Governo divulga calendário de vacinação contra a Covid-19 para população em geral

O Governo do Estado divulgou nesta quarta-feira (16) o calendário de vacinação contra a Covid-19 para população geral acima de 18 anos. Segundo o levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, 3.804.025 paranaenses deste grupo devem tomar pelo menos a primeira dose do imunizante até 30 de setembro.

“Vamos vacinar toda a população do Paraná com pelo menos uma dose até o final de setembro, criando uma imunização importante para proteger as famílias paranaenses. O compromisso do Estado com o apoio dos municípios é acelerar a vacinação e fazer com que a vacina chegue até o maior número de pessoas, no menor tempo possível”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. 

anúncio formal foi feito pelo governador na segunda-feira (14). A expectativa leva em consideração a manutenção do cronograma do governo federal. Ao todo, 8.736.014 paranaenses devem ser imunizados.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o calendário foi definido a partir da média de envio de ao menos um lote de vacinas por semana ao Estado, por parte do Ministério da Saúde, além da oferta de mais um imunizante, com o envio da vacina da Janssen ao Paraná. A programação do governo federal foi publicada na semana passada.

DATAS – Segundo o calendário do Paraná, a vacinação deve acontecer em ordem decrescente, sucessiva e concomitante com a imunização dos grupos prioritários (conjunto estimado em 4.931.989 pessoas). O Paraná iniciou a imunização da população geral no dia 4 de junho, começando com as idades de 58 a 59 anos.

Na última segunda-feira o Estado abriu a imunização para pessoas acima de 40 anos, visto que alguns municípios já registram aplicações de doses em faixas etárias menores, devido ao número de doses disponíveis em cada cidade e a procura pelo imunizante.

As datas serão as seguintes:

4 de junho a 18 de julho – 59 a 40 anos (fase já iniciada);

19 de julho a 22 de agosto – 39 a 30 anos;

23 de agosto a 19 de setembro – 29 a 20 anos;

20 a 30 de setembro – 19 e 18 anos.

ORIENTAÇÃO – A Secretaria orienta que os municípios devem definir estratégias próprias para cobertura vacinal, podendo expandir a imunização para outras idades, de acordo com a disponibilidade de doses. “Cada cidade deve atuar de acordo com a sua realidade. Se o município tem dose disponível e já finalizou os grupos prioritários em andamento, ele pode pactuar essa diminuição de faixa etária e expandir a imunização para mais pessoas. O pedido do governador Ratinho Junior é acelerar a vacinação”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

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Média móvel de mortes pela Covid no Brasil é a menor desde abril do ano passado

O Brasil registrou 201 novas mortes pela covid-19 nesta quarta-feira, 13. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 318, o menor patamar desde 27 de abril do ano passado, quando o País tinha apenas um mês de pandemia declara e o indicador estava em 281.

Nesta quarta-feira, o número de novas infecções notificadas foi de 1.588, enquanto a média móvel de testes positivos na última semana foi de 11.318 por dia. No total, o Brasil tem 601.643 mortos e 21.596.739 casos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por EstadãoG1O GloboExtraFolha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 20,74 milhões de pessoas se recuperaram da covid desde o início da pandemia no País.

São Paulo registrou nove óbitos pela covid nas últimas 24 horas, enquanto o maior total veio de Goiás, com 33. Acre, Amapá, Ceará, Rondônia e Roraima não notificaram mortes pela pandemia no período.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho do ano passado, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

O Ministério da Saúde informou que foram registrados 7.852 novos casos e mais 176 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 21.597.949 pessoas infectadas e 601 574 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

Brasil ajudará países vizinhos após concluir vacinação, diz Guedes

Dentro de dois meses, o Brasil começará a ajudar países vizinhos a reforçar a imunização após concluir a vacinação da população adulta contra a covid-19, disse hoje (13) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo Guedes, a medida é necessária para reduzir a desigualdade na recuperação econômica no pós-pandemia.

“Temos preocupação com a recuperação desigual entre os países. Em dois meses, teremos nossa população toda vacinada e vamos começar a vacinar nossos vizinhos”, afirmou o ministro em evento da organização Atlantic Council, em Washington.

O ministro destacou que o Brasil já vacinou 93% da população adulta com a primeira dose e 60% com as duas doses ou dose única. De acordo com o ministro, o ritmo da imunização está garantindo “uma volta segura ao trabalho” no país.

Guedes disse que a importância da vacinação em massa foi um dos principais temas discutidos nas reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Os encontros ocorrem nesta semana na capital norte-americana, com a presença de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais de diversos países.

Recuperação

O ministro disse que o desempenho da economia brasileira está surpreendendo, com o país recuperando-se em ritmo melhor que as economias avançadas em 2021. “Caímos menos e estamos crescendo mais rápido do que as economias avançadas. Vamos crescer 5,3% neste ano”, declarou.

Para Guedes, a ação do governo contribuiu para reduzir a queda da economia em 2020, com a criação do auxílio emergencial e do programa que preservou empregos em troca da redução de jornada ou da suspensão de contratos. “O programa de manutenção de empregos preservou 11 milhões de empregos. Além disso, 3 milhões de postos formais de trabalho foram criados desde a metade do ano passado.”

O ministro destacou que as mudanças climáticas estavam entre os principais tópicos das reuniões do FMI e do Banco Mundial. Segundo ele, todo o planeta está preocupado com a questão, que provoca catástrofes em alguns países e tem impacto sobre o preço da energia em outros lugares.

“Está chovendo muito pouco no Brasil, e preços da energia estão aumentando. Já na China, chove demais e o preço do carvão sobe”, concluiu o ministro.