Flamengo e Athletico-PR decidem vaga para as quartas da Copa do Brasil

Flamengo e Athletico-PR lutam para avançar às quartas de final da Copa do Brasil nesta quarta-feira (4), no Maracanã, a partir das 21h30 (horário de Brasília). O Rubro-Negro carioca depende apenas de um empate para assegurar a vaga na próxima fase, já que venceu o jogo de ida das oitavas de final por 1 a 0, em Curitiba (PR).  Já para os paranaenses. somente a vitória interessa para continuarem na busca do bicampeonato. O jogo será transmitido ao vivo na Rádio Nacional, com narração de Rodrigo Campos, comentários de Mário Silva, reportagem de André Marques e plantão de Luiz Ferreira. 

No último final de semana ambas as equipes foram derrotadas na Série A do Campeonato Brasileiro. Apesar de o Flamengo ser o vice-líder,  com 35 pontos, o domingo (1°) foi doloroso para os cariocas. Após sair na frente com gol do atacante Pedro, o time da Gávea foi superado pelo São Paulo, no Maracanã, por 4 a 1. A derrota interrompeu uma sequência de invencibilidade de 12 jogos, levando em consideração confrontos pela Copa Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil. Neste período, os cariocas somaram nove vitórias e três empates.,

Também no domingo (1°), o Furacão sofreu revés fora de casa, contra o Sport de Recife por 1 a 0. Com a derrota, o Athletico-PR caiu para vice lanterna do Brasileirão, com 16 pontos. Domingo amargo para o time paranaense com um jejum de dez embates consecutivos sem vitórias: foram sete derrotas e três empates. Quem ainda não sabe o que é vencer é o diretor técnico Paulo Autuori,  que também acumula a função de treinador.  Desde que ele retornou ao clube paranaense ainda não venceu. Em três jogos, sofreu três derrotas.

A partida vai reeditar as quartas de final do ano passado. Na ocasião, após dois empates por 1 a 1, o Athletico-PR bateu o Flamengo nos pênaltis por 3 a 1 no Maracanã. Em seguida, o Furacão cresceu na competição e superou o Grêmio, na semifinal, e depois o Internacional na final, conquistando o primeiro título da Copa do Brasil na história do clube.

Confira aqui a tabela de classificação da Copa do Brasil.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Surfista paranaense é promessa da modalidade e sonha com campeonato mundial

Luara Mandelli, 14 anos, faz parte da nova geração do Brazilian Storm, grupo considerado promessa do surf brasileiro. Um dos destaques nas últimas competições realizadas no país, a jovem quer aumentar o grupo seleto de surfistas profissionais que, segundo a Associação Brasileira de Surf, conta com apenas 30 mulheres.

“Meu sonho é ser campeã mundial, por isso vou todos os dias para o mar. Comecei competindo no Open e quando ganhei foi demais. Agora é treinar para chegar cada vez mais perto do meu objetivo”, conta a surfista.

No ano passado, dos 16 campeonatos que participou, conquistou 12 vitórias. Agora, ela volta de uma temporada de 30 dias na Indonésia, onde aproveitou para treinar o backside, que é a manobra em que o surfista fica de costas para a onda. Só no mês de julho participou de campeonatos como o Paranaense, Brasileiros do Espírito Santo e Pernambuco e o Hang Loose, que venceu em São Paulo.

Sorriso no rosto

O sorriso no rosto fica escancarado assim que Luara vê o mar. A paixão começou desde pequena, herdada de seus pais, que são surfistas. Mas foi com sete anos que a vontade de subir na prancha falou mais alto e a adolescente começou a encarar as ondas diariamente.

Pela pouca idade, Luara precisa conciliar a rotina de viagens e treinos de alto rendimento com os cuidados e atividades de uma adolescente comum. Pela segurança e praticidade, ela começou um tratamento ortodôntico com alinhadores transparentes. Por ser discreto e não ter risco de machucar a boca nas manobras, como poderia acontecer com o tratamento com braquetes, foi possível usar os aparelhos mesmo durante as competições, sem precisar interromper o tratamento.

“O tratamento com alinhadores transparentes ClearCorrect permite que o paciente mantenha o cuidado mesmo em viagens ou períodos fora da cidade, porque ela recebe os alinhadores com dias certos para troca e nós fazemos o acompanhamento online. As visitas ao dentista são mais espaçadas, a cada três meses. Isso facilita a rotina de treinos e campeonatos”, explica a dentista e  especialista em alinhadores  ClearCorrect que acompanha Luara, Isabela Shimizu. A marca também apoia a atleta nas competições que participa, reforçando a importância de patrocínios para ampliar a presença de representantes femininas do surf brasileiro nos campeonatos.

Sobre a ClearCorrect

Presente em mais de 40 países, a ClearCorrect é a segunda maior marca de alinhadores transparentes para tratamentos ortodônticos do mundo. Desde 2018, a marca está presente no Brasil – trazida pelo Grupo Straumann -, se consolidando no primeiro mercado fora dos Estados Unidos, com produção concentrada em fábrica própria em Curitiba (PR). O sistema da ClearCorrect promove a movimentação dentária por meio de pressões exercidas em determinadas regiões da arcada, resultando na remodelação óssea, além de levar à correção da má-oclusão com a elaboração de um planejamento ortodôntico virtual. Mais informações em www.clearcorrect.com.br.

Semana do Trânsito: embriaguez ao volante dispara 80% em 2022

Na Semana do Trânsito, criada para promover a segurança viária, dados sobre o descumprimento à Lei Seca revelam que o trânsito brasileiro ainda está longe de ser seguro. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o número de pessoas flagradas dirigindo alcoolizadas nas rodovias federais brasileiras cresceu 80,7% no primeiro semestre deste ano, na comparação com igual período em 2021. Foram 8.647 autuações de janeiro a junho de 2022, contra as 4.784 do ano passado.

Mas o número de motoristas que bebem e dirigem é bem maior. A recusa em se submeter ao teste de alcoolemia mais que triplicou: 7.268 infrações em 2021 contra 22.781 no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 213%. “Na prática dá para somar tudo. Não faz sentido que alguém que não bebeu se recuse a fazer o teste, o que se busca é evitar responsabilidade administrativa e criminal, mas felizmente as sanções legais são as mesmas para positividade e recusa”, revela o especialista em Medicina do Tráfego e diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), Alysson Coimbra.

 <https://files.pressmanager.net/clientes/56534366ba7ac33505c26a4d2871bf9a/imagens/2022/09/19/836267f3df3af528fa397cae9ab0a91c_medium.jpg>

Recusa em fazer o teste de alcoolemia cresceu 213% no primeiro semestre

Quem recusar o teste de alcoolemia comete infração gravíssima, paga multa de cerca de R$ 3 mil e tem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por 12 meses. Tentar impedir que o policial comprove imediatamente a embriaguez não livra o motorista de perder o direito de dirigir por um ano, nem de responder criminalmente pelo ato. “Vale lembrar que a constatação de sinais de embriaguez no ato da abordagem e até o exame clínico, feito por um médico, podem ser usados para comprovar o crime. Ao longo dos anos a legislação vem sendo aprimorada para salvar vidas e punir criminosos que bebem e dirigem”, explica Coimbra.

Drogômetro

Alysson explica que durante a fase aguda da pandemia as fiscalizações de alcoolemia caíram muito pelo risco de contaminação, uma vez que ela exige contato muito próximo entre o policial e o motorista. No primeiro semestre do ano passado só 974 pessoas passaram pelo teste no país todo. Neste ano, com a fiscalização voltando ao normal, foram 19.990 testagens. “Essa redução momentânea da fiscalização criou uma falsa sensação de impunidade nos motoristas, o que justifica o expressivo aumento de casos após a normalização. Paralelamente se percebe também que houve uma migração do uso de álcool para substâncias psicoativas, muito disso devido à maior dificuldade de constatação do uso pela autoridade de trânsito.E atualmente o uso contínuo por motoristas já supera o uso eventual.Isso só demonstra o quanto é urgente adotarmos o drogômetro nas fiscalizações”, alerta.

O uso de drogômetros está em estudo pela PRF e Ministério da Justiça. Em 2021 foram colhidas 8.997 amostras de saliva de motoristas nas rodovias federais. Foram testados quatro dispositivos diferentes para detectar a presença de maconha, cocaína, anfetaminas e metanfetaminas. Essas amostras foram analisadas em laboratório e, segundo o Ministério da Justiça, “os equipamentos conseguiram identificar as substâncias psicoativas que eram objeto dos testes de forma esperada, dentro dos padrões de sensibilidade e especificidade aceitos internacionalmente”.

 <https://files.pressmanager.net/clientes/56534366ba7ac33505c26a4d2871bf9a/imagens/2022/09/19/26b040be8c7f0a48d24ef4950359587c_medium.jpg>

O diretor científico da Ammetra, Alysson Coimbra

Aprovados no teste

O Ministério considerou os equipamentos testados adequados para a atividade policial, mas ainda não há prazo para que essa fiscalização comece nas rodovias. O relatório final do projeto piloto está sendo elaborado pelo Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Os resultados preliminares já foram apresentados na última conferência do International Council on Alcohol, Drugs and Traffic Safety, principal sociedade de pesquisadores sobre drogas e trânsito do mundo, em Roterdã, na Holanda, entre 28 e 31 de agosto. O HCPA prepara uma versão final do relatório com as contribuições dos cientistas internacionais.

Só depois dessa fase, quando receber esse relatório, começa a elaboração de propostas de mudanças na lei. O Grupo de Trabalho inclui a Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN), o Instituto Nacional de Metrologia Legal (INMETRO), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), sob a coordenação da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD).

“É compreensível o longo prazo para o cumprimento de todas essas etapas, mas o sistema nacional de trânsito atravessa seu momento mais difícil devido ao número cada vez maior de sinistros. A dependência química em motoristas de veículos do transporte rodoviário é uma realidade, que sob a alegação da necessidade de cumprirem jornadas cada vez maiores devido à precarização econômica no setor, colocam em risco suas vidas e principalmente a de todos nós”, completa Alysson Coimbra.