Hemepar faz apelo para que pessoas doem sangue

Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) está precisando urgente de doações de sangue de qualquer tipo. Nesta semana, na unidade de Curitiba, a redução no número de doadores foi de aproximadamente 50%.

“Lembramos que mesmo com a pandemia da Covid-19, as outras doenças não pararam, os traumas continuam acontecendo, transfusões continuam sendo necessárias. São 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos do Paraná que recebem bolsas de sangue e dependem da hemorrede”, alertou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A chefe da Divisão de Hemoterapia, Renata Pavese, faz um apelo para que as pessoas procurem os hemocentros e façam a doação.

“Nossos estoques estão baixíssimos, precisamos urgente da ajuda da população, nossa capacidade de coleta é de 180 bolsas por dia. Ontem, (quarta-feira) foram apenas 61 bolsas coletadas e hoje, até o momento, apenas 35.”

SEGURANÇA 

O Hemepar adaptou todo o fluxo de atendimento para trazer segurança na prevenção da Covid-19 na hora de doar. O agendamento é online e o atendimento é feito com oito pessoas a cada meia hora para evitar aglomerações, com utilização de álcool gel 70% e profissionais que atuam no atendimento devidamente paramentados.

O ideal é que cada pessoa doe sangue pelo menos duas vezes ao ano. O agendamento das doações pode ser feito pelo SITE 

QUEM TOMOU VACINA PODE DOAR 

Pessoas imunizadas contra a Covid-19 podem fazer doações de sangue normalmente, desde que aguardem o período estipulado para cada tipo de vacina.

A Coranovac/ Butantan estabelece um prazo de 48 horas após a aplicação para que o cidadão possa fazer doação de sangue, a AstraZeneca/Fiocruz e a Pfizer/Comirnaty/BioNtech pedem o intervalo de sete dias para a doação.

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Órgão do Ministério Público decide demitir procurador da Lava Jato por outdoor em Curitiba

O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) decidiu nesta segunda-feira (18) aplicar pena de demissão ao procurador Diogo Castor de Mattos, membro da antiga força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, pela contratação de um outdoor em homenagem à operação.

Por 6 votos a 5, o plenário do conselho entendeu que o procurador cometeu ato de improbidade administrativa. Segundo o entendimento, a infração impõe a pena de demissão.

O corregedor nacional Rinaldo Reis Lima e o conselheiro Sílvio Amorim Júnior propuseram a conversão da pena em suspensão –o primeiro sugeriu 90 dias e o segundo, 16. Contudo, foram vencidos na discussão sobre a possibilidade de aplicação dessa pena.

Após a decisão, o procurador-geral da República, Augusto Aras, precisa designar um procurador para ajuizar ação de perda de cargo.

A decisão do CNMP ocorre em meio ao debate sobre a PEC (proposta de emenda à Constituição) que altera a composição do órgão.

A propaganda foi colocada na saída do aeroporto de Curitiba no início de 2019.

“Bem-vindo a República de Curitiba. Terra da Operação Lava Jato, a investigação que mudou o país. Aqui a Lei se cumpre”, afirmava o outdoor por ocasião dos cinco anos da investigação.

O procurador disse que teve a iniciativa “em financiar a contratação de uma mídia para elogiar e levantar o moral do grupo, que não viu nenhum problema nessa sua conduta, que pagou com recursos próprios algo em torno de R$ 4.000”.

Embora tenha reconhecido que assumiu os custos da propaganda com recursos próprios, Castor de Mattos alegou que não participou de detalhes da contratação.

O conselheiro Amorim Júnior afirmou que considerava atenuantes o fato de o procurador sofrer, à época dos fatos, de grave quadro depressivo, além de ter confessado o pagamento pelo outdoor.

A conselheira Fernanda Santos, relatora do caso, entendeu, porém, que a norma não permitiria a conversão da pena em casos em que o cometimento de improbidade administrativa foi reconhecido.

“Entendo que o ato foi grave pelos danos ao Ministério Público como um todo”, afirmou ela.

Com chuva, rodízio de água pode ser aliviado no final de novembro em Curitiba e RMC

A sequência de dias chuvosos no mês de outubro aliviou os efeitos da estiagem ao Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba e Região Metropolitana. Em entrevista à Banda B nesta segunda-feira (18), o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky, afirmou que no final de novembro uma flexibilização do rodízio de abastecimento poderá ser novamente discutida dependendo de como se mantiver o tempo.

Segundo Gonchorosky, o volume de chuvas em outubro está na média histórica e com isso o nível dos reservatórios subiu mais de 7%. Porém, em novembro e dezembro o prognóstico meteorológico é de poucas chuvas.

“Então o que vamos fazer é esperar um pouco a chegada da previsão para o mês de novembro e tendo uma perspectiva de chuvas pelo menos próximas da média histórica a tendência é da gente discutir uma flexibilização para o final do mês. Mas claro, tudo depende das chuvas de novembro, de qualquer maneira, o cenário é mais favorável”, explicou o diretor da Sanepar à Banda B.

Economia

Gonchorosky ainda elogiou a economia de água realizada pela população paranaense e disse que um conjunto de ações será responsável pela estabilidade no nível dos reservatórios.

“Nós desejamos aliviar o modelo de rodizio o mais rápido possível, porque todo esse processo é prejudicial para a Sanepar também. Quando a tendência de chuva é de manter a média ou ficar próximo da média histórica para o mês o cenário é extremamente favorável. A economia da população tem ajudado muito. Mês passado nos aproximamos novamente dos 20% de redução no consumo. Então esse conjunto de ações vão levar a uma estabilidade nos reservatórios e com isso será possível flexibilizar o rodízio”, afirmou ele.

Até o final da noite desta segunda-feira, o nível dos reservatórios estava em 57,50% e o rodízio no esquema de 36h com abastecimento e 36h sem água segue valendo.

Informações Banda B