Hábitos simples podem garantir saúde e bem-estar 

Segundo dados apresentados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a inclusão de rotinas saudáveis pode ajudar a reduzir o índice de mortalidade na população. 

Um estudo epidemiológico realizado pelo órgão nos Estados Unidos indicou haver uma redução de mortalidade – atrelada a mudanças de fatores de risco – na ordem de 44%, quando ocorre melhora no estilo de vida e no meio ambiente. O resultado é equiparado à eficácia das terapias médicas em casos semelhantes: 47%.

Muitas pessoas sabem que ter uma vida saudável pode ajudar no combate contra doenças, no alívio de estresse e a proporcionar uma melhora no bem-estar. No entanto, a correria do dia a dia acaba fazendo com que hábitos saudáveis sejam deixados em segundo plano, comprometendo diretamente o organismo.  

Embora pareça faltar tempo para incluir uma rotina alinhada à saúde, ainda há outras formas de garantir uma boa qualidade de vida. Ter uma alimentação balanceada, se exercitar regularmente e contratar um plano de saúde são algumas dicas simples capazes de assegurar o bem-estar. 

Tenha uma alimentação saudável

Ter uma alimentação saudável pode ajudar em diferentes aspectos. Segundo uma pesquisa realizada por cientistas da Noruega, criar esse hábito pode aumentar a expectativa de vida em até 13 anos. 

A prática também é defendida pela Organização Panamericana de Saúde (Opas). Segundo o órgão, uma alimentação saudável ajuda no combate à má nutrição e a doenças como câncer, AVC, diabetes e condições cardiovasculares. 

Atualmente, com a correria do dia a dia, muitos investem em fast foods e comidas multiprocessadas. Esse tipo de refeição não é a mais indicada para quem busca atividades saudáveis. Uma alimentação adequada, segundo a Opas, é composta por verduras, frutas, proteínas, vegetais, leguminosas e cereais integrais. 

Se hidrate regularmente

Assim como a alimentação, a hidratação também pode auxiliar na construção de uma vida mais sadia. De acordo com o Ministério da Saúde, a água é responsável pelo transporte de nutrientes e de oxigênio no corpo humano. 

No cotidiano, muitas pessoas esquecem de beber água, lembrando-se apenas quando os sinais de desidratação ficam evidentes, como sede e boca seca. Para mudar esse hábito, pode ser interessante manter garrafas sempre por perto para criar o costume de beber água mais vezes ao dia.

Ainda conforme o Ministério da Saúde, a quantidade ideal de água necessária para manter o organismo em perfeito funcionamento pode depender de diferentes fatores, como idade, peso, clima e atividade física realizada. Geralmente, a ingestão de dois litros de água por dia pode ser suficiente para pessoas menos ativas e quatro ou mais para esportistas. 

Faça atividades físicas 

A prática regular de atividades físicas é essencial para quem busca por um emagrecimento saudável, mas também pode ser benéfica em outros aspectos da saúde. Segundo a Opas, os exercícios físicos são essenciais para prevenir e controlar doenças cardíacas, diabetes e câncer. 

Como solução, a OMS recomenda que, para ter um estilo de vida mais sadio, os adultos devem dedicar de 150 a 300 minutos por semana para atividades aeróbicas moderadas a vigorosas. 

Cabe ressaltar que, antes de iniciar qualquer exercício, é essencial buscar orientação médica para verificar se há alguma restrição capaz de comprometer a saúde física. 

Use protetor solar 

Pequenas práticas também podem impactar diretamente no corpo. O uso do protetor solar é uma delas. Seja com sol, chuva e até mesmo dentro de casa, pode haver exposição a raios ultravioletas nocivos à pele. 

Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, essa radiação pode causar câncer de pele. Uma das medidas recomendadas é o uso prolongado de protetor solar, reaplicando-o a cada duas horas durante a exposição solar. 

Tenha boas noites de sono 

Dormir bem é outra prática capaz de garantir mais saúde e bem-estar ao organismo. Segundo a National Sleep Foundation, a qualidade do sono é tão importante quanto a boa alimentação. 

A Universidade Federal de Goiás (UFG) informa em seu portal que o sono é responsável por repor energias, otimizar o metabolismo, revigorar o corpo e a mente, reparar danos celulares e fortalecer o sistema imunológico, além de prevenir doenças crônicas. 

A orientação da Associação Brasileira do Sono é que adultos a partir dos 25 anos de idade durmam entre 6 a 10 horas do dia. Esse período é essencial para que o corpo consiga repousar.

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Novos caminhos para a saúde no Brasil serão tema de encontro no Paraná

Pesquisadores, acadêmicos, empresários, representantes da indústria, de startups e profissionais da saúde em áreas de pesquisa e desenvolvimento participam do 1º Encontro de Rotas Biotecnológicas com foco em Terapias e Diagnósticos Avançados voltados ao setor da saúde. O evento gratuito acontece no Campus da Indústria, em Curitiba, de 18 a 20 de outubro, em formato híbrido (presencial e online), numa promoção da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e do Sebrae/PR, em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe e Faculdades Pequeno Príncipe, Loccus, PUC/PR e apoio do Tecpar, Fundação Araucária e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Nos três dias de programação, participantes e entusiastas da ciência e da tecnologia poderão debater temas, conhecer estudos e pesquisas e trocar experiências com convidados de renome nacional e internacional. Dentro da temática principal de biotecnologia em saúde serão apresentadas atualizações e perspectivas sobre terapias e diagnósticos avançados, pesquisas científicas e desenvolvimento tecnológico na área, além de inovações em produtos e processos, informações sobre legislação, fomento, assuntos regulatórios e técnicas relacionadas à medicina de precisão. 

A biotecnologia é uma área transversal que impacta diversos segmentos econômicos. Desenvolve tecnologia a partir de organismos vivos, utilizando processos celulares e biomoleculares para criar ou modificar produtos e trazer soluções para melhorar a vida das pessoas. Por meio da biotecnologia é possível, por exemplo, prevenir doenças, melhorar a efetividade de tratamentos, reduzir a gravidade e a mortalidade, além de promover o diagnóstico precoce. Outra aplicação é para reduzir custos, simplificar e acelerar processos de diversos segmentos da cadeia produtiva industrial. A biotecnologia também está presente no desenvolvimento de medicamentos e vacinas, na fermentação de bebidas, destinação de resíduos sólidos e até na produção de novos combustíveis.

A biotecnologia é uma área transversal que impacta diversos segmentos econômicos. Foto: Adobestock

Segundo o Relatório de Inteligência Nacional Americano, 20% da atividade econômica mundial até 2040 estará focada em atividades ligadas à biotecnologia. “Temos ciência da relevância do tema para a sociedade nos próximos anos”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Paraná, Carlos Valter Martins Pedro. “Por esse motivo, criamos a Rota Estratégica de Biotecnologia, que se reúne regularmente com parceiros e profissionais de mercado para debater o tema. A biotecnologia industrial é um dos segmentos mais promissores e precisamos levar informação para aproximar essa inovação das indústrias paranaenses. Esse é o caminho para o futuro”, reforça.

Para a consultora do Sebrae/PR, Adriana Kalinowski, a biotecnologia atrai oportunidades para as micro e pequenas empresas, pois o Brasil tem um grande potencial de mercado neste setor. “Podemos ver que muitas startups estão percebendo a importância da biotecnologia, pois é um mercado muito ligado à área da saúde, do bem-estar, da bioenergia e também do agronegócio. Com esse encontro, o nosso objetivo é que as empresas consigam identificar essas oportunidades”, afirma.

Já para o gerente de Desenvolvimento de Negócios do IBMP, Lucas Rossetti Nascimento, a biotecnologia voltada à Saúde Paraná vem sendo destaque e consolidando-se como um ativo importante para geração e nacionalização de tecnologias para terapia e diagnósticos. “Tudo isso é devido ao seu completo ecossistema de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e produção cada vez mais em sinergia. A criação deste 1º Encontro vem para coroar toda essa evolução e conquistas, apresentando o trabalho feito por aqui, com envolvimento do IBMP”, afirma. 
 
“Esse evento é fruto de uma demanda que envolve professores universitários, pesquisadores e empresas de biotecnologia para desenvolver e aprimorar a biotecnologia na saúde no Paraná”, destaca Katherine Athayde Teixeira de Carvalho, professora doutora do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe e Faculdades Pequeno Príncipe.
 
Katherine projeta que o encontro poderá ser um divisor de águas entre as terapias e diagnósticos convencionais e a nova era de terapias biológicas baseadas em células e seus derivados, assim como para os diagnósticos incorporando nano-sensores biológicos e biomarcadores.
 
“Isso agregará ao Paraná uma chamada para revisar as políticas de incentivo na área, tanto em pesquisa quanto na implantação de startups e empresas correlatas”, acredita. 
 
Centro do debate
Entre os destaques da programação e convidados especiais, o doutor Marco Aurelio  Krieger, vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fiocruz, que abordará a experiência em insumos biológicos no Brasil, e Bruno Solano de Freitas Souza, também da Fiocruz e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, apresentará o tema Terapia Celular na Covid 19. Do Instituto Butantan, de São Paulo, o médico Lucas Eduardo Botelho de Souza traz estudos avançados para Terapia com células T geneticamente modificadas. O também doutor Augusto Claudio Cuello, da McGill University, do Canadá, falará sobre Degeneração e regeneração neuronal

A Bioengenharia de tecido ósseo utilizando células-tronco será o tema da pesquisadora Daniela Franco Bueno, do Hospital Sírio Libanês e do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, de São Paulo. Do Paraná, com foco na indústria farmacêutica, o professor da UFPR, Valderílio Feijó Azevedo, apresenta Medicamentos Biológicos e biossimilares. E, da PUC/PR, a doutora Carmem Lucia Kuniyoshi apresenta produtos de terapia celular avançada – aplicação em pesquisa clínica e uso terapêutico.

O evento é gratuito mediante a doação de um pacote de fraldas para o Hospital Pequeno Príncipe. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas aqui. A programação completa está disponível neste link.

Serviço:
Data: 18 a 20 de outubro de 2022
Local: Campus da Indústria do Sistema Fiep (Av. Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico – Curitiba – PR)
Formato: Híbrido (presencial e online) e gratuito.

Mais informações sobre o 1º Encontro de Rotas Biotecnológicas com foco em Terapias e Diagnósticos Avançados podem ser obtidas pelo: faleconoscoerbiotec@gmail.com.

Doenças raras: pacientes vivem angústia até diagnóstico e lutam para reencontrar novo olhar sobre a vida

Mais de 13 milhões de brasileiros sofrem com doenças raras. 80% delas são decorrentes de fatores genéticos e o acesso ao diagnóstico e à terapia adequada ainda são as maiores dificuldades enfrentadas pelos pacientes. 

A analista de treinamentos e logística Ana Paula Dzioba Santos, 36 anos, estava no auge profissional quando levantou para ir até o cafézinho e não conseguiu seguir em linha reta. Quem olhava de fora teve a impressão de que ela estava alcoolizada. Mas a cabeça dela já levou a medos mais sérios, de que fossem os primeiros sinais da ataxia – que são sintomas que afetam a coordenação dos movimentos – doença que o pai sofria. Alguns dias depois, acordou e quase não conseguiu andar. Pronto. Todos os alertas foram ligados e ela começou a busca por um especialista que pudesse ajudá-la. 

O neurologista do Hospital Marcelino Champagnat, Gustavo Franklin, especialista em doenças que envolvem os movimentos, assumiu o desafio de encontrar o diagnóstico. As primeiras suspeitas de que a doença pudesse ser por deficiência de alguma vitamina ou hormônio no corpo foram descartadas já nos primeiros exames. Por isso, optou-se por fazer exame de genes, para descobrir mutações que estariam resultando naqueles sintomas. Precisou de mais um para chegar ao diagnóstico, uma doença rara que atinge uma a cada cem mil pessoas e com nome complicado: Síndrome de Gerstmann-Sträussler-Scheinker, doença priônica que afeta moléculas proteicas.

“Por ser uma doença mais rara, é normal não estar entre nossas primeiras suspeitas. Mesmo com o diagnóstico, não tem uma cura. Por isso, indica-se fisioterapia, hidroterapia, terapias diferenciadas e terapia psicológica que amenizam os sintomas. Todas são importantes para que a paciente tenha melhor qualidade de vida”, ressalta o neurologista.

Qualidade de vida

Toda a descoberta da doença e diagnóstico aconteceram durante a pandemia da covid-19. Ana Paula precisou ser aposentada por invalidez e agora se dedica às terapias para ter mais qualidade de vida com a filha de nove anos e o marido. 

Com todo o tratamento, ainda não precisa usar o andador a todo momento, apenas quando sai de casa. “Como são poucas pessoas com diagnóstico como o meu, muitos se afastaram, mas ganhei outros amigos. Agora, sem dúvidas, vejo a vida com outros olhos e quero desfrutar tudo o que ela me oferece enquanto eu posso”, frisa Ana.