Governo anuncia R$ 50 milhões para retomada das cirurgias eletivas no Paraná

O Governo do Estado vai aportar R$ 50 milhões em 2022 para os procedimentos cirúrgicos eletivos. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30) pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, em reunião com a participação do vice-governador Darci Piana, diretores das 22 Regionais de Saúde e equipes técnicas, além de gestores e representantes municipais no evento “Saúde em frente”.

“Queremos dar visibilidade para aquilo que inevitavelmente precisou ficar em segundo plano neste um ano e meio de pandemia”, disse o secretário. “Estamos pensando no futuro, nesta retomada de ações direcionadas no âmbito da Saúde, para que todos os paranaenses possam ser atendidos da melhor maneira possível”.

O evento promovido pela Secretaria serviu para alinhar as expectativas em todas as áreas da pasta, além de traçar os novos desafios da saúde pública no Paraná, que incluem a retomada de procedimentos cirúrgicos eletivos, que por diversas vezes precisaram ser suspensos para utilização de leitos e contenção de medicamentos do kit de intubação para casos confirmados da Covid-19.

O montante que será direcionado pelo Estado a esses serviços é quatro vezes maior do que o repasse do Ministério da Saúde em 2019, no valor de R$ 12 milhões. A Sesa aguarda ainda a confirmação do valor que será enviado pelo governo federal para o próximo ano.

O vice-governador Darci Piana destacou as importantes ações desencadeadas pela secretaria para o enfrentamento da pandemia e a projeção para o futuro da saúde dos paranaenses.

“A Secretaria tem desenvolvido um trabalho sério e responsável, e graças a isso conseguimos superar os desafios causados pela pandemia”, afirmou. “Neste momento é de extrema importância que se pense na retomada para conseguirmos manter essa estrutura que foi organizada dentro da Sesa e do Governo do Estado, superando as dificuldades e fazendo com que a saúde continue crescendo e evoluindo”.

AÇÕES – Durante o evento, as principais áreas da Sesa apresentaram as propostas de ações voltadas para o pós-pandemia, dentre elas no setor de obras, com um total de 645 projetos, sendo 495 obras em execução e 150 concluídas. O valor do investimento chega a R$ 434.973.486,76 para obras de construção, reforma, ampliação em unidades básicas de saúde, hospitais filantrópicos, hospitais próprios do Estado, além da parceria com os consórcios.

Também foram abordadas as ações voltadas para a saúde mental, o olhar assistencial para a saúde do idoso e a expansão do Projeto PlanificaSUS para as 22 Regionais de Saúde, além do fortalecimento da Atenção Primária e da retomada do Planejamento Regional Integrado (PRI), com a política de descentralização de serviços de saúde.

Somente para atendimento à saúde mental, a Secretaria de Estado da Saúde prepara a construção de mais um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), duas habilitações de Caps, 60 equipes multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental e 50 leitos para atendimento em hospitais gerais.

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Ministério da Saúde aponta causa da morte de adolescente e não relaciona à vacina

O Ministério da Saúde concluiu a investigação sobre o caso de uma adolescente de 16 anos que morreu sete dias depois de receber a vacina da Pfizer contra a Covid-19.

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o relatório afirma que a jovem, que morava em São Bernardo do Campo (SP), teve púrpura trombocitopênica trombótica, um distúrbio autoimune de consequências graves, que leva à formação de coágulos pelo corpo. Eles bloqueiam o fluxo de sangue para órgãos vitais. Ela morreu no dia 2 deste mês.

Queiroga afirmou à coluna que o relatório, que ainda será divulgado, não diz que a morte tem relação com a vacina. “Não dá para estabelecer uma vinculação”, afirma ele. “Mas também não dá para descartar”, segue o ministro.

“Apenas não temos hoje casos como este descritos na literatura médica. Não sabemos se será um caso único ou se outros podem aparecer”, afirma.

O ministro afirma que “mesmo que o caso estivesse vinculado ao imunizante, isso não invalidaria a vacinação [desta faixa etária]. Os benefícios dela são infinitamente maiores do que os riscos”.

O Brasil já vacinou 3,5 milhões de adolescentes entre 12 e 17 anos. Este e o único evento adverso grave conhecido.

A conclusão do caso, no entanto, não deve fazer o ministério voltar a indicar a vacinação de adolescentes de forma imediata.

O ministro afirma que talvez seja necessário segurar o freio por uma questão de “priorização e logística”

Ele afirma que jamais os adolescentes sem comorbidades poderiam ser vacinados antes de se completar a segunda dose na população adulta e a terceira dose em idosos e vulneráveis.

“Esse grupo deveria ser vacinado lá para a frente. Os gestores não podem desobedecer o planejamento do Plano Nacional de Imunização (PNI), pois com isso estão retirando o direito dos que vêm antes deles”,

diz Queiroga.

Na semana passada, a pasta suspendeu a orientação de imunização de adolescentes, o que gerou questionamentos de profissionais e gestores de saúde. Governos estaduais, como o de São Paulo, seguiram aplicando a vacina neste grupo populacional.

A Secretaria da Saúde de São Paulo também concluiu, na sexta (17), que a vacina da Pfizer não foi a causa provável do óbito da adolescente de 16 anos em São Bernardo do Campo (SP), mas a doença autoimune.

“As análises técnicas indicam que não é a vacina a causa provável do óbito e sim a doença identificada com base no quadro clínico e em exames complementares, denominada púrpura trombótica trombocitopênica (PPT)”, diz o governo paulista, que irá submeter os resultados à Anvisa.

De acordo com a secretaria, a doença autoimune é rara e grave, e não há nenhum relato até o momento que aponte o quadro como evento adverso ligado ao imunizante da Pfizer.

A análise foi feita por 70 profissionais e reuniu especialistas em hematologia, cardiologia e infectologia, além de atuantes em centros de referência para imunobiológicos especiais do estado. Também colaboraram especialistas dos municípios de São Bernardo do Campo, Santo André e São Paulo.

“As vacinas em uso no país são seguras, mas eventos adversos pós-vacinação podem acontecer. Na maioria das vezes, são coincidentes, sem relação causal com a vacinação. Quando acontecem, precisam ser cuidadosamente avaliados”, afirmou o infectologista Eder Gatti, que coordenou a investigação.

“Os eventos adversos graves, principalmente aqueles que evoluem ao óbito, são discutidos com uma comissão de especialistas para se ter uma decisão mais precisa sobre a relação coma a vacina. Quando um caso vem à tona sem que este trabalho esteja finalizado, cresce o risco de desorientação, temor, de rejeição a uma vacina sem qualquer fundamento, prejudicando esta importante estratégia de saúde pública que é a campanha de vacinação”, seguiu Gatti.​

A Secretaria da Saúde de São Paulo afirma que pessoas com histórico de doenças autoimunes (causadas por autoanticorpos) podem receber as vacinas contra Covid-19 disponíveis no país -e devem consultar um médico em caso de dúvida.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores pressionaram o ministro da Saúde a rever regras para vacinação contra a Covid-19 de adolescentes.

Feita às pressas e sem conhecimento dos técnicos do PNI (Programa Nacional de Imunizações), a decisão de orientar que jovens menores de 18 anos não sejam imunizados pegou de surpresa gestores do SUS, diretores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e até secretários de Queiroga.

O ministro atribuiu o recuo a dúvidas sobre a segurança e eficácia dos imunizantes em adolescentes. À coluna, ele negou que tenha seguido ordem do presidente. “Bolsonaro não mandou nada. O presidente não interfere nisso daí”, disse.

Segundo o ministro, o presidente apenas recebe informações que repassa a ele. “Bolsonaro é o presidente da República. Conversamos várias vezes por dia. E ele sabe de alguma coisa e me diz ‘Queiroga, veja isso aí”, diz o ministro.

Um dos motores da campanha de contestação à vacinação de adolescentes foi a ex-atleta de vôlei e comentarista de Os Pingos nos Is, Ana Paula Henkel.

Em 13 de setembro ela publicou no Twitter que a Saúde não recomendava a aplicação das doses em menores de 18 anos, quando a pasta, na verdade, já orientava a imunização destes grupos a partir de 15 de setembro. A publicação foi compartilhada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Na quinta-feira, Henkel celebrou o recuo do Ministério da Saúde e disse, no Twitter, que Queiroga “mostra liderança na proteção de nossas crianças e adolescentes”.

A vice-presidente da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), Isabella Ballalai, classificou como aterrorizante a decisão de Queiroga. A entidade soltou uma nota nesta sexta (17) com críticas à decisão do governo de mudar as regras da campanha de imunização.

Segundo Ballalai, a medida representa a criação de uma nova crise no meio de uma pandemia, quando os governantes deveriam estar trabalhando exatamente no caminho contrário, em uma busca por melhorias nos mecanismos de gestão para evitar esse tipo de problema.

“O governo dividiu a população e acabou com a confiança nos órgãos de saúde públicos”, disse a especialista. “A adesão à vacinação depende de vários fatores, como a confiança nas autoridades, nos profissionais e na estrutura de saúde, que foi abalada”, afirmou.

Informações SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) via Banda B

Agências do Trabalhador ofertam 3.785 vagas de emprego no Paraná

As 216 Agências do Trabalhador do Paraná abrem a semana com a oferta de 3.785 vagas com carteira assinada, em diversas empresas do Estado. Deste total, 1.475 estão disponíveis nas agências de Curitiba e da Região Metropolitana.

Nesta semana, as principais vagas no Estado são para alimentador de linha de produção (320 vagas), operador de telemarketing ativo e receptivo (302), auxiliar administrativo (228) e auxiliar de linha de produção (175).

A Agência do Trabalhador de Curitiba disponibiliza vagas para contratação imediata, são elas: soldador (7 vagas), vendedor pracista (4 ), além de programador de sistemas de computador, saladeiro e supervisor de produção da indústria alimentícia com uma vaga para cada função.

As agências são vinculadas à Secretaria estadual da Justiça, Família e Trabalho e o secretário Ney Leprevost destaca o trabalho proativo para captação de vagas e oferta aos trabalhadores.

Agencia do Trabalhador Disponibiliza 400 Vagas para desempregados com 50 anos ou mais. Fotos: Ari Dias/AEN.

“Nosso trabalho não para. Além da busca ativa das vagas diretamente com as empresas e o cadastro de currículos, lançamos postos avançados em municípios que não possuem Agências do Trabalhador, viabilizamos a qualificação da mão de obra através de cursos profissionalizantes, entre eles as Carretas do Conhecimento”, afirma.

ATENDIMENTOS – Os interessados em alguma das vagas ofertadas devem buscar orientações entrando em contato com a Agência do Trabalhador de seu município. Na capital paranaenses, a Agência do Trabalhador de Curitiba voltou a atender o público de forma presencial. Para evitar aglomeração, e respeitando todas as orientações das autoridades sanitárias, o atendimento é feito somente com horário marcado, das 9h às 17h. Os interessados devem fazer o agendamento pelo site da Secretaria através do link: https://www.justica.pr.gov.br/Trabalho.

Confira as vagas por regionais.