Greca recebe segunda dose da vacina contra Covid e homenageia enfermeiros

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, 65 anos, recebeu na manhã desta quarta-feira (12) a segunda dose da vacina contra a covid-19. A data coincidiu com o Dia Internacional da Enfermagem, uma homenagem ao nascimento da britânica Florence Nightingale, pioneira da enfermagem moderna nascida em 1820.

Acompanhado da secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, que é enfermeira, Greca recebeu o imunizante no Pavilhão da Cura do Parque Barigui e aproveitou a ocasião para agradecer aos profissionais da enfermagem.

Foto: Ricardo Marajó/SMCS

“Neste dia auspicioso da enfermagem quero cumprimentar todos os enfermeiros e enfermeiras e por extensão os demais profissionais da saúde que, neste imenso mutirão, no Pavilhão da Cura, promovem a vida em abundância. Vida que todos nós devemos de Deus merecer, a vida que nós queremos que fortaleça em nossa terra e em nossa gente”, disse Greca.

O prefeito chegou por volta das 11 horas e aguardou sua vez na fila, como todos os curitibanos, até ter o nome chamado no monitor de atendimentos. Teve a segunda dose do imunizante (CoronaVac) aplicada pela técnica em enfermagem Maria de Fátima Soares, que há 15 anos é servidora da saúde municipal.

Foto: Ricardo Marajó/SMCS

O prefeito agradeceu a profissional que, com outras colegas de profissão, registrou o momento em fotos e vídeos. O grupo se reuniu brevemente para ouvir a homenagem feita em público do prefeito.

“As enfermeiras de braços dados compõe o elo da vitória, da força, da resistência, da capacidade de sermos muito mais fortes do que qualquer dificuldade. Possa o senhor da vida fazer brilhar nesse local e na cidade inteira a força da saúde. Bendito seja Deus”, completou o prefeito.

Emoção

Emocionada, Maria de Fátima, falou sobre o sentimento do ofício praticado diariamente. Ela estima que, desde janeiro, já tenha aplicado mais de 15 mil doses da vacina na população.

“A emoção de vacinar o nosso prefeito é similar à que tive em cada uma das doses que eu apliquei, é a alegria em contribuir para proteger as vidas que por mim passaram”, disse Maria de Fátima.  

Enfermeira Maria Fátima Soares | Foto: Ricardo Marajó/SMCS

Greca havia tomado a primeira dose da vacina em 17 de abril, obedecendo naquela data ao cronograma de vacinação para o grupo das pessoas de 65 anos.

Marcia Huçulak, que é enfermeira e especialista em saúde pública, também aproveitou a oportunidade do encontro com as equipes de enfermagem para parabenizar os profissionais da área.

“O enfermeiro é o profissional do cuidado, atua desde o nascer ao morrer. Para nós, esse momento da vacinação tem um significado muito grande, da esperança e da vida. Parabéns a todos os profissionais da equipe de enfermagem da cidade de Curitiba pela dedicação neste ano pandêmico, pelo esforço e por todo o trabalho em prol da vida”, disse a secretária.   

Cronograma de vacinação

De acordo com o cronograma de vacinação, nesta quarta-feira estão sendo vacinadas com primeira dose as pessoas com comorbidades com 57 anos ou mais que comprovadamente tenham alguma das 22 doenças preexistentes listada pelo Plano Nacional de Imunização Contra a Covid-19, do Ministério da Saúde.

O empresário João Ricardo Vieira, 58 anos, hipertenso, foi um dos vacinados nesta manhã. Em agosto do ano passado teve covid-19 e precisou de sete dias de internamento hospitalar para se recuperar.

“Agora, com vacina, a vida ganha outra perspectiva. É um recomeçar com mais esperança”, disse Vieira.

A vacinação também continua para a imunização de gestantes, puérperas e pessoas com Síndrome de Down acima de 18 anos.

Paralelamente seguem as vacinas para profissionais da saúde e a aplicação das segundas doses para idosos e profissionais das forças armadas.

cronograma para o grupo das pessoas com comorbidades foi aberto na terça-feira (11), com as pessoas de 59 anos, e seguirá por critério de idade, do mais velho para o mais novo (até 18 anos completos). 

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Fiocruz: cai média de idade de mortes e de casos de covid-19

A idade média dos casos e das mortes de covid-19 apresentou uma queda quando se compara a semana epidemiológica (SE) 1 (3 a 9 de janeiro) e a 27 (3 a 10 de julho) de 2021, segundo o Boletim Observatório Covid-19, publicado hoje (22) pela  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nos dados mais recentes, a média de idade das internações está em 53 anos, contra 62,5 na SE 1; as médias de óbitos foram 73 e 65 nas semanas epidemiológicas 1 e 27, respectivamente.

Os dados foram obtidos a partir do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SivepGripe)  e, segundo os especialistas, apontam para uma nova fase da epidemia no país. “Convém ressaltar que houve uma inflexão na tendência de declínio. Para os casos, a média de idade das internações já chegou a 52,1 anos. Para os óbitos, a inflexão é mais evidente: a média da idade atingiu 59,4 anos”, disseram os especialistas.

Em comparação com a semana epidemiológica 23 (6 a 12 de junho), houve um aumento de internações entre idosos, que esteve em 27,2% na semana epidemiológica  23 e na 27 subiu para 31,8%. Os dados indicam que na semana epidemiológica 23 foi registrada a menor porcentagem de idosos no número de óbitos (44,8%). Na SE 27, esse percentual subiu para 58,2%. Os dados mostram também redução de internações em leitos de terapia intensiva na faixa etária de 50 a 59 anos e uma interrupção no aumento na faixa de 40 a 49 anos na comparação entre as duas semanas epidemiológicas.

Duas últimas SE

Nas últimas duas semanas epidemiológicas, a trajetória descendente no número de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) desacelerou. Segundo os cientistas do Observatório Covid 19, nas últimas duas semanas epidemiológicas, o aumento recente ou o registro de estabilidade em alguns estados sugere um quadro a ser monitorado. Nesse período foi registrada uma queda tanto no número de casos novos (-2,1%), quanto no de óbitos (-2,6%), tendência sustentada desde a análise das semanas anteriores. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%.

Os pesquisadores destacaram a importância do avanço da campanha de imunização para a  melhora nos números da pandemia. “O avanço da vacinação no Brasil tem ocorrido de forma mais lenta do que a desejável. Ainda assim, a melhoria do quadro pandêmico no país é uma consequência direta do aumento no número de imunizados”, disseram os especialistas.

Estados

Não houve aumento das taxas de incidência ou mortalidade em nenhum estado. Houve uma redução expressiva no número de casos de covid-19 no Rio Grande do Norte, em Rondônia e em Alagoas e uma redução no número de óbitos expressiva no Piauí, no Acre, no Pará e em Sergipe. 

As maiores taxas de incidência de covid-19 no período das últimas duas semanas foram observadas nos estados de Roraima, de Mato Grosso e de Santa Catarina. Paraná, Mato Grosso e São Paulo apresentam as maiores taxas de mortalidade. As maiores taxas de letalidade foram registradas no Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (3,4%), Amazonas (3,4%) e Pernambuco (3,1%).

Para os especialistas, as altas taxas de letalidade “revelam falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde nesses estados, como a insuficiência de testes diagnósticos, da triagem de infectados e seus contatos, identificação de grupos vulneráveis, bem como a incapacidade de se identificar e tratar adequadamente os casos graves de covid-19”.

Campanha “Vacina UFPR” chega a mais de mil doações individuais; saiba como contribuir

A campanha “Vacina UFPR” mobiliza a sociedade para a captação de recursos e o financiamento de uma vacina 100% nacional e de baixo custo contra a Covid-19 e outras doenças. 

Em 20 dias, já foram arrecadados R$ 83.323,48 em 1005 doações individuais. No mesmo período, o site vacina.ufpr.br já teve mais de 8 mil acessos e os posts nas redes sociais da UFPR já alcançaram quase 400 mil pessoas, com 3600 compartilhamentos. 

A divulgação da campanha estimulou outros tipos de engajamento. Por sugestão de uma amiga, a fotógrafa e influenciadora digital Patrícia Miguez compartilhou um vídeo para incentivar as doações. Apenas nas redes da UFPR, o material já foi visto por mais de 132 mil pessoas.

Ela aceitou o desafio por entender que a vacina pode servir para outras doenças e ajudar pessoas no Brasil e em outras partes do mundo, no futuro.  “É uma questão de ajudar a comunidade científica e o nosso país como um todo. A vacina é uma arma muito importante. Caso você não possa ajudar, marque as pessoas nas suas redes e espalhe. Quanto mais gente tiver essa informação, mais gente pode doar e ajudar a UFPR a desenvolver a vacina. Vai ser uma bênção ter uma opção barata, nacional e com multipropósito”, relata Patrícia.  

As contribuições para a campanha “Vacina UFPR” permitirão aos pesquisadores avançar com as fases de testes em animais até o final do ano, o que credenciará o pedido à Anvisa para os testes em humanos. 

Com as doações, será possível também aprimorar a infraestrutura física e laboratorial, buscar a transferência de tecnologia para produção em escala industrial e o desenvolvimento de imunizantes.

Sobre a capacidade de produção 100% nacional, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, destaca: “É muito importante para a soberania do país que tenhamos uma vacina sem a dependência de importação de insumos. Esta luta por uma vacina nacional reforça a importância da ciência e da universidade pública, que se mostraram imprescindíveis durante essa pandemia”. 

O superintendente de parcerias e inovação da UFPR, Helton José Alves, ressalta a economia para os cofres públicos que o imunizante da UFPR poderá trazer. “Para cada real economizado por dose da vacina, estamos falando de milhões de reais, o que torna mais interessante essa plataforma, para a Covid-19 e outras patologias”, revelou Alves em entrevista ao programa “Volume UFPR”, da Rádio UniFM. 

O professor Emanuel Maltempi de Souza, um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da Vacina UFPR, em reportagem da Agência Escola de Comunicação Pública da UFPR, explica que o projeto foi concebido pensando no retorno à sociedade dos conhecimentos produzidos na universidade. “Se continuarmos tendo sucesso no desenvolvimento e testagem da Vacina UFPR, estou convencido que o país terá condições de produzir as doses necessárias para todos os brasileiros”. 

Para alcançar esses objetivos, os custos estão estimados em R$ 76 milhões de reais. Por isso, a campanha aceita doações de qualquer valor, por depósito, transferência bancária para a conta da campanha ou usando chave Pix. 

No site vacina.ufpr.brestão disponíveis os relatórios de acompanhamento dos recursos captados para o desenvolvimento da vacina e notícias sobre o avanço das pesquisas. 

A conta bancária para as doações é exclusiva do Programa de Imunizantes da UFPR, gerida pela Fundação da Universidade Federal do Paraná – FUNPAR. Todas as doações de pessoas físicas e/ou jurídicas são destinadas exclusivamente à continuidade da pesquisa e desenvolvimento da vacina  e não são dedutíveis do Imposto de Renda. 

Os valores captados pela campanha se somam aos financiamentos já obtidos via Rede Vírus, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a recursos próprios da UFPR e aos do Governo do Estado do Paraná, que chegam a R$ 1,3 milhão.  

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado transferiu R$ 18 milhões ao Governo do Estado, que serão destinados à estrutura de laboratórios para a Vacina UFPR. O poder executivo deve repassar esse valor à universidade por meio de um acordo que será celebrado em breve.