Foz do Iguaçu vacina 80% da população adulta contra a Covid-19

Foz do Iguaçu já vacinou 81% da população adulta acima dos 18 anos com a primeira dose. A expectativa é imunizar 70% dos moradores, com as duas doses, ainda na primeira quinzena de agosto, assim que a Secretaria Municipal de Saúde receber a segunda remessa de 45 mil doses extras destinadas pelo Ministério da Saúde às quatro cidades de fronteira no Paraná (além de Foz, Barracão, Guaíra e Santo Antônio da Platina).

Conforme o painel de vacinação desta terça-feira (3), já foram aplicadas 216.781 vacinas entre a primeira e a segunda doses. Isso corresponde a 80,8% da população adulta vacinada com a primeira dose e 28,6% com a segunda dose. Foz do Iguaçu já está vacinando as pessoas com 25 anos ou mais – a menor faixa etária entre as grandes cidades do país como São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis e Belo Horizonte.

“Esse está sendo um trabalho árduo, de folego, que reúne a saúde municipal, a Secretaria Estadual de Saúde e o Ministério da Saúde. Estamos chegando a este patamar (80% da população adulta) e vamos avançar mais neste mês de agosto. A vacina é o remédio para curar e evitar esta doença (covid), salva vidas, o que é mais importante, e a cidade começa a voltar a seu ritmo normal”, disse o prefeito Chico Brasileiro, vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

Fronteira

Chico Brasileiro articulou, através da FNP, a remessa das doses extras para ás 122 cidades fronteiriças brasileiras. “Alertamos o Ministério da Saúde da necessidade de criar um cordão de segurança na fronteira brasileira para evitar maior circulação de variantes do coronavírus. O ministro Marcelo Queiroga compreendeu a importância e enviou as doses extras às cidades de fronteira”, disse.

O Ministério da Saúde do Paraguai, na fronteira brasileira, começou a vacinar acima dos 20 anos e já aplicou 1.5 milhão de doses. Em Puerto Iguazu, na lado argentino da fronteira, a vacinação está na casa dos 18 anos. “Em breve, estaremos com as três cidades da fronteira com vacinação completa e o pleno trânsito das pessoas nas duas pontes, a da Amizade (com Paraguai) já aberta e a reabertura da Ponte da Fraternidade”, disse Brasileiro.

Eventos
As vacinas extras aceleram também a retomada do turismo, principal atividade econômica da cidade. Foz do Iguaçu já tem três grandes eventos marcados até início de dezembro e que devem atrair 12 mil participantes. Novo decreto municipal de sexta-feira (30), autorizou eventos corporativos com até mil participantes neste mês de agosto.

Em setembro, serão liberados  eventos corporativos com até 1.500 participantes e sociais com até 500 pessoas. Também serão permitidos jantares de formatura com até 1.500 pessoas. A partir de 15 de outubro serão liberados todos os eventos corporativos, independente do número de pessoas, desde que seja respeitada a capacidade máxima de 70% dos espaços.

Turismo

A retomada do turismo já tem bons indicativos. O aeroporto internacional vai receber neste mês de agosto até 26 voos diários – números de antes da pandemia. Hotéis começaram a contratar de volta os trabalhadores e também ampliaram e reformaram suas instalações para receber os turistas na temporada de verão. Um novo hotel com 130 apartamentos foi inaugurado nesta segunda-feira (2).

Nos principais atrativos turísticos, as visitas cresceram 105% nas Cataratas do Iguaçu (56.819 pessoas em julho e 27.739 em junho) e a usina da Itaipu Binacional recebeu 30.025 visitantes em julho. “Há um grande esforço, de forma conjunta, dos setores produtivo e do turismo, das equipes municipais de saúde ,da prefeitura, da Itaipu Binacional, da Secretaria Estadual da Saúde, para que Foz do Iguaçu volte rapidamente a receber os visitantes como recebíamos antes da pandemia. A cidade já está preparada para isso”, disse Chico Brasileiro.

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Primavera deve ter variações bruscas de temperatura e chuvas abaixo da média

A primavera começa às 16h21 desta quarta-feira (22). Segundo a previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o primeiro dia será parcialmente nublado nas regiões Oeste, Noroeste, Norte e Norte Pioneiro. O tempo fica ensolarado nas regiões Metropolitana de Curitiba, Sul, Sudoeste, Central e Litorânea. As temperaturas devem variar entre 8ºC em Curitiba e Rio Negro e 33ºC em Umuarama. A nova estação encerra em 21 de dezembro às 12h59.

“Para os próximos meses estão previstas variações bruscas da temperatura do ar em curtos períodos devido à passagem de frentes frias sobre o Paraná”, afirma o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.

De modo geral, nos períodos secos, o rápido aquecimento diurno formará ondas de calor, sobretudo nas faixas Norte e Oeste. Além disso, massas de ar frio e sistemas de precipitação deslocando-se lentamente nas proximidades da Costa Sul do Brasil manterão as temperaturas amenas na Região Leste, entre Curitiba e as praias. No Litoral, a temperatura média do ar e o regime de chuvas seguirão os padrões climatológicos da estação. Nas demais regiões, a temperatura média do ar tende a ficar entre próxima e acima da média. Já as chuvas devem manter-se abaixo da normal climatológica.

LA NIÑA – O conjunto dos modelos climáticos indica a probabilidade elevada de ocorrência do fenômeno La Niña nas águas do Oceano Pacífico Equatorial ao longo da primavera. O resfriamento da temperatura da superfície das águas altera os padrões globais de chuvas e temperaturas.

O meteorologista observa que o aumento gradual do volume de chuvas e das temperaturas médias são próprios da estação: “Aglomerados de nuvens de tempestade denominados Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM) costumam formar-se na região do Paraguai ou no próprio território paranaense”, explica.

Os maiores valores de temperaturas mínimas e máximas ocorrem habitualmente nas regiões Oeste, Sudoeste, Norte e no Litoral. Já as chuvas são causadas pelas frentes frias e/ou quentes e outros sistemas de curta duração que se desenvolvem em função das altas temperaturas e da maior quantidade de umidade no ar no Estado e em áreas próximas, como Paraguai, norte da Argentina e estados vizinhos.

Por ser uma estação de transição entre os regimes climáticos do inverno e do verão, a primavera favorece eventos meteorológicos severos como fortes rajadas de ventos, granizo, chuvas volumosas e grande quantidade de raios, que só podem ser detectados em curto prazo.

O Simepar faz o monitoramento sistemático das condições do tempo e emite alertas com antecedência de poucas horas, possibilitando a adoção de medidas de prevenção e mitigação dos efeitos na sociedade. Para receber esses alertas no celular, os interessados podem cadastrar-se na Defesa Civil Estadual enviando uma mensagem para o telefone 40199 com o número do seu CEP (Código de Endereçamento Postal).

Primavera começa nesta quarta-feira sem chuvas e com grande amplitude térmica. Foto: Gilson Abreu/AEN

AGROMETEOROLOGIA – A agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-PR), Heverly Morais, alerta para os impactos da crise hídrica e dos eventos meteorológicos extremos sobre a agricultura e a pecuária no contexto das altas temperaturas previstas para a primavera.

“As grandes culturas como soja, milho e feijão podem sofrer atraso na semeadura, germinação desuniforme da lavoura, crescimento inadequado das plantas e mau desenvolvimento dos grãos”, afirma. Ela recomenda ao produtor escalonar a semeadura em talhões com cultivares de ciclos diferentes, manter o equilíbrio nutricional das plantas, utilizar sementes de boa qualidade, bem como não empregar população de organismos superior à indicada.

Para melhorar a estrutura do solo e o armazenamento da água no sistema, Heverly sugere o cultivo e a incorporação de plantas de cobertura em sistema de plantio direto. “Essa técnica melhora os atributos físicos e químicos do solo, favorece o aumento de infiltração da água, aprofunda as raízes da cultura, reduz a temperatura e a evaporação do solo e mantém a água disponível para as plantas em períodos de estiagem fraca e moderada”, explica a pesquisadora.

Culturas como café, cana-de-açúcar, mandioca e frutíferas correm alto risco de serem prejudicadas pela má distribuição das chuvas ao longo da estação. Além disso, as altas temperaturas podem afetar as hortaliças, sobretudo as folhosas. As olerícolas precisarão de muita água de irrigação – um desafio diante dos baixos níveis dos mananciais como rios, riachos, lagos e nascentes.

Veja a tabela dos valores das médias mensais históricas da faixa de variação da chuva, temperaturas mínimas e máximas por região do Paraná, nos meses de outubro, novembro e dezembro:

Brasil tem 38,05% da população totalmente vacinada contra o coronavírus

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou nesta segunda-feira, 20, a 142.115 868, o equivalente a 66,62% da população total. Nas últimas 24 horas, cerca de 492 mil pessoas receberam a primeira aplicação da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Entre os mais de 142 milhões de vacinados, 81,15 milhões estão com a imunização completa contra o coronavírus, o que representa 38,05% da população total. Nas últimas 24 horas, 872,4 mil pessoas receberam a segunda dose e 584 receberam um imunizante de aplicação única.

Outras 32,7 mil pessoas receberam a dose de reforço nesta segunda-feira, em cinco Estados. Ao todo, 333,4 mil brasileiros foram “revacinados”. Somando todos os imunizantes aplicados, o Brasil administrou 1,39 milhão de doses nas últimas 24 horas.

São Paulo tem 77,93% da população vacinada ao menos com uma dose contra o coronavírus, e 50,35% com o esquema vacinal completo (duas doses ou aplicação única). Os cinco Estados com a maior proporção de totalmente imunizados são: Mato Grosso do Sul (52,39%), São Paulo, Rio Grande do Sul (43,89%), Espírito Santo (40,36%) e Paraná (38,95%).