Havan anuncia suspensão de anúncios na Globo

Em nota divulgada hoje às 07:58, a Havan anuncia que não irá mais veicular campanhas publicitárias nos intervalos dos programas Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal Nacional, Jornal Da Globo, Malhação e Caldeirão do Huck. A empresa, liderada por Luciano Hang, seguiu o mesmo caminho dos Supermercados Condor, comandado pelo empresário Joanir Zonta.

Confira a nota na íntegra:

Aguardamos os próximos episódios deste embate entre Globo e Jair Bolsonaro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Comunicação Não-Violenta: como o diálogo pode ajudar a transformar o cenário social e promover os conflitos construtivos em ano eleitoral

Com a proximidade das eleições, as discussões motivadas por ideologias políticas cresceram muito e com elas, os desentendimentos familiares, os ataques em redes sociais, a divisão de grupos no trabalho, brigas e em casos extremos até registros de homicídios.

Um levantamento feito pela UniRio mostrou que os casos de violência política cresceram 335% no Brasil nos últimos três anos. No primeiro semestre de 2022 foram identificados 214 registros, enquanto no mesmo período de 2019, ano em que o estudo começou, foram contabilizados 47 casos.

O aumento dos registros também acontece se comparamos os números de 2022 com 2020, quando tivemos um período de eleição de prefeitos e vereadores nas cidades. De janeiro a junho daquele ano, o país teve 174 crimes cometidos contra políticos, aumento de 23%. O momento é extremamente prejudicial para a população como um todo, não só pelo lado criminal, mas, também pelo ponto de vista sociológico de desenvolvimento humano.

A violência física é o ato final de uma sequência de violências que acontecem na nossa comunicação, por isso é imprescindível aprendermos a dialogar mais

O grande desafio de buscar um cenário de paz é achar que isso significa não ter conflitos. Conflitos podem ser muito saudáveis e importantes para as relações, mas, para que um conflito seja construtivo, é preciso estar ciente, antes de começar, se há espaço para escutar, falar e ser influenciado. A maioria das conversas que não acabam bem já não começaram bem e é por isso que, como especialistas em Comunicação Não-Violenta, destacamos aqui alguns pontos importantes para considerarmos em conversas difíceis.

É uma conversa ou uma palestra?

Pergunte-se, antes de começar uma conversa: estou disposto a de fato conversar? Somente depois de um sim consciente para essa pergunta, será possível trazer a discussão para um lugar construtivo. Percebemos que as pessoas entram, na maioria das conversas, com a intenção de convencer, manipular ou estar certo. Estar ciente da sua intenção e sair desse padrão, já pode aumentar as chances de você conseguir ter, de fato, um diálogo e não dois monólogos.

Buscar a paz nos diálogos não significa ser passivo ou concordar com o que o outro está falando, mas ver a humanidade do outro e se manter aterrado na intenção do diálogo é essencial para seguir em uma conversa saudável. Por isso, reforçamos a importância da intenção de compreensão nas conversas e, sempre que possível, a busca por resultados de benefício mútuo.

Reflita antes: o que foi feito ou quais dados te levam a ter esta opinião?

O primeiro caminho, então, para aumentar a probabilidade de uma conversa de sucesso, em que conseguimos nos entender, é separar fatos de interpretações. O ideal é que possamos considerar o que de fato aconteceu e não nos limitarmos aos rótulos e julgamentos de outras pessoas. Por exemplo, corrupto é um rótulo, essa palavra conta de interpretações que são feitas a partir de fatos. O ideal é que, procuremos por esses fatos e conversemos sobre eles.

No entanto, hoje vivemos um cenário em que a população não tem acesso a esses fatos, não sabemos onde encontrá-los ou temos pouca informação sobre sua veracidade. Esse deveria ser o papel da mídia, mas ela tem sido pouquíssimo informativa e se mostrado muito mais interpretativa do que nos servido para esse propósito.

Pense que, em vez de receber a informação sobre o que aconteceu, já recebemos a interpretação sobre essa situação. Isso nos leva a conclusões enviesadas e reforça a polarização. Enxergamos que boa parte do problema está aí, para que possamos despolarizar, em primeiro lugar precisamos ter acesso aos fatos.

Quando falamos, então, em começar diálogos abertos, mas sem acesso a fatos que fundamentam esses diálogos, acabamos percebendo os eleitores, em conversas sobre política, sem lastro. A política se torna mística – acreditamos porque me disseram e porque tenho a impressão de que esse ou aquele candidato se parece mais com o que eu acredito ou preciso, e não porque analisei o que de fato aconteceu e suas propostas. 

Reivindicar por fatos, informações verídicas e abertas a consultas de fácil entendimento, se torna imprescindível para que possamos voltar a ter a visão real sobre nossos políticos e a política do Brasil. Talvez essa seja a maior busca que possamos fazer em conjunto nesse momento, com todos os eleitores. Demandar informação e não interpretação.

Discorde de estratégias, mas experimente o exercício de compreender motivações

Mas precisamos seguir as conversas com o que temos. Então, o que pode apoiar que tenhamos conversas mais proveitosas?

Somos plurais e diversos como humanos, mas também temos muito em comum. Na conversa sobre política, é importante que possamos descobrir o que queremos cuidar com as estratégias e planos que apoiamos. O que é comum entre nós? Queremos saber disso para conseguirmos nos entender e quem sabe concordar em alguma alternativa que cuide do que é importante para todos.

Se, acredito que a posse de armas é um caminho para proteger minha família e meu amigo acredita que deveriam existir mais regras e limitações para a posse de armas, isso pode me chegar como ameaça a minha segurança. Mas, esta mesma pessoa talvez queira cuidar exatamente da segurança de sua família ou comunidade, apenas por um caminho diferente.

Em um diálogo saudável eu sim quero influenciar a perspectiva do outro, mas, também estou aberto a ser influenciado por ele. E a maneira mais potente de conseguirmos chegar nesse lugar é encontramos isso que nos une – “estamos preocupados com segurança, vamos conversar sobre isso!”.  Se o diálogo não caminhar por esse lugar, dificilmente conseguiremos aprender sobre outras experiências e perspectivas e continuaremos alimentando a polarização.

Além dos rótulos temos pessoas

Muitas pessoas confundem partidarismo, política, ideologia e religião; se tenho um pensamento focado em direitos humanos, melhor distribuição de renda e justiça social, faço parte de um grupo, se minhas ideias são mais liberais, ou inclinadas ao pensamento de que cada um colhe o que planta, estou dentro de outro grupo. E essa categorização nos afasta de ver o que há de comum entre nós.

A polarização está totalmente ligada a rótulos. Temos a tendência de generalizar toda a complexidade de um pensamento ou de uma pessoa em rótulos que reduzem pessoas a uma única versão estática. Dizer que alguém é de esquerda ou direita é congelar a pessoa em um rótulo. Dificilmente conseguirei me abrir a escutar se acredito que já sei o que aquela pessoa tem a me dizer.

Se encaramos as conversas sobre política como uma guerra, um debate onde sempre há alguém que ganha e alguém que perde, vamos nos dividir cada vez mais. As certezas são resumos muito simplistas de pensamentos muito complexos e, quanto maior a certeza, menor a profundidade da conversa. Um bom exemplo disto são os debates de candidatos, as conversas têm sido mais direcionadas para rotular uns aos outros ou para se defender, do que para efetivamente falar sobre estratégias políticas.

Buscar quebrar esse ciclo nos permitirá desfazer esse cabo de guerra constante, mas essa é uma construção que exige maturidade, investimento de tempo e energia.

A sua liberdade de expressão pode impactar a segurança física/emocional de alguém

Sim, existem limites para conversas e conflitos, limites que tornam um diálogo destrutivo e não mais construtivo. Mesmo que não seja sua intenção, esteja aberto e consciente de que suas colocações podem ter impactos sobre o outro e que existem momentos em que esses impactos superam a possibilidade do outro de te escutar. Há determinadas falas e percepções que fortalecem violências e nem todos possuem consciência disso. Saiba quando se abrir para escutar os impactos do que você está falando e aprender formas de dialogar de outra maneira para que se sustente o diálogo sem reforçar padrões que machucam ou ameaçam a segurança de outras pessoas.

E, se foi você que escutou algo que toca em um limite seu, busque nomear a fala específica que causou isso, como isso te impacta e evite julgar o outro. Mostre as consequências que a fala dessa pessoa pode causar. Se isso não for possível para você no momento, pare a conversa como forma de cuidar da sua saúde emocional e da relação.

Para além das eleições

A política vai muito além das eleições, ela está no nosso cotidiano como cidadãos. As conversas não precisam ser apenas sobre o voto ou sobre um candidato ou partido, mas devem ser direcionadas aos desafios que vivemos diariamente como humanidade. Não adianta ter um argumento lacrador e perder a chance de seguir conversando, agindo e criando com as pessoas que me cercam. O espaço de conexão e compreensão mútua que tanto desejamos na política está 10 conversas à frente e não numa única discussão na mesa do jantar.

Sebrae premia jornalistas no Paraná

Na manhã desta quarta-feira (05), foram conhecidos, os vencedores do 9º Prêmio Sebrae de Jornalismo (PSJ), etapa estadual. Na categoria Jornalismo em Texto, a vencedora foi a série “O Brasil que inspira”, da Gazeta do Povo. Em Jornalismo em Vídeo, as reportagens com o tema “O que vem da feira, vende: feirantes se mantêm fortes com ideias de inovação”, produzidas pela RIC Record TV Maringá, conquistaram o primeiro lugar. E, em Jornalismo em Áudio, a vencedora foi a série “A Força do Empreender – Transformando dificuldades em oportunidades”, desenvolvida pela Rádio Educativa FM.

A celebração ocorreu no Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa (5 de outubro) e afirma os esforços do Sebrae em valorizar o papel da imprensa no fortalecimento e visibilidade do empreendedorismo e dos pequenos negócios. Nesta edição, o PSJ teve como tema “A importância dos pequenos negócios para a economia do país”.

Realizada pela primeira vez no Paraná, a etapa estadual contou com 73 trabalhos inscritos, sendo 49 classificados para a fase de avaliação do júri nas quatro categorias: Áudio, Foto, Texto e Vídeo. Desses, nove trabalhos de sete veículos de comunicação foram classificados para a final. A categoria de Fotojornalismo contou com um trabalho inscrito, que não foi classificado. Em todo o Brasil, foram 1.141 inscrições.

“Quero agradecer a todos os jornalistas que se inscreveram em nossa primeira etapa no Paraná. As informações, notícias, são os produtos do Jornalismo e é importante colocar os pequenos negócios em posição de destaque”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta.

O júri da etapa estadual contou com a participação voluntária das profissionais das áreas de Jornalismo e Comunicação: Tatiana Bilhar, professora no Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz; Gisele Rech, jornalista, docente e Ph.D. em Comunicação e doutora em Comunicação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp); e Danielle Popilnicki Tomasi, consultora do Sebrae/PR na Unidade de Comunicação e Marketing (UMC).

A cerimônia de premiação foi realizada na sede do Sebrae/PR, em Curitiba. As equipes vencedoras receberam um notebook cada, certificado e cesta com produtos típicos do Paraná, que possuem o Selo de Indicação Geográfica ou fazem parte do Fórum Origens Paraná.

Ainda estiveram presentes durante o evento, o presidente da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Conampe), Ercílio Santinoni; o diretor de Operações do Sebrae/PR, Julio Cezar Agostini; o diretor de Administração e Finanças do Sebrae/PR, José Gava Neto; a gerente da Unidade de Comunicação e Marketing, Fabiola Negrão; o presidente do Sindijor PR e vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Célio Martins; o diretor da Associação dos Jornais e Portais do Paraná (ADI PR), Ricardo Mitugi Takiguti; e Ticiana Pfeiffer, representante da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp).

Categoria Jornalismo em Texto

Diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta, ao lado da jornalista vencedora Rosana Felix. Foto: Inove.

Produzida pela Gazeta do Povo, a série de reportagens “O Brasil que inspira” foi a vencedora. Os materiais apresentam histórias de coragem, criatividade e perseverança de empreendedores que, em meio à pandemia, inovaram e encontraram novas formas de trabalhar.

“É importante ter esse apoio à nossa profissão, à sociedade. É maravilhoso poder contar boas histórias e por isso agradeço ao Sebrae. A nossa matéria relatou as dificuldades da pandemia e da busca pelo aprendizado, em diferentes segmentos da economia. É marcante como o Sebrae aparece nas entrevistas. As pessoas trazem isso, sejam cursos, aprendizados ou na busca pela ajuda”, celebra a representante do trabalho, Rosana Felix.

Em segundo lugar, ficou o trabalho “Empresários descobrem na tecnologia formas de driblar os aumentos de preços”, veiculado pelo RIC Mais e elaborado por Giselle Ulbrich. Produzido por Rafael Torquato, da Banda B, o trabalho “Superação: pequenos comércios de bairro aquecem economia de Curitiba frente à crise” completou o pódio da categoria.

Categoria Jornalismo em Vídeo

Diretor de Operações do Sebrae/PR, Julio Cezar Agostini, ao lado do jornalista representante da equipe vencedora, Bruno Gerhard. Foto: Inove.

A série “O que vem da feira, vende: feirantes se mantêm fortes com ideias de inovação” foi desenvolvida pela RIC Record TV Maringá e conquistou o primeiro lugar na categoria. As matérias trazem a história de feirantes, com foco na inovação e na expansão dos negócios. As reportagens foram produzidas por Bruno Gerhard, Diego José de Lima, Letícia Maria Ribeiro da Silva e Rosângela Cristini Gris.

“Ninguém faz nada sozinho e esse troféu é de todos nós. Quero agradecer ao Sebrae pela oportunidade, aos jurados pela escolha, ao Grupo Ric, mas principalmente a equipe que trabalhou nesse material. Os comerciantes das feiras foram nossos personagens. Hoje, eles precisaram se reinventar, colocar os produtos no meio digital e se adaptar a esse mundo novo”, afirma o repórter, Bruno Gerhard.

Também foram contemplados outros dois trabalhos. Com o tema “Curitiba: berço de startups de sucesso”, a TV Iguaçu/Rede Massa conquistou o segundo lugar. A equipe foi composta por Gabriel Machado, Luanne Camargo, Rodrigo Silva e Vinícius Rangel.

O terceiro lugar é da série “Juntos para Empreender”, exibida pela RIC TV / Record TV, com reportagens produzidas pelos integrantes Dionei Santos, Edilson Romanini, Luca Marconsoni dos Santos, Nilson Machado e Vanessa Fontanella.

Categoria Jornalismo em Áudio

Diretor de Administração e Finanças do Sebrae/PR, José Gava Neto, ao lado da equipe vencedora da Rádio Educativa FM. Foto: Inove. 

De Curitiba, a Rádio Educativa FM conquistou o primeiro lugar da categoria com a série “A Força do Empreender – Transformando dificuldades em oportunidades“. As reportagens apresentaram histórias inspiradoras de empreendedores que precisaram se reinventar por conta da pandemia de Covid-19. Além disso, as matérias também mostraram a importância das micro e pequenas empresas na geração de novos postos de trabalho.

A reportagem foi realizada por Vinicius Carrasco, com produção e edição de Janiele Delquiqui e Juliana Capobianco e trabalhos técnicos de Joaci Santos.

“A retomada da economia foi o que nos motivou na produção. A nossa intenção era de mostrar pessoas que mudaram de setores e fomos em busca de pessoas com novas ideias de negócios. É muito gratificante receber esse prêmio”, comemora a representante do trabalho, Janiele Delquiqui.

Ainda entre os finalistas da categoria, a CBN Ponta Grossa conquistou o segundo lugar. O trabalho foi desenvolvido pelo jornalista Thailan de Pauli Jaros e possui o tema “Número de startups cresce em Ponta Grossa, aponta levantamento”.

A reportagem “Empreendedorismo fortalece a retomada econômica no Paraná” ficou em terceiro lugar. Elaborado pela jornalista Lorena Pelanda, o material foi desenvolvido e veiculado pela Rádio BandNews FM Curitiba.

Demais categorias

Os trabalhos inscritos nos prêmios especiais de Jornalista Revelação, Jornalista Empreendedor e Jornalista Influenciador Digital concorrem diretamente na etapa nacional. Os finalistas serão anunciados próximo à data da cerimônia de premiação nacional.

Empresas paranaenses

Durante o evento, seis pequenas empresas paranaenses que estão o livro que conta a história dos 50 anos do Sebrae, receberam a publicação. São elas Rose Bezercry, da Cativa Natureza; Juliana e Mariza Treis, da Chá e Arte; José Luiz Fernandes, da Essência da España; Bruna Soares, Elicéia Baggio e Gislaine Queiróz, da Única Entrega; Maria Lopes Bonamigo, do Restaurante Jeito Mineiro; e Andréa Sutil, da Sutil Turismo.

Sobre o Sebrae 50+50

Em 2022, o Sebrae celebra 50 anos de existência, com atividades em torno do tema “Construir o futuro é fazer história”. Denominado Projeto Sebrae 50+50, a iniciativa enfatiza os três pilares de atuação da instituição: promover a cultura empreendedora, aprimorar a gestão empresarial e desenvolver um ambiente de negócios saudável e inovador para os pequenos negócios no Brasil. Passado, presente e futuro estão em foco, mostrando a evolução desde a fundação em 1972 até os dias de hoje, com um olhar também para os novos desafios que virão para o empreendedorismo no país.