IAT identifica mais de 110 hectares de desmatamento ilegal no Litoral

O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta terça-feira (3) o balanço de uma força-tarefa realizada na semana de 27 a 31, no Litoral. A ação contou com 16 técnicos dos Escritórios Regionais do Instituto, vinculado à Secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest).

Segundo o balanço, os fiscais identificaram mais de 110 hectares de desmatamento ilegal. Foram lavrados 43 Autos de Infração Ambiental (AIA), totalizando R$ 790 mil em multas para os infratores. 

De acordo com o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro Cesar de Góes, a força-tarefa foi montada a partir de informações obtidas no SIGO e MapBiomas, ferramentas com imagens via satélite que auxiliam na fiscalização do órgão ambiental.

“Decidimos verificar as denúncias feitas pelo cidadão comum, denúncias do sistema SIGO e também de alertas de desmatamento do Sistema MapBiomas, que apontavam irregularidades e diversos crimes ambientais”, disse.

O que mais impressionou os fiscais durante a fiscalização, via terrestre e com apoio da aeronave do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), foi a quantidade de empreendimentos e lotes construídos sem autorização ambiental.

“Deflagramos várias frentes de trabalho de fiscalização da região, com ações integradas, que resultaram em multas por irregularidades em construções de loteamentos clandestinos e florestas. Foi uma operação bem sucedida”, afirmou o chefe regional do IAT em Maringá e coordenador da força-tarefa, Antonio Carlos Cavalheiro Moreto.

LITORAL 

Mais de 50% da vegetação nativa do Estado está no Litoral do Paraná. A região abriga a Grande Reserva Mata Atlântica, o maior remanescente contínuo desse bioma englobando Santa Catarina, Paraná e São Paulo. É também no Litoral que vivem as mais diversas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção da biodiversidade. 

A chefe regional do IAT em Paranaguá, Rosangela Maria Costa Frega, afirma que a fiscalização foi relevante para coibir a degradação da rica fauna existente na região. “A floresta de Mata Atlântica fica na estreita faixa do Litoral do Paraná e compreende o trecho mais preservado de toda a costa brasileira. Ela abriga uma parcela significativa de diversidade biológica, com espécies que só vivem nesta região. Proteger e conservar a floresta de Mata Atlântica, por sua importância, é necessária e urgente”, afirmou.

O Litoral abriga, também, duas importantes áreas de preservação ambiental sob gestão do Estado: o Parque Estadual do Palmito e o Parque Estadual Ilha do Mel.

Rosangela falou, ainda, sobre a integração e o diálogo entre os profissionais do IAT para realizar forças-tarefas como essa. “Ressalto a disponibilidade dos fiscais que se deslocaram de diversas regiões do Paraná para o Litoral, diante da situação crítica que identificamos na região. São participações dessa que fazem o órgão crescer ainda mais”, afirmou.

Força-tarefa no litoral identifica mais de 100 hectares de desmatamento ilegal – curitiba, 03/08/2021 – Foto: IAT

LICENCIAMENTO 

Todo e qualquer empreendimento e construção de lotes devem ser devidamente licenciados pelo órgão ambiental estadual. Atividades de supressão vegetal sem licenciamento para construção são caracterizados crimes ambientais e passíveis de multas. Para saber como solicitar a licença ambiental por categoria de interesse, basta clicar AQUI.

Caso a atividade de interesse não for encontrada, o órgão ambiental orienta consultar a Resolução CEMA nº 107/2020, a Resolução SEMA nº 051/2009, ou entrar em contato com equipe técnica do IAT no escritório regional mais próximo.

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Matinhos recebe doações; cidade ainda não sabe número de famílias afetadas pela chuva

A Prefeitura de Matinhos, no litoral do Paraná, informou que presta assistência às famílias desabrigadas por conta das fortes chuvas que atingiram a cidade desde o fim desta quarta-feira (5), mas que ainda não tem um balanço do número de famílias afetadas. A Arena Vicente Gurski foi preparada e aberta para receber os desabrigados. Nesta quinta-feira (6), será feita a coleta de doações de móveis, colchões e eletrodomésticos durante todo o dia na Arena.

A Defesa Civil, através de chamadas pelo telefone 153, fez o resgate das vítimas. As equipes estiveram nas ruas durante todo o período da chuva, atendendo chamados e indo até os locais solicitados para resgatar pessoas.

Além disso, equipes das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e também de Obras e Planejamento Urbano estão nas ruas para arrumar os estragos.

Até às 23 horas, o acumulado das chuvas em Matinhos chegava a 123,0 mm.

Chuvas causam desabamentos, quedas de árvores e deixam pessoas desabrigadas em Curitiba e Litoral

As fortes chuvas que atingiram a Curitiba na noite desta quarta-feira (5) formaram pontos de alagamento e provocaram pelo menos três desabamentos, conforme boletim da Defesa Civil do Município. No litoral, a cidade de Matinhos registrou 123 mm de água até às 23 horas da noite desta quarta e pelo oito famílias tiveram de deixar as suas casas no litoral.

Em Curitiba, entre os locais com alagamentos, os registros aconteceram na região da Praça Osório (Rua Visconde de Nacar e Avenida Vicente Machado), da Rodoferroviária (ala estadual) e nas proximidades da trincheira da Rua General Mário Tourinho. Também houve registro de alagamentos nas ruas Adinar dos Santos Ribeiro (Fazendinha), José João Ferreira de Lima e Fausto Scorsim (CIC), Dionísio Ribeiro Baptista (Novo Mundo) e Guilherme Ihlenfeldt (Bacacheri).

Segundo o boletim, equipes da Defesa Civil, da Arborização (Meio Ambiente), da Guarda Municipal, da Superintendência de Trânsito (Setran) e da Coordenadoria de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi) atuaram em atendimento às ocorrências.

Imagens enviadas à Banda B mostram um trecho da rua Brigadeiro Franco, no bairro Parolin, na capital, completamente alagado. O rio Vila Guaíra teria transbordado e provocado o transtorno.

Desabamentos

No Bigorrilho, a parede do subsolo de um prédio residencial desabou. No Santa Cândida, houve desabamento do muro de um condomínio. Equipe da Cosedi foi deslocada para avaliação emergencial da estrutura nos dois casos. Ainda, no bairro Batel, foi registrada a queda de parte do telhado de um restaurante.

Quedas de árvore e fornecimento de lona

Pela Central 156 de Atendimento ao Cidadão houve registro de 10 solicitações de quedas de árvore e galhos grandes em via pública. Em Santa Felicidade, a Guarda Municipal forneceu lona emergencial para uma residência. Não há registro de pessoas que precisaram deixar suas casas (desabrigadas ou desalojadas).

Curitiba teve rajadas de vento de 29,9 km/h registradas pelo Simepar e precipitação acumulada de 74,4 mm registrados na estação pluviométrica do Cemadem (Vista Alegre).

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Curitiba continua monitorando as situações para eventual intervenção e acionamento dos órgãos competentes.

Central 156

O cidadão que precisar comunicar a Prefeitura sobre estragos provocados pelo vendaval deve utilizar o telefone 156 da Central de Atendimento ao Cidadão, pelo site (www.central156.org.br) ou pelo aplicativo do serviço. O atendimento é feito por ordem de chamada e também de acordo com a gravidade da situação relatada.

A Defesa Civil registra as ocorrências que chegam ao município pelo telefone de emergência 199 (alagamentos) e, também, pelo 156 (Central de Atendimento ao Cidadão, que registra as solicitações para retiradas de árvore) e pelo 153 (Centro de Operações da Guarda Municipal – fornecimento de lona).

Outras situações decorrentes de chuvas ou temporais podem ser atendidas pelo Corpo de Bombeiros (193 – resgate) e pela Copel (falta de luz).

Estragos no litoral

No litoral do Paraná, 127 ocorrências foram atendidas. Os locais mais atingidos foram os bairros Tabuleiro, Sertãozinho e o Balneário de Caiobá.

Em Guaratuba e Matinhos, os acumulados de precipitação registrados estão acima dos 100 mm. Até as 20h30, o Simepar registrava acumulados de chuva entre 10 e 20 mm na Grande Curitiba.

Informações Banda B