Golpe de sorteios falsos circula no WhatsApp

O Laboratório de Investigação da ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, identificou um novo golpe que circula via WhatsApp. Nesta nova modalidade, os criminosos se passam por um grande site de e-commerce tentando convencer potenciais vítimas que a companhia está sorteando produtos que foram devolvidos.

A mensagem falsa, na maioria das vezes, chega para as vítimas por meio de contatos conhecidos, assim como em outros golpes distribuídos pelo WhatsApp. Neste caso, o texto compartilhado se refere a um suposto sorteio realizado pelo Mercado Livre com produtos que foram devolvidos. Além disso, é compartilhado um link oculto que leva a vítima a um site falso simulando o endereço oficial da empresa.

Ao acessar o site, é possível perceber uma estrutura parecida com a de outras campanhas falsas: o design da página impostora usa o logo e as cores oficiais da marca para parecer verdadeiro. Ainda, para passar confiança, inclui um questionário para que o usuário avalie a empresa, além de comentários falsos de supostos ganhadores.

Depois de responder as perguntas, o site apresenta outro sorteio para a vítima repleto de produtos que supostamente foram devolvidos. Neste, o usuário tem três chances de encontrar o prêmio e independentemente de onde clica, sempre consegue. As recompensas são de alto valor, como um smartphone de última geração ou dinheiro.

Para ganhar o prêmio, a vítima deve realizar uma ação crucial para esse tipo de golpe: compartilhar o site com seus contatos de WhatsApp. Isso permite que a campanha tenha alto alcance em pouco tempo sem a necessidade de exposição do cibercriminoso.

Finalmente, depois de conquistar o prêmio falso, a vítima é redirecionada para outro site, que utiliza técnicas de ataque conhecidas, como o scareware, que leva o usuário a acreditar que seu dispositivo está desatualizado e em perigo. Além disso, o malware recomenda baixar um aplicativo nos próximos minutos para passar uma sensação de urgência fazendo com que a pessoa não hesite em seguir as recomendações.

Nesse momento, já não se faz mais menção ao sorteio ou o prêmio que supostamente a  vítima teria direito de receber. Esse fato já deveria ser suficiente para o usuário notar que existe algo suspeito e decidir interromper a conexão com o site. Parte da estratégia nesse tipo de fraude é fazer a vítima “esquecer” o prêmio por um momento, e para isso, utilizam-se questionários, botões e comentários inúteis.

Embora o link para baixar a atualização falsa esteja atualmente fora do ar, a ESET afirma que o domínio usado hospeda outros sites maliciosos que se passam pela identidade de outras empresas, e todos possuem um objetivo semelhante: exibir publicidade fraudulenta, coletar informações pessoais ou até baixar malware.

“Lamentavelmente, as campanhas que incluem o roubo de identidade de plataformas de e-commerce por meio de sites falsos são cada vez mais frequentes. Segundo dados do sistema de telemetria da ESET, comércios eletrônicos foram o terceiro tema mais utilizado em sites de phishing durante o último trimestre de 2021, representando 9,8%, uma tendência que segue crescendo esse ano também”, comenta Camilo Gutiérrez Amaya, chefe do Laboratório de Investigação da ESET.

Assim, a ESET compartilha as seguintes recomendações para identificar e evitar esses tipos de golpe:

  • Desconfie de qualquer mensagem que ofereça presentes, benefícios ou dinheiro em grandes quantidades e sem nenhuma condição associada. Essa pode ser apenas uma desculpa para chamar a atenção das vítimas.
  • Verifique o link para o site e sua relação com a empresa da qual ele diz pertencer, ainda que ele tenha as cores e o logo oficial. No golpe retratado acima, o domínio do site não tinha relação com o da plataforma oficial, o que deveria ser a primeira motivação para não acreditar.
  • Ignore mensagens que avisem sobre infecção por malwares ou falta de atualizações do dispositivo que não sejam enviadas pelo próprio aparelho ou de uma solução de segurança. Este tipo de mensagem só aparece no navegador para alarmar o usuário e convencê-lo a ingressar em um site suspeito ou que baixe um software malicioso.
  • Tenha uma solução de segurança robusta instalada no dispositivo, para evitar infecções e bloquear possíveis comunicações de phishing e spam.

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Dilemas da era digital: entenda os novos paradigmas do direito do consumidor com o avanço do e-commerce

A crise econômica causada pelo coronavírus gerou desemprego, busca por preços mais baixos, queda em vários setores e inflação. No entanto, o cenário causado pela Covid-19 se tornou terreno fértil para outros negócios, foi o caso do e-commerce, que se viu no centro das atenções do setor varejista.

Com o isolamento social, as vendas on-line ganharam ainda mais força e junto com essa força toda, surgiu novos paradigmas do direito do consumidor.

Segundo a advogada e escritora Rossana Fisciletti, autora da obra premiada “A quarta revolução industrial e os novos paradigmas do direito do consumidor”, publicada pela Literare Books International, o amplo acesso à internet modificou as formas de ofertar produtos e serviços e materializou o crescimento do e-commerce. “O Direito Digital é um marco importantíssimo para a estruturação e continuidade dos institutos jurídicos, que a todo momento devem se amoldar, tendo em vista as transformações ocorridas na era da sociedade de rede”, esclarece.

O consumidor do futuro, especificamente o brasileiro, vem modificando os hábitos de consumo. “A legislação protetiva do consumidor é adequada e se aplica aos mais diversos cenários de consumo, mas algumas alterações podem se tornar necessárias para contemplar questões específicas da era digital”, diz Rossana.

O livro “A quarta revolução industrial e os novos paradigmas do direito do consumidor” traz uma reflexão sobre as novas diretrizes do Direito do Consumidor no Brasil, observando as transformações propostas pela geração Y, como a personalização de produtos, lojas autônomas, sistemas de manufatura avançada e fábricas inteligentes.

SOBRE A AUTORA

Rossana Fisciletti – Possui Pós-doutorado em New Technologies and Law pela Mediterranea International Centre for Human Rights Research (Dipartimento DiGiES – Università “Mediterranea” di Reggio Calabria) e em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro/Brasil. É Doutora em Direito (UVA), Mestre em Direito Econômico (UGF) e Especialista em gestão da educação a distância (UFF). Professora da graduação e pós-graduação dos Cursos de Direito e Sistemas de Informação na Universidade Estácio de Sá. É Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Global Law Comparative: Governnance, Innovation and Sustentability (GGINNS), onde coordena o Observatório de Direito Digital. Advogada. Palestrante. A pesquisa produzida nesta obra contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.

Ficha técnica

A quarta revolução industrial e os novos paradigmas do direito do consumidor

Autora: Rossana Fisciletti

Editora: Literare Books International

Formato: 14 x 21 cm – 1ª edição –192 páginas – 2021 – Preço de capa sugerido: R$ 44,90

Categoria: Não ficção

ISBN do físico: 9786559221523

ISBN digital: 9786559221530

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Semana do motorista: no Paraná, tecnologia facilita encontro de vagas

Dirigir é muito prazeroso. Seja no campo, na cidade, na estrada, quem realmente aprecia a rotina, sente alegria até em momentos mais complexos. Mas, há situações que nem mesmo os motoristas mais habilidosos, pacientes ou apaixonados aceitam pacificamente.

É o caso, por exemplo, da procura por vagas nos estacionamentos públicos. Em algumas cidades, as opções para fugir à cansativa rotina de “caçar” um lugar ao sol podem ser as garagens privativas. No entanto, nem sempre há vagas nestes espaços ou nem sempre eles são acessíveis.

Encontrar uma vaga vai além: o estacionamento de uma cidade é importante para os negócios do comércio em geral. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC/Brasil), ele é, inclusive, decisivo para o setor: pesquisa do órgão aponta que 52% da população já deixou de fazer compra por não ter onde estacionar.

A tecnologia pode ajudar a tornar mais democrático o uso do trânsito e das vagas para veículos; também, colaborar com a rotina dos motoristas, especialmente aqueles que têm no trânsito sua rotina de trabalho.

No Paraná, uma dessas soluções digitais é o Estar Digital, Tecnologia que já tem mais de seis anos, administrada pela empresa Cidatec e desenhada para atender e resolver as dores do setor. “Embora o trânsito seja de todos, o uso do modelo organiza e torna mais democrático o acesso aos espaços, facilitando a vida dos motoristas”, afirma Adriano Krzyuy, representante da empresa.

A dinâmica é simples e acessível a alguns cliques do próprio celular: basta baixar o app no telefone, fazer o cadastro da placa e CPF e gerenciar os créditos por uso/tempo do espaço. O Estar Digital é do Paraná e já está valendo em seis cidades do estado.

A instalação do Estar Digital em uma cidade abarca algumas funcionalidades específicas, como Viaturas com OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres); Fiscalização via Smartphone para Agentes; Georreferenciamento das Áreas de Estacionamento; Pontos de Venda (PDV); Totem de Autoatendimento; Smart Parkings; Painel de Indicadores de Desempenho; Integração com Segurança Pública, Bancária e Detran; e Gestão Operacional e Financeira. “Além disso, todo os dados de fiscalização estão integrados com a Política Militar do Paraná”, completa Adriano.

Mobilidade urbana

A organização do trânsito vai ao encontro da Política Nacional de Mobilidade Urbana. A Lei n° 12.587/12, que trata sobre o assunto, é fruto de uma das maiores preocupações da atualidade: o número cada vez maior de veículos automotores de uso individual e os problemas relacionados à mobilidade urbana. Entre outros pontos, o documento incentiva a criação de ciclovias e estacionamentos para bicicletas, bem como a regulamentação do trânsito. A regra vale para cidades com população superior aos 20 mil moradores.