Possibilidade de Cessar-Fogo em Gaza: Líderes do Hamas Estudam Acordo
Em um cenário tenso, líderes do Hamas estão próximos de aceitar um acordo de cessar-fogo em Gaza. Na quinta-feira (3/7), autoridades do grupo se reuniram em Istambul para discutir a proposta, e confirmaram diálogos com outras “facções palestinas” antes de emitir uma resposta oficial.
Pressão Sobre o Hamas
Fontes próximas ao grupo indicam que o Hamas busca garantias mais robustas para assegurar que qualquer interrupção nas hostilidades resulte no fim permanente do conflito que já dura 20 meses. Nos últimos meses, o grupo enfrentou crescente pressão, com sua liderança militar enfraquecida e o exército israelense forçando combatentes a abandonar antigos redutos em Gaza.
Escalada da Violência
Recentemente, Israel intensificou sua ofensiva, desencadeando uma série de ataques aéreos que resultaram na morte de mais de 250 palestinos, incluindo muitas mulheres e crianças, conforme informações de autoridades médicas e de defesa civil. Essa escalada se dá em um contexto de crise humanitária que se agravou desde o fracasso de um cessar-fogo anterior em março, que já resultou na morte de mais de 6.000 pessoas em Gaza.
Impulso para a Trégua
Os esforços para uma nova trégua ganharam força após os Estados Unidos garantirem um cessar-fogo que pôs fim a um conflito de 12 dias entre Israel e Irã no mês passado. De acordo com uma fonte familiarizada com as discussões internas, líderes mais radicais do Hamas estão agora reconhecendo a necessidade de um cessar-fogo para permitir que a organização se reorganize e planeje uma nova estratégia.
Reunião de Netanyahu com Trump
Na terça-feira (1º/7), o ex-presidente Donald Trump anunciou que Israel havia aceitado as condições necessárias para um cessar-fogo de 60 dias, durante o qual as partes se comprometeriam a encerrar a guerra. Ao ser questionado sobre a posição do Hamas em relação ao acordo, ele declarou: “Veremos o que acontece, saberemos nas próximas 24 horas.”
Benjamin Netanyahu deverá viajar a Washington no próximo domingo (6/7) para discutir a situação em Gaza com Trump, além de abordar a recente guerra entre Israel e Irã e outras questões regionais. Com a posição política fortalecida pelos sucessos do país na guerra com o Irã, Netanyahu enfrenta uma pressão interna significativa, já que as pesquisas mostram um forte apoio popular por um acordo de paz.
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