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Gilmar Agenda Audiência para Setembro sobre Pejotização

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Ministro Gilmar Mendes Convoca Audiência Pública sobre Pejotização do Trabalho

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou uma audiência pública para discutir a “pejotização” do trabalho, marcada para o dia 10 de setembro. A decisão foi anunciada em despacho assinado na quinta-feira, 3 de agosto.

Processos Suspensos Nacionalmente

Atualmente, todos os casos relacionados à pejotização estão suspensos em todo o Brasil, conforme uma liminar emitida pelo ministro em abril deste ano. Gilmar Mendes é o relator do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1532603, que possui repercussão geral reconhecida.

Objetivos da Audiência Pública

O ministro destacou que a audiência visa promover um espaço aberto para o debate entre autoridades e especialistas sobre a relevância da matéria, que envolve questões jurídicas e sociais, além do impacto potencial sobre a segurança jurídica e os direitos fundamentais dos cidadãos, incluindo o direito à saúde. “Pretendemos coletar dados e argumentos técnicos que possam embasar as decisões da Corte”, afirmou Mendes.

Ele enfatizou a necessidade de esclarecimentos técnicos sobre o impacto das contratações via PJ (Pessoas Jurídicas) na economia nacional, que não afetam apenas as empresas, mas também têm consequências diretas na arrecadação tributária da União.

Controvérsia e Demandas no STF

Os processos relacionados à pejotização envolvem a análise da legalidade dos contratos de PJs, modalidade amplamente utilizada em setores como representação comercial, corretagem de imóveis, advocacia associada, saúde, artes, tecnologia da informação e serviços de entrega.

Gilmar Mendes mencionou que a controvérsia sobre esses contratos tem gerado uma carga significativa de trabalho para o STF. O elevado número de reclamações contra decisões da Justiça do Trabalho tem dificultado a aplicação de entendimentos já estabelecidos pela Suprema Corte. “O descumprimento sistemático de nossas orientações tem gerado insegurança jurídica e multiplicado as demandas que chegam a nós, transformando o STF em uma instância revisora de decisões trabalhistas”, concluiu Mendes.

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