Fundación MAPFRE premia dez projetos brasileiros de educação viária nas escolas

Mais de 100 mil estudantes, de 867 escolas, em 205 municípios brasileiros: estes são alguns resultados do programa Educação Viária é Vital (EVV), promovido pela Fundación MAPFRE, em 2022. Os dez projetos de maior destaque, entre os 441 desenvolvidos, foram premiados na sexta-feira (25), em São Paulo.

A iniciativa, que teve a adesão de quase 4 mil professores ao longo do ano, leva o tema da mobilidade segura para dentro das salas de aula do ensino infantil ao médio, com atividades conectadas aos conteúdo das Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) e aos objetos previstos pela Base  Nacional Comum Curricular (BNCC) para disciplina e ano escolar.

Durante o programa, a Fundación MAPFRE realiza um processo de capacitação dos professores sobre mobilidade e oferece auxílio pedagógico para que consigam aplicar seus projetos alinhados à BNCC e conectá-los aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, envolvendo temas como equidade de gênero, proteção do meio ambiente e promoção de saúde e educação.

Considerando os problemas socioambientais decorrentes de intensos processos de urbanização sem planejamento e as 31.468 mortes no trânsito, em 2021 segundo o Ministério da Saúde, falar sobre mobilidade segura e sustentável desde a infância pode significar a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a segurança e o bem-estar coletivo.

“O Educação Viária é Vital é um dos melhores projetos que já aconteceu na nossa escola. Envolvemos toda a comunidade escolar, a educação infantil, com teatro para crianças, desde os cincos anos. Mobilizamos famílias, o prefeito e as próprias crianças conseguiram diretamente com o diretor de trânsito uma faixa de pedestre que falta no bairro”, diz Maristela P. P. Maschio, da Escola Municipal Cândido Estrela, premiada no evento.

Com o EVV, professores e estudantes têm a oportunidade de olhar para suas escolas e comunidades, realizando uma ampla pesquisa sobre as condições viárias na região. Após esse processo, eles elaboram e implementam um projeto com o objetivo de melhorar as condições de mobilidade, tornando a circulação mais segura, justa e eficiente.

Conheça os dez projetos premiados

  • Pedala leitura, da Escola Municipal Nativa Fernandes de Faria – Ubatuba, São Paulo
  • Eu e o outro no trânsito: uma tomada de decisão necessária, da Escola Municipal Profª Lucia Novais Brandão – Cedral, SP
  • Educando hoje o motorista de amanhã, da Escola Básica Aníbal Cesar – Itajaí, SC
  • Cândido: consciência e ação, da Escola Municipal Cândido Brasil Estrela – Mirassol, SP
  • Ética, cidadania e trânsito, da Escola Municipal Professora Iracema Castro – Paulista, PE
  • Cidadãos mirins: a educação no trânsito, uma lição para a vida, da Escola Municipal Fernando Pessoa – Santo André, SP
  • AVV = AV + AV (Educação Viária é Vital = Eu vou e eu volto), da Escola Municipal DR. José Procópio do Amaral – São João da Boa Vista, São Paulo
  • Trânsito seguro, da EMEF Profª Silvia H de C M Sanjulião – Serrana, São Paulo
  • MAB: escola inteligente, alunos conscientes, da Escola Municipal Antonia Benelli – Tarumã, São Paulo
  • Educação e mobilidade sustentável, da Escola Municipal Rui Barbosa – Toritama, Pernambuco

Sobre a Fundación MAPFRE 

Fundada em 1975, a Fundación MAPFRE é uma organização sem fins lucrativos, que tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas e fomentar o progresso social. Com base nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, a instituição investe prioritariamente em cinco áreas de atuação: Prevenção e Segurança Viária, Ação Social, Seguros e Previdência Social, Cultura e Prevenção e Segurança Viária.  

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Dia Mundial da Educação: Defasagem, evasão escolar e falta de investimento são desafios para educação brasileira em 2023

Nesta terça-feira, 24, foi celebrado o Dia Mundial da Educação, e simboliza o compromisso de 164 nações, incluindo o Brasil, com o desenvolvimento da educação na formação humana em diversos aspectos. Mesmo sendo uma das políticas mais importantes dentro de uma sociedade, a educação não tem o devido valor e, no Brasil, tem sofrido nos últimos anos.

Dentro muitos desafios, a pandemia do Coronavírus foi um agravante para o ensino em muitos países, aumentando a defasagem escolar e prejudicando milhares de estudantes em todo o mundo. Só no Brasil, segundo um estudo realizado pelo Ipec para o UNICEF, 2 milhões de meninas e meninos com idade entre 11 e 19 anos deixaram a escola, o que representa 11% do total da amostra pesquisada.

Em 2023, um dos principais desafios de líderes e educadores em todo o mundo é encontrar maneiras de conter a evasão escolar e diminuir o impacto negativo na vida dos cidadãos. A falta de acesso à educação é prejudicial ao desenvolvimento econômico, social e político da sociedade, além de ser agravante para o crescimento da violência e desinformação, o que contribui para o aumento de diversos tipos de preconceitos e desigualdade social.

São muitas as barreiras e causas da defasagem escolar, principalmente questões sociais complexas. Em geral, os alunos atingidos vêm de famílias de baixa escolaridade, vivem em condições inadequadas para a aprendizagem, como falta de tecnologia, mobília, espaço e segurança alimentar. Além de que muitos desses alunos têm empregos precários com salários baixos e que dificultam ainda mais a permanência na escola por conta de outros fatores, como sustento familiar ou ainda precisam estar presentes em casa, realizando atividades domésticas, como cuidar de irmãos menores. Essas barreiras comprometem o desempenho escolar desses alunos.

O fortalecimento da busca ativa e o trabalho conjunto entre os órgãos governamentais responsáveis, como a Secretaria Estadual de Educação e as Secretarias Municipais de Educação, são aliados no combate à evasão escolar. Segundo a diretora do Colégio Stella Maris Água Verde, em Curitiba, Ana Cláudia Alexandrini, uma das formas de as escolas conterem a evasão escolar é oferecer apoio pedagógico aos alunos. “É o que fazemos com os alunos do período integral do Stella, todos os dias os alunos têm uma hora aula de apoio pedagógico. Além disso, os professores precisam ter um olhar diferenciado na individualidade de cada estudante e não apenas se preocuparem com os conteúdos, mas sim focar na aprendizagem do educando”, explica Ana. 

Para a diretora pedagógica regional do Grupo Acesso, Kamila Fernanda Silva, não há receita pronta para evitar a defasagem escolar, mas existem ações que norteiam o trabalho. “Como conhecer o nosso alunado e seu contexto familiar, realizar um monitoramento de faltas e acompanhamento pedagógico, manter uma comunicação efetiva com a família, realizar busca ativa quando o aluno tem faltas injustificadas e acionar o Conselho Tutelar quando necessário, além de aulas de reforço, garantindo a recuperação desses estudantes”, completa Kamila.

Educação digital 

Durante a pior fase da pandemia do Coronavírus, as tecnologias foram grandes aliadas da educação. Porém, o uso demasiado das telas por crianças e adolescentes é extremamente prejudicial à saúde e ao aprendizado. A educação digital tem muitos benefícios, mas é preciso saber usá-la.

Ana acredita que a tecnologia deve ser trabalhada como uma aliada no processo de ensino aprendizagem, como um material de apoio para uma vivência diária, mas é preciso ficar alerta ao excesso da tecnologia, pois prejudica o desenvolvimento social e psicológico dos alunos. “O aluno escreve menos e se estressa mais devido ao tempo que passa em frente às telas, deixa de conviver com a família presencialmente, apresenta maior irritabilidade, sem contar que perde a prática da escrita”, explica.

São inúmeras as ferramentas disponíveis, desde livros e artigos até vídeos e atividades disponíveis no ambiente digital. Uma das formas que os professores têm para usar a tecnologia a favor é o ensino híbrido, mesclando aulas e exercícios presenciais e online. “É inegável que a tecnologia trouxe muitos benefícios e fácil acesso às informações, mas na mesma proporção que liberta ela aprisiona. Precisamos com urgência engajar e orientar nossos jovens para uma percepção crítica e consciente quanto aos conteúdos que acessam e alertá-los sobre os riscos que correm com o uso inconsequente desse recurso”, pondera Kamila.

Educação socioemocional em 2023

Gestão de tempo, trabalho em equipe, cooperação, inteligência emocional, concentração, tomada de decisão e capacidade de comunicação e argumentação são algumas das competências exigidas pelo mercado de trabalho atualmente. Tanto que uma das exigências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para este ano é o ensino dessas habilidades dentro da sala de aula. 

Segundo Kamila, o ensino das soft skills é uma das principais tendências para a educação em 2023, e é muito importante seu ensino por conta da fragilidade emocional relacionada ao contexto pós-pandêmico e que vem se intensificando no âmbito escolar. “Outra forte tendência é o ensino personalizado com foco no desenvolvimento das defasagens de aprendizagem e na potencialização das habilidades de forma individualizada com o uso de recursos tecnológicos, como plataformas educacionais”, finaliza.

Programa de Inovação Aberta da PUCPR recebe inscrições até 05 de fevereiro

Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do ambiente educacional embasado na lógica do lifelong learning (educação continuada) e com geração de experiências significativas de aprendizado, a Hotmilk, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), está recebendo inscrições para o seu Programa de Inovação Aberta. Startups do setor de educação interessadas têm até o dia 05 de fevereiro de 2023 para se candidatar. 

“A PUCPR é considerada uma das melhores universidades do país, segundo o ranking Times Higher Education, e tem a inovação em seu DNA. O futuro da educação é lifelong learning, que pressupõe que nunca é cedo ou tarde demais para aprender algo novo e que precisamos sempre estar nos aprimorando. A qualificação deve ser contínua. Na Hotmilk, queremos fomentar iniciativas que tenham aderência a esse conceito”, explica Carlos Emílio Borsa, diretor de Educação Continuada da PUCPR.  

Para participar, os negócios devem ser empresas nascentes, spin-offs ou startups em sinergia com um dos seguintes desafios: a) modelo de negócio; b) ambientes e métodos educacionais; c) plataforma; d) gestão, desenvolvimento e inteligência comercial; e) jornada do cliente; f) cross selling: educação e novos negócios; g) demais soluções que contemplem o objetivo de criar um ambiente de lifelong learning disruptivo. 

Além disso, precisam desenvolver tecnologia inovadora ou serem capazes de oferecer produto, serviço ou processo novo a partir da integração de tecnologias existentes com adição de desenvolvimento novo, não se limitando a revender, implantar ou instalar produtos e serviços de terceiros. Ainda, a solução deve estar, no mínimo, em fase de operação. 

As fases do programa são: a) captação das startups (inscrições até 05 de fevereiro de 2023); b) pré-seleção das startups classificadas na etapa anterior (divulgação até 06 de março); c) pitches das pré-selecionadas (entre 13 e 24 de março, online); d) imersão (de 17 de abril a 12 de maio, online); e e) apresentação das propostas (de 15 de maio a 29 de maio). 

Todas as informações sobre a iniciativa estão disponíveis no site do programa, onde é possível conferir o edital na íntegra e realizar a inscrição: https://hotmilk.pucpr.br/inovacao-pucpr/.  

Sobre a Hotmilk – Ecossistema de inovação da PUCPR, a Hotmilk trabalha em diferentes frentes: P&D+I, inovação aberta, aceleradora + incubadora, educação e empreendedorismo. Com uma estrutura de mais de 240 laboratórios de pesquisa e 1,8 mil pesquisadores, a iniciativa atua desde a produção de conhecimento científico e tecnológico até o desenvolvimento de pesquisas em diversos estágios para o setor produtivo, mediante projetos e parcerias estratégicas entre a PUCPR e grandes empresas. 

Possui mais de 350 startups aceleradas e incubadas. Conectou mais de 3,5 mil startups a grandes empresas, intermediando mais de 230 negócios. Além disso, possui uma estrutura física de 11 mil metros quadrados (m²) para a incubação de empresas com base tecnológica e inovadoras. 

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