Hamilton chega a 91 vitórias e iguala recorde de Schumacher


Lewis Hamilton alcançou neste domingo (11), o recorde de vitórias da Fórmula 1. Quis o destino que ele atingisse o feito justamente na Alemanha, casa do antes único detentor da marca: Michael Schumacher. O inglês liderou o Grande Prêmio de Eifel, no circuito de Nürburgring, praticamente do começo ao fim, para triunfar pela 91ª vez na categoria. De quebra, o piloto da Mercedes está mais perto do sétimo título mundial, o quarto consecutivo.

Lewis Hamilton comemora após vencer a corrida do Grande Prêmio de Fórmula 1 e iguala recorde de 91 vitórias de Michael Schumacher

Lewis Hamilton comemora após vencer a corrida do Grande Prêmio de Fórmula 1 e igualar recorde de 91 vitórias de Michael Schumacher – BRYN LENNON/Reuters

Hamilton largou na primeira fila, na segunda posição, atrás do companheiro de equipe Valtteri Bottas. Na 12ª volta, o inglês aproveitou erro do finlandês na curva um e assumiu a ponta, mantendo-a até o fim das 60 voltas. O holandês Max Verstappen, da Red Bull, chegou em segundo, com o australiano Daniel Ricciardo, da Renault, completando o pódio. Na premiação, o hexacampeão mundial recebeu o capacete de Schumacher das mãos de Mick, filho do alemão.

Após 11 etapas, Hamilton lidera a edição 2020 da Fórmula 1 com tranquilidade. O inglês soma 230 pontos, contra 161 de Bottas, segundo colocado, e 147 de Verstappen, que desponta em terceiro. O britânico pode igualar, ao final desta temporada, outra marca de Schumacher, que é o recorde de títulos na categoria. Com sete títulos, o alemão é o piloto com mais conquistas.

Já no campeonato de construtores, a Mercedes encabeça a tabela com 391 pontos, ante 211 da Red Bull, e caminha para o sétimo título consecutivo. Para se ter ideia do domínio da equipe alemã em 2020, Hamilton, sozinho, tem mais pontos que a dupla da escuderia austríaca (Verstappen e o tailandês Alexander Albon) junta.

A Fórmula 1 prossegue em 25 de outubro com o Grande Prêmio de Portugal, 12ª etapa da temporada. Na prova que será realizada no Autódromo Internacional do Algarve, na cidade de Portimão, Hamilton pode se isolar como maior vencedor da história da categoria.

Confira a classificação da temporada 2020 da Fórmula 1.


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Fábrica da Coronavac no Brasil só deve ficar pronta em outubro

Mesmo assim, é uma obra planejada para ser tocada em tempo recorde

O galpão que abrigará a fábrica de vacinas contra a covid-19 do Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo, ainda é uma estrutura vazia, escura por dentro, com concreto cru em pilares e paredes e cheiro de cimento fresco. Conhecer o lugar desperta para a realidade que é preciso paciência e contenção da ansiedade até que São Paulo possa produzir vacinas contra a covid-19, livrando o país da necessidade de importação de insumos, uma vez que isso só deve ocorrer no fim do ano, segundo os engenheiros encarregados do projeto.

Mesmo assim, é uma obra planejada para ser tocada em tempo recorde. Outras fábricas do Butantan ficaram prontas em um prazo mínimo de 18 meses. Para esta, o prazo é 10 meses, com obras civis já sendo executadas ao mesmo tempo em que o projeto final do empreendimento ainda está em desenvolvimento.

Ali ficarão reatores, biorreatores e centrífugas cuja missão é “fabricar” exemplares do coronavírus em escala industrial. O maquinário cria condições para que células similares às nossas, chamadas células-zero, sejam cultivadas e se reproduzam. Exemplares do coronavírus são injetados nessas células, de forma que os vírus possa também se reproduzir. Os vírus criados na fábrica são então inativados, um processo em que perdem a capacidade de continuar a reprodução. Viram antígenos virais, substâncias que, no nosso corpo, desencadeiam a produção de anticorpos. Até há possibilidade de criar os antígenos da covid em laboratório, mas não em escala industrial.

Esse é o material que, até aqui, é importado da China para a produção da vacina brasileira. O Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) chega aqui e é diluído e envasado para ser distribuído pelo País. Com a fábrica pronta, o IFA será nacional.

Projeto

“A fábrica foi originalmente projetada para fabricação de plasma” afirma o gerente de parcerias e novos negócios do Butantan, Tiago Rocca. Mas, diante da crise, foi adaptada e 0 galpão de 10 mil m³ que já existia recebeu reforma. “O que precisa é construir toda a parte de divisórias, criar um ambiente de entrada, vestiário, pisos, toda a parte de ar-condicionado e de utilidades.” A necessidade de uma fábrica específica para a covid-19 se deu por causa da forma como a vacina é produzida e dos requisitos de segurança. No caso da planta do Butantan que produz vacina da gripe, por exemplo, os vírus são cultivados em ovos, não em células. A planta foi feita de forma a ser flexível, para que no futuro possa abrigar “linhas de montagem” de outros antígenos.

Por ser uma fábrica de vírus, há todo um tratamento de isolamento de ar e solo para garantir a biossegurança. Os materiais começarão a ser instalados à medida que as obras civis terminem.

Segundo o gerente de Desenvolvimento Industrial do Butantan, Adriano Alves Ferreira, a fábrica terá três pisos. No mais alto, ficarão soluções necessárias à produção da matéria-prima, que serão tratadas e enviadas, por gravidade, ao andar térreo. É no térreo que ficará a produção. “No subsolo, temos toda a área de inativação viral, porque todo o efluente que vem dessas áreas (acima), necessita ser descontaminado antes”, afirma.

A obra está orçada em R$ 130 milhões, com financiamento da iniciativa privada. A expectativa é que, em 30 de setembro, o processo de comissionamento, para obter a autorização de funcionamento, seja solicitado junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Informações Banda B.

Consórcio de veículos de imprensa passa a divulgar número de vacinados contra a Covid-19 no Brasil

Até agora, apenas o Distrito Federal e cinco estados divulgaram seus números

A partir desta quinta-feira (21), o consórcio de imprensa formado pelos veículos Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 divulga diariamente os números de pessoas que receberam a vacina contra a Covid-19 no Brasil.

O levantamento vai trazer o número total de vacinados, a porcentagem em relação à população total, a porcentagem em relação à população com mais de 18 anos (já que as vacinas foram testadas nesse público e serão oferecidas apenas para ele neste momento), a porcentagem em relação às doses disponíveis e também a porcentagem de pessoas vacinadas em relação ao grupo prioritário da primeira fase.

Até agora, apenas o Distrito Federal e cinco estados divulgaram seus números -São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Maranhão. Neles, 109.097 pessoas foram vacinadas contra a Covid-19.

O consórcio foi formado em junho de 2020 em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19. Os veículos decidiram, então, formar uma parceria e trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

Em uma iniciativa inédita, equipes de todos os veículos dividem tarefas e compartilham as informações obtidas para que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Informações Banda B.