indicação, o candidato deve ser aprovado pela maioria absoluta do Senado, um processo que também se inspira na prática da Suprema Corte dos Estados Unidos. Antes da votação em plenário, a CCJ realiza a sabatina, onde o indicado é avaliado quanto às suas qualificações e conduta.

“O nome precisa ser palatável para o Senado”, afirma Álvaro Jorge, professor de Direito da FGV-RJ. Durante a sabatina, o candidato pode ser questionado sobre variados temas, incluindo questões políticas e pessoais, em uma seção que pode durar de 8 a 12 horas.

Após a sabatina, a CCJ emite um parecer e o processo prossegue para votação no plenário, onde o indicado precisa conquistar pelo menos 41 votos dos 81 senadores.

Daniel Falcão, advogado e professor do IDP, comenta que nenhuma indicação foi rejeitada pelo Senado desde o governo de Floriano Peixoto, que finalizou seu mandato em 1894.

“A chance de o Senado rejeitar é muito baixa, já que o presidente costuma verificar, em conversas prévias, se conta com o apoio necessário”, completa Falcão.

Nomeação e Posse

Com a aprovação do Senado, o presidente formaliza a nomeação por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União. A posse do novo ministro é realizada em uma cerimônia solene no STF, com a presença de representantes dos Três Poderes.

Durante a cerimônia, o novo integrante assina um termo de compromisso e formaliza sua inclusão na Corte, podendo, inclusive, herdar processos de seu antecessor.

Fonte: CNN https://www.cnnbrasil.com.br/politica/entenda-como-e-o-processo-de-indicacao-de-um-ministro-ao-stf/

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