Governo do Paraná revoga toque de recolher e libera eventos com até 1 mil pessoas

A diminuição do número de casos confirmados de Covid-19 e da ocupação de leitos hospitalares permitiu ao Governo do Estado alterar as medidas restritivas de combate ao vírus. Entre outras ações, o decreto nº 8.705/2021, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (14), permite a livre circulação no período da madrugada e também revoga a proibição de venda de bebida alcoólica no mesmo período.

O documento é válido até 1º de outubro e, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), pode ser alterado em razão do cenário epidemiológico ou da situação vacinal.

Ainda segundo com a normativa, eventos poderão receber até mil pessoas (hoje o limite é de 400), desde que respeitem o limite de capacidade de 50% para locais fechados e 60% para locais abertos. Contudo, os participantes precisam estar com o esquema vacinal completo contra a doença ou apresentar exame RT-PCR negativo, com no máximo 48 horas de antecedência.

Também fica permitida o consumo de bebidas e comidas em eventos. Para tanto, é necessário usar máscara cobrindo o nariz e a boca durante todo o momento, exceto para ingestão momentânea de comida ou bebida.

Permanece proibida a realização presencial dos eventos, de qualquer tipo, que possuam uma ou mais das seguintes características: em local fechado que não tenha sistema de climatização com renovação do ar e Plano de Manutenção, Operação e Controle atualizados; que demandem a permanência do público em pé durante sua realização; com duração superior a 6 horas; que não consigam garantir o controle de público no local ou que possam atrair presença de público superior àquele determinado nesta norma, como exposições e festivais; de caráter internacional; realizados em locais não autorizados para esse fim; e que não atendam os critérios previstos nesta legislação e demais normativas vigentes.

Caberá à Sesa editar, por meio de ato normativo próprio, um cronograma de flexibilização das normas restritivas empregadas no controle da pandemia, de acordo com o avanço da vacinação, de forma gradativa e escalonada, condicionado à avaliação dos indicadores de monitoramento dos casos de Covid-19 no Paraná.

NÚMEROS – De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Sesa nesta terça-feira (14), o Paraná soma 1.474.961 casos e 37.944 óbitos pela Covid-19. A média móvel de casos, porém, é 56,6% menos do que há 14 dias. A redução de mortes no mesmo período ficou em 50%.

Já a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da doença está em 55%, enquanto taxa de ocupação dos leitos de enfermaria é de 39%.

Também nesta terça-feira, o Estado ultrapassou a marca de 8 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose (D1) ou dose única (DU) do imunizante contra a Covid-19. Em números absolutos, 8.011.769 doses foram aplicadas na população adulta, entre D1 e DU.

A estimativa do Ministério da Saúde é que o Paraná tenha 8.720.953 pessoas elencadas como população vacinável – acima de 18 anos. Sendo assim, o Estado atingiu agora 91,8% deste grupo com ao menos uma dose. Os dados são do Vacinômetro nacional, com informações da base do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Desde o início da campanha no Estado, 11.785.711 doses foram aplicadas, sendo 7.689.951 D1, 321.818 DU e 3.773.942 segundas doses (D2), dos quatro imunizantes disponíveis: AstraZeneca, CoronaVac, Janssen e Pfizer.

A estimativa da Sesa é fechar setembro com 100% da população adulta vacinada com a primeira dose ou dose única.

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Paraná anuncia início da vacinação de adolescentes contra a Covid-19

O Paraná vai começar a vacinar adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades e jovens de 17 anos sem comorbidades. A definição aconteceu nesta terça-feira (21) em reunião da Secretaria de Estado da Saúde com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR) e a Associação dos Municípios do Paraná (AMP).

Segundo a normativa, a campanha para aqueles com alguma comorbidade acontecerá em ordem decrescente, e levando em consideração deficiências permanentes, gestantes e puérperas, indígenas e privados de liberdade.

Os municípios devem utilizar doses remanescentes da reserva técnica, exclusivamente do imunizante Pfizer/BioNTech, considerando que não houve, ainda, repasse de doses destinadas para este público por parte do Ministério da Saúde. É a única vacina autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A orientação ainda será deliberada na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nesta quarta-feira (22), com previsão de início efetivo na quinta (23).

O anúncio formal foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Toda a campanha de vacinação está sendo construída com base no diálogo no Paraná. Agora, vamos começar a vacinação nos adolescentes com comorbidades e a partir da semana que vem naqueles sem comorbidades de 17 anos”, disse. “A vacinação tem demonstrado que é a grande arma contra a pandemia. E a adesão tem sido muito alta no Paraná. Com os adultos vacinados, estamos partindo para os adolescentes”.

“Este é o primeiro passo que estamos dando para iniciar a imunização deste público que já está amparado pelo Plano Nacional de Imunizações – PNI. Os municípios sinalizaram que existe a possibilidade deste avanço e agora esperamos em conjunto, que o Ministério da Saúde reveja essa posição e que todos possamos avançar na vacinação também, dos adolescentes em geral”, acrescentou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

17 ANOS – Na reunião, as entidades também acordaram a próxima terça-feira (28) marcará o início da vacinação de adolescentes, exclusivamente de 17 anos, sem comorbidades. O andamento para as demais faixas etárias será viabilizado desde que o Ministério da Saúde reavalie o posicionamento e inclua a imunização deste público sem condições pré-existentes no PNI. 

“Vamos oficiar o Ministério da Saúde para que envie vacinas para este público. É importante reiterarmos que o Paraná quer vacinar toda a população de forma indistinta e apoia, baseado nos mais diversos estudos e conhecimentos científicos, a imunização de todos os adolescentes”, reforçou o secretário. 

O presidente do Cosems/PR e secretário municipal de Mangueirinha, Ivoliciano Leonarchik, disse há um pedido para que os 399 municípios cumpram a recomendação estadual. “Pedimos que os gestores sigam essa orientação e não tomem decisões isoladas, visto que fizemos uma ampla discussão e oportunizamos essa pactuação também com os pequenos municípios. Desde o início da pandemia temos trabalhado desta forma e devemos continuar caminhar juntos”, afirmou.

A secretária Municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, também esteve presente na reunião. “Os municípios fizeram um bom trabalho durante a campanha, não perdendo doses e sempre mantendo a primeira e segunda dose dentro do cronograma. Agora discutimos que poderíamos dispor dessas doses remanescentes da reserva técnica e iniciar a imunização deste grupo”, afirmou.

REPESCAGEM – Também foi definido que os municípios que ainda não terminaram a vacinação da população adulta (acima de 18 anos) devem aplicar preferencialmente o imunizante da CoronaVac como primeira e segunda dose, uma vez que o Estado recebeu os imunizantes e tem a garantia do fechamento do esquema vacinal.

Confira a NOTA PÚBLICA da pactuação sobre vacinação em adolescentes.

Primavera deve ter variações bruscas de temperatura e chuvas abaixo da média

A primavera começa às 16h21 desta quarta-feira (22). Segundo a previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o primeiro dia será parcialmente nublado nas regiões Oeste, Noroeste, Norte e Norte Pioneiro. O tempo fica ensolarado nas regiões Metropolitana de Curitiba, Sul, Sudoeste, Central e Litorânea. As temperaturas devem variar entre 8ºC em Curitiba e Rio Negro e 33ºC em Umuarama. A nova estação encerra em 21 de dezembro às 12h59.

“Para os próximos meses estão previstas variações bruscas da temperatura do ar em curtos períodos devido à passagem de frentes frias sobre o Paraná”, afirma o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.

De modo geral, nos períodos secos, o rápido aquecimento diurno formará ondas de calor, sobretudo nas faixas Norte e Oeste. Além disso, massas de ar frio e sistemas de precipitação deslocando-se lentamente nas proximidades da Costa Sul do Brasil manterão as temperaturas amenas na Região Leste, entre Curitiba e as praias. No Litoral, a temperatura média do ar e o regime de chuvas seguirão os padrões climatológicos da estação. Nas demais regiões, a temperatura média do ar tende a ficar entre próxima e acima da média. Já as chuvas devem manter-se abaixo da normal climatológica.

LA NIÑA – O conjunto dos modelos climáticos indica a probabilidade elevada de ocorrência do fenômeno La Niña nas águas do Oceano Pacífico Equatorial ao longo da primavera. O resfriamento da temperatura da superfície das águas altera os padrões globais de chuvas e temperaturas.

O meteorologista observa que o aumento gradual do volume de chuvas e das temperaturas médias são próprios da estação: “Aglomerados de nuvens de tempestade denominados Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM) costumam formar-se na região do Paraguai ou no próprio território paranaense”, explica.

Os maiores valores de temperaturas mínimas e máximas ocorrem habitualmente nas regiões Oeste, Sudoeste, Norte e no Litoral. Já as chuvas são causadas pelas frentes frias e/ou quentes e outros sistemas de curta duração que se desenvolvem em função das altas temperaturas e da maior quantidade de umidade no ar no Estado e em áreas próximas, como Paraguai, norte da Argentina e estados vizinhos.

Por ser uma estação de transição entre os regimes climáticos do inverno e do verão, a primavera favorece eventos meteorológicos severos como fortes rajadas de ventos, granizo, chuvas volumosas e grande quantidade de raios, que só podem ser detectados em curto prazo.

O Simepar faz o monitoramento sistemático das condições do tempo e emite alertas com antecedência de poucas horas, possibilitando a adoção de medidas de prevenção e mitigação dos efeitos na sociedade. Para receber esses alertas no celular, os interessados podem cadastrar-se na Defesa Civil Estadual enviando uma mensagem para o telefone 40199 com o número do seu CEP (Código de Endereçamento Postal).

Primavera começa nesta quarta-feira sem chuvas e com grande amplitude térmica. Foto: Gilson Abreu/AEN

AGROMETEOROLOGIA – A agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-PR), Heverly Morais, alerta para os impactos da crise hídrica e dos eventos meteorológicos extremos sobre a agricultura e a pecuária no contexto das altas temperaturas previstas para a primavera.

“As grandes culturas como soja, milho e feijão podem sofrer atraso na semeadura, germinação desuniforme da lavoura, crescimento inadequado das plantas e mau desenvolvimento dos grãos”, afirma. Ela recomenda ao produtor escalonar a semeadura em talhões com cultivares de ciclos diferentes, manter o equilíbrio nutricional das plantas, utilizar sementes de boa qualidade, bem como não empregar população de organismos superior à indicada.

Para melhorar a estrutura do solo e o armazenamento da água no sistema, Heverly sugere o cultivo e a incorporação de plantas de cobertura em sistema de plantio direto. “Essa técnica melhora os atributos físicos e químicos do solo, favorece o aumento de infiltração da água, aprofunda as raízes da cultura, reduz a temperatura e a evaporação do solo e mantém a água disponível para as plantas em períodos de estiagem fraca e moderada”, explica a pesquisadora.

Culturas como café, cana-de-açúcar, mandioca e frutíferas correm alto risco de serem prejudicadas pela má distribuição das chuvas ao longo da estação. Além disso, as altas temperaturas podem afetar as hortaliças, sobretudo as folhosas. As olerícolas precisarão de muita água de irrigação – um desafio diante dos baixos níveis dos mananciais como rios, riachos, lagos e nascentes.

Veja a tabela dos valores das médias mensais históricas da faixa de variação da chuva, temperaturas mínimas e máximas por região do Paraná, nos meses de outubro, novembro e dezembro: