Filme baseado na história da apresentadora Hebe Camargo ganha primeiro pôster

Que gracinha! HEBE – A Estrela do Brasil, filme baseado na história da famosa apresentadora Hebe Camargo, acaba de ganhar seu primeiro pôster. O longa da Loma Filmes em coprodução com a Warner Bros. Pictures, 20th Century Fox, Globo Filmes, Hebe Forever e Labrador Filmes, com distribuição da Warner Bros. Pictures, traz Maurício Farias na direção, roteiro de Carolina Kotscho, Inti Briones na direção de fotografia e a atriz Andrea Beltrão interpretando a rainha da televisão brasileira Hebe Camargo na década de 80.

O elenco de HEBE – A Estrela do Brasil ainda conta com Marco Ricca, Caio Horowicz, Danton Mello, Gabriel Braga Nunes, Danilo Grangheia, Otávio Augusto, Claudia Missura, Karine Telles e Daniel Boaventura.

Sobre o filme
São Paulo, anos 80. O Brasil vive uma de suas piores crises e Hebe aparece na tela exuberante: é a imagem perfeita do poder e do sucesso. Ao completar 40 anos de profissão, perto de chegar aos 60 anos de vida, está madura e já não aceita ser apenas um produto que vende bem na tela da TV. Mais do que isso, já não suporta ser uma mulher submissa ao marido, ao salário, ao governo e aos costumes vigentes.

Durante o período de abertura política do país, na transição da ditadura militar para a democracia, Hebe aceita correr o risco de perder tudo que conquistou na vida e dá um basta: quer o direito de ser ela mesma na frente das câmeras dona de sua voz e única autora de sua própria história.

Entre o brilho da vida pública e a escuridão da dor privada, Hebe enfrenta o preconceito, o machismo, o marido ciumento, os chefes poderosos e a ditadura militar para se tornar a mais autêntica e mais querida celebridade da história da nossa TV: uma personagem extraordinária, com dramas comuns a qualquer um de seus milhões de fãs.

Ficha Técnica

  • Direção Maurício Farias
  • Escrito por  Carolina Kotscho
  • Produzido por Carolina Kotscho, Claudio Pessutti, Lucas Pacheco, Clara Ramos, Fernando Nogueira, Heloisa Jinzenji e Renato Klarnet, 
  • Produtor associado José Alvarenga Jr.
  • Produtora executiva Clara Ramos
  • Direção de fotografia Inti Briones
  • Montagem Joana Collier, EDT e Fernanda Franke Krumel, AMC
  • Direção de produção Renata Artigas
  • Direção de arte  Luciane Nicolino
  • Figurino  Antônio Medeiros
  • Maquiagem  Simone Batata
  • Produção de elenco Andrea Imperatore e Alessandra Tosi
  • Som direto Gabriela Cunha
  • Desenho de som Daniel Turini, Fernando Henna e Henrique Chiurciu
  • Mixagem  Gustavo Garbato
  • Trilha sonora original Branco Mello e Emerson Villani
  • Finalização O2 Pós
  • Design do pôster: Rico Lins +Studio
  • Foto do pôster: Jonas Tucci

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De Dona Hermínia à Senhora dos Absurdos: relembre personagens de Paulo Gustavo

Em sua carreira, o ator Paulo Gustavo, que morreu na noite desta terça-feira (4) aos 42 anos, de problemas decorrentes da covid-19, tornou-se conhecido principalmente pelo personagem Dona Hermínia, a elétrica e dominadora dona de casa que surgiu no teatro e logo se tornou um sucesso absoluto no cinema. Paulo Gustavo, porém, criou outros tipos, igualmente engraçados e sempre trazendo as peculiaridades de seu humor – que conseguia unir ingenuidade com picardia e crítica social.

Veja os principais personagens criados por Paulo Gustavo

Dona Hermínia

Inspirada em tias, avós, mas principalmente em Dea Lúcia, sua mãe, a personagem surgiu pela primeira vez em 2004, na peça Surto. O sucesso foi tamanho que instigou Paulo Gustavo a criar o espetáculo Minha Mãe é uma Peça, em 2006, que rendeu ainda três adaptações para o cinema (2013, 2016 e 2019), todas grandes sucessos de bilheteria. Trata-se de uma típica dona de casa que, sempre à beira de um ataque de nervos, toma as atitudes mais engraçadas. Com essa personagem, Paulo Gustavo conseguiu a proeza de um homem interpretar uma mulher ser bem aceito por boa parte da população.

Senhora dos Absurdos

Sucesso no programa 220 Volts, do canal Multishow, a personagem ganhou fama justamente por comentários absurdos, que revelam preconceito de raça e sexo. Paulo Gustavo dizia que tinha criado esse tipo para debochar da intolerância e da cultura do ódio. “Meu intuito é fazer rir, mas sabendo que o riso também é um modo de abordar temas controvertidos e incômodos da sociedade”, disse, em uma publicação no Facebook, em 2017.

Valdomiro Lacerda

Era o protagonista do programa Vai que Cola, do Multishow, que se passa em uma pensão. Seu objetivo é se esconder lá da Polícia Federal, que o procura por conta de uma falcatrua na qual ele se tornou o único culpado. Aqui, novamente, Paulo Gustavo exerce o humor como caminho para crítica social, pois Valdo, como é conhecido, se considera superior em relação aos outros hóspedes, além de menosprezar o Méier, bairro do subúrbio do Rio, e de se lamentar por não morar no Leblon.

Aníbal

Paulo Gustavo tinha a atriz Mônica Martelli como uma de suas melhores amigas. Juntos, fizeram filmes como Minha Vida em Marte, no qual o ator viveu Aníbal, grande apoiador de Fernanda (Mônica), que sofre com problemas no relacionamento. Para consolá-la, Aníbal a leva para Nova York, onde passeiam por lugares icônicos da cidade. O local serviu também para que Paulo Gustavo demonstrasse sua dificuldade em falar em inglês. As filmagens, apesar de divertidas, foram atribuladas pois, realizadas em locações, eram constantemente interrompidas, pois as pessoas reconheciam o ator e gritavam seu nome.

Mulher Feia

Outro personagem que surgiu e se popularizou no programa 220 Volts, além de participação no Vai que Cola. Uma vez mais, Paulo Gustavo utiliza o bom humor para fazer mais uma crítica social. Mulher Feia conta histórias que dizem respeito à sua aparência, se lamentando pelos homens que a abandonam. O curioso é que seus relatos, apesar de muitas vezes absurdos, são narrados de uma forma até inocente.

“Nomadland – Sobreviver na América” leva 3 principais prêmios do Oscar

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O filme Nomadland – Sobreviver na América ganhou o Oscar de melhor filme, melhor realização e melhor atriz para Frances McDormand. A cineasta Chloé Zhao torna-se assim a segunda mulher na história a receber o prêmio de melhor realizadora. A 93ª cerimônia dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ocorreu, na noite deste domingo (25), na Estação Union Station, em Los Angeles, e no Dolby Theatre, em Hollywood, com restrições devido à pandemia de covid-19.

Nomadland – Sobreviver na América era o maior favorito e cumpriu os prognósticos, vencendo nas principais categorias do Oscar, entre elas a de melhor direção, com a estatueta entregue à cineasta sino-americana Chloé Zhao. Ela é a segunda mulher a conquistar esse Oscar, depois de Kathryn Bigelow, em 2010, com Estado de Guerra.

93rd Academy Awards

Vencedoras do Oscar 2021 – REUTERS/Chris Pizzello/Direitos Reservados

É fabuloso ser uma mulher em 2021″, afirmou Chloé Zhao ao comemorar a vitória.

“Sou extremamente afortunada por poder fazer o que gosto”, acrescentou a cineasta nos bastidores da cerimônia de entrega do Oscar, na madrugada de hoje (26). “Se esta vitória ajudar mais pessoas como eu a viverem os seus sonhos, sou muito agradecida por isso”.

Nomadland – Sobreviver na América, considerado o melhor filme, conta a história de uma mulher – Fern, interpretada por Frances McDormand – que viaja pela América como nômade. Vive numa caravana, trabalha em empregos temporários e sobrevive na estrada, na sequência da crise econômica de 2008.

Ao receber o prêmio, Chloé Zhao dedicou-o “a todos aqueles que tiveram a fé e a coragem de se agarrar à bondade em si próprios e nos outros”.

Embora o filme seja uma ficção, inclui testemunhos reais de norte-americanos que vivem na estrada, sempre em trânsito, numa comunidade nómade mais envelhecida e às margens da sociedade. O filme contou inclusive com nômades da vida real.

“Um dos momentos mais felizes para mim esta noite foi quando a Frances [McDormand] ganhou”, disse Chloé Zhao aos jornalistas. “As pessoas podem não saber tudo o que ela fez, como produtora e como atriz, quão aberta e vulnerável foi e quanto me ajudou a fazer este filme. E como ajudou os nômades a sentirem-se confortáveis nas gravações. Ela é ‘Nomadland'”.

Com esse Oscar, Frances McDormand entrou no pequeno grupo de atrizes com mais de duas estatuetas da academia, juntando-se a Meryl Streep e Ingrid Bergman (três Oscars, cada), e a Katharine Hepburn (quatro). Ela conseguiu ainda vencer a indicação de melhor atriz, depois de Fargo (1996) e de Três Cartazes à Beira da Estrada (2018).

Indicado para sete estatuetas, o filme Nomadland completa um percurso de sucesso nos últimos meses, depois de ter ganhado quatro prêmios Spirit, os chamados Oscars do cinema independente: melhor filme, melhor realização, melhor montagem e melhor fotografia.

Por The Father, o britânico Anthony Hopkins, que não esteve presente à cerimônia, conquistou o segundo Oscar de melhor ator, 30 anos após a sua premiação pelo papel em O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme.

Veja, a seguir, os ganhadores do Oscar 2021:

Melhor Filme
Nomadland
Melhor Ator
Anthony Hopkins, por Meu Pai
Melhor Atriz
Frances McDormand, por Nomadland
Melhor Direção
Chloé Zhao, por Nomadland
Melhor Ator Coadjuvante
Daniel Kaluuya, por Judas e o Messias Negro
Melhor Atriz Coadjuvante
Yuh-Jung Youn, por Minari
Melhor Roteiro Adaptado
Christopher Hampton, Florian Zeller, por Meu Pai
Melhor Roteiro Original
Emerald Fennell, por Bela Vingança
Melhor Filme Internacional
Durk – Dinamarca
Melhor Fotografia
Mank
Melhor Documentário
My Octopus Teacher
Melhor Documentário em Curta-Metragem
Colette
Melhor Curta-Metragem
Two Distant Strangers
Melhor Animação
Soul
Melhor Curta de Animação
If Anything Happens I Love You
Melhor Canção Original
Fight For You (Judas e o Messias Negro)
Melhor Trilha Sonora Original
Soul
Melhor Edição
O Som do Silêncio
Melhor Figurino
A Voz Suprema do Blues
Melhor Cabelo e Maquiagem
A Voz Suprema do Blues
Melhor Edição de Som
O Som do Silêncio
Melhor Design de Produção
Mank
Melhores Efeitos Visuais
Tenet

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal