Ferry boat de Guaratuba passa a aceitar cartão de débito

A partir desta terça-feira (22) os usuários do ferry boat de Guaratuba podem adquirir seus bilhetes para cruzar a baía utilizando cartão de débito. As máquinas que aceitam essa forma de pagamento eletrônico estão disponíveis em todas as bilheterias de ambos os lados da travessia, e o pagamento em dinheiro também continua sendo aceito.

A novidade cumpre mais uma exigência contratual da nova concessão de transporte público aquaviário de veículos e passageiros no local, que prevê a implementação de um sistema de cobrança com a maior eficiência possível, com o mínimo de desconforto e perda de tempo para os usuários, permitindo à concessionária a utilização de inovações tecnológicas. A fiscalização do cumprimento do contrato compete ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR).

Esta é uma das várias inovações e melhorias previstas na nova concessão, que incluem ainda a revitalização do pavimento, drenagem, iluminação e sinalização da área de concessão, implantação de ciclovias, e a reforma e adequação dos quatro atracadouros, incluindo rampas e flutuantes, já a partir deste primeiro ano de contrato.

Também serão revitalizadas edificações da área, incluindo a bilheteria secundária de Guaratuba, nos anos um e dois e nos anos sete e oito do contrato; a bilheteria da Prainha nos anos dois e oito; a lanchonete, o Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), instalações sanitárias, fraldário e área de convivência do lado de Guaratuba nos anos um e, depois, nos anos sete e oito.

A empresa deverá construir uma nova bilheteria principal em Guaratuba, um novo SAU em Prainha, e instalar sistema antiqueda de veículos nas embarcações do DER/PR, ainda no primeiro ano da concessão, com implantação de uma barreira flutuante para contenção de vazamento de óleo prevista para o segundo ano.

Todas as obras na área de concessão deverão ser aprovadas previamente pelo DER/PR, que irá também acompanhar o seu andamento.

TARIFA 

A tarifa da antiga concessão da travessia de veículos e passageiros na Baía de Guaratuba, encerrada em 6 de abril deste ano, havia sido penalizada pelo DER/PR em 2012, resultando no valor reduzido de R$ 7,40 vigente no final do contrato. Sem a penalidade, aplicada devido ao não cumprimento de cronograma de investimentos e melhorias e de outros itens contratuais, a tarifa prevista para a concessão antiga seria de R$ 9,60 em 2021.

Este valor de R$ 9,60, sem a penalidade, é quase 8% maior que o valor da nova concessão, que entrou em vigor com a tarifa básica de R$ 8,90.

FISCALIZAÇÃO 

A fiscalização da travessia, prezando pelo serviço adequado e visando a segurança do usuário e celeridade da operação, é de competência do DER/PR. Desde o início da nova concessão a fiscalização do DER vem tomando as medidas administrativas necessárias, através de notificações e autos de infração, obedecendo rigorosamente os dispostos em edital e em contrato.

Uma nova balsa com capacidade para 44 veículos e um rebocador começaram a operar na travessia este mês, cumprindo o previsto em contrato. A novidade melhorou o trânsito da travessia, que estava sendo realizado com três embarcações do tipo ferry boat, do DER/PR, desde que a nova empresa assumiu as atividades, em 7 de abril deste ano.

Por enquanto ela será operada com todas estas embarcações, com previsão de outras entrarem em atividade em breve, conforme exigências contratuais. Uma vez que isso aconteça, os ferry boats serão retirados da travessia para serviços de manutenção e adequações, um de cada vez, sem prejuízo para os usuários.

Em dezembro e janeiro cerca de 200 mil veículos utilizam a travessia, com o número variando de 70 mil a 100 mil nos demais meses. Aproximadamente 20 mil veículos utilizam a travessia gratuitamente todos os meses, incluindo moradores de Guaratuba, conforme estabelecido na lei estadual n.º 15.749/07, e veículos oficiais do Batalhão de Polícia Rodoviária, do Corpo de Bombeiros e ambulâncias a serviço, das forças militares em instrução ou manobra, e do Governo do Paraná, devidamente credenciados pelo DER/PR e a concessionária.

Mais informações sobre o ferry boat de Guaratuba estão disponíveis no portal do DER/PR, menu Ferry Boat.

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Trem que opera na serra do Mar ganha vagões especiais e de luxo

Ao viajar de trem, muitos turistas preferem entrar na história. Mas há os que preferem viajar em vagões mais novos ou temáticos. Para esses, a rota ferroviária entre Curitiba e Morretes, na serra do Mar paranaense, é uma boa opção a ser considerada, por atender os mais variados gostos – e bolsos.

A rota oferece os carros de passageiros convencionais, mas também vagões temáticos e até mesmo específicos para viagens com pets.

Os mais recentes a entrar em funcionamento são o carro desenvolvido para as viagens com animais de estimação e o que homenageia Ildefonso Pereira Correia (1849-1894), o Barão do Serro Azul, que foi o maior produtor de erva-mate do mundo e que foi morto durante a Revolução Federalista na ferrovia Paranaguá – Curitiba. Ambos são qualificados como “vagões boutique”.

O “carro do Barão”, como passou a ser chamado, tem uma varanda panorâmica de seis metros quadrados, em que é possível ao visitante sentir a natureza paranaense ainda mais de perto. Por suas características, é o último vagão da composição e também abriga menos passageiros que os carros convencionais: apenas 32.

Fabricado originalmente em 1954, o carro foi comprado pela Serra Verde Express, empresa que administra a rota ferroviária, num leilão em Vitória (ES). A reforma e transformação em vagão panorâmico custou R$ 530 mil.

Outro carro especial é o Imperial, com mesas de madeira (quadradas e redondas) que comportam quatro pessoas. Produzido com decoração refinada, foi inspirado nos anos 30, mais especificamente nos vagões-restaurante daquela década.

O Bove é o vagão destinado aos pets. Tem janelas panorâmicas e uma varanda central que acomoda até quatro pessoas.

O projeto envolveu o desenvolvimento de uma estrutura que permite que os animais fiquem fora das caixas de transporte na viagem, além de terem poltronas exclusivas. O vagão comporta 28 pessoas e possui 8 poltronas pets. Os animais de pequeno e médio portes podem viajar no colo dos passageiros e têm circulação livre pelo vagão, além de serviço de bordo, com um kit lanche especial.

O desenvolvimento desse carro, cujos assentos têm tecido impermeável, custou R$ 205 mil. Além desses, há os carros de primeira classe batizados de Foz do Iguaçu, Copacabana (ambos com estilo neoclássico) e Curitiba, com símbolos que remetem à capital do Paraná.

São litorinas (automotrizes, que operam com um carro somente) e, por terem ar condicionado e janelas fechadas, não têm sido utilizadas em tempos de pandemia.

Os bilhetes custam a partir de R$ 135 (carros convencionais). Os chamados carros boutique têm passagens a partir de R$ 240, enquanto na litorina custam R$ 270. O trem opera de sexta-feira a domingo.

Há, ainda, vagões das categorias standard (ar condicionado e poltronas estofadas), turística (assento duplo) e econômico.

Além da rota ferroviária entre Curitiba e Morretes, há outra ligando Morretes a Antonina, esta operada pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) e que busca na restauração de seus carros de passageiros deixá-los exatamente como eram no passado. A composição é tracionada por uma locomotiva fabricada em 1884.


Curitiba a Morretes (PR)
Duração: quatro horas e 15 minutos
Trecho percorrido: 70 km
Preços: a partir de R$ 135
Atrações: trecho de mata atlântica e cachoeiras

Informações Banda B

‘O Caso Evandro’: série baseada em fatos reais ocorridos em Guaratuba faz sucesso no Globoplay

No início da década de 90, algumas regiões do Brasil sofreram com o desaparecimento de crianças, o que causou a revolta da população e o sentimento de desespero por parte das famílias que poderiam ser vítimas desses ataques. E essa onda de sequestros atingiu uma família de Guaratuba, no Litoral do Paraná. 

Divulgação GloboPlay

Essa é a história principal da série documental O Caso Evandro, que estreou a pouco tempo no Globoplay. A produção é derivada de uma série de podcasts chamada Projeto Humanos, comandada por Ivan Mizanzuk. O documentário chamou a atenção de todo o Brasil tanto por destrinchar a história de uma época cheia de mistérios, como por revelar novas informações sobre o caso que também ficou conhecido como “As Bruxas de Guaratuba” (sem mais informações para evitar spoiler).

O Caso Evandro

Evandro Ramos Caetano desapareceu no ano de 1992 em Guaratuba, a cerca de duas horas de distância de Curitiba. Diferente de muitas crianças que sumiram na época, Evandro foi encontrado dias depois do seu sumiço, infelizmente, sem vida. O corpo da criança mostrava sinais de um crime de extrema brutalidade, o que horrorizou o Brasil, e a busca por culpados deixou a história ainda mais assustadora. Meses depois do assassinato, sete pessoas confessaram o crime, que teria sido feito por meio de um ritual. Porém, o caso ainda não estava nada resolvido.

Divulgação GloboPlay

A investigação do caso por Ivan Mizanzuk começou em 2015, mas foi em 2018 que ele uniu a grande quantidade de material coletado para criar a nova temporada do podcast Projeto Humanos. Em 2020, o programa apresentou a descoberta de novas fitas e trouxe uma reviravolta para o desfecho do caso, que é conhecido como o julgamento mais longo já registrado no Brasil. “[…] O Caso Evandro é um grande ensinamento sobre como é o nosso sistema criminal”, conta Mizanzuk. 

A ideia de transformar o podcast em uma série para o Globoplay foi de Mayra Lucas, da Gaz, que já acompanhava este formato de programa. Quando foi apresentada ao Projeto Humanos, decidiu que seria uma ótima ideia adaptá-lo para a televisão.

A série documental foi gravada em Guaratuba e conta não só com simulações, como também com entrevistas das principais pessoas envolvidas. O Caso Evandro estreou no dia 13 de maio no Globoplay.