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Ex-Diretor do Exército de Israel Justifica Mortes de Palestinos em Gaza

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Áudio Vazado de Ex-Chefe Militar de Israel Gera Polêmica

Um áudio vazado do major-general Aharon Haliva, ex-chefe da inteligência militar de Israel, levanta sérias questões sobre a responsabilidade militar e política em relação ao conflito em Gaza. Nas gravações, Haliva afirma que as mortes de milhares de palestinos são “necessárias para as gerações futuras”.

Declarações Controversas

No áudio, Haliva menciona que, em retaliação aos ataques de 7 de outubro, “para cada pessoa morta, 50 palestinos devem morrer”. Ele complementa, “não importa agora se são crianças”, revelando uma postura alarmante sobre as perdas de vidas civis.

Segundo Haliva, a cifra de 50 mil mortos em Gaza é “necessária” para as gerações futuras. O termo “Nakba”, que se refere à deslocação forçada de palestinos em 1948, é relembrado por ele, indicando que eventos trágicos são parte do que ele considera um aprendizado.

Contexto do Conflito

Haliva era chefe da inteligência militar em um período crítico, quando ataques do Hamas resultaram em 1.200 mortes israelenses no dia 7 de outubro de 2023. Ele renunciou ao cargo em abril de 2024, afirmando “responsabilidade de liderança”, sendo o primeiro alto oficial das IDF a fazê-lo.

As gravações, que parecem ser de conversas extensas, não identificam o interlocutor de Haliva. O ex-general insiste que os fracassos dos ataques de outubro não são de responsabilidade exclusiva das Forças de Defesa de Israel, acusando a liderança política e o Shin Bet, o serviço de segurança interno, de falhas na análise da ameaça do Hamas.

Haliva criticou o vazamento das gravações, classificando-as como fragmentos que não refletem a complexidade da situação. Em uma declaração ao Canal 12, ele lamentou as circunstâncias da gravação e a possível interpretação errônea de suas afirmações.

Pressões Internacionais e Consequências

Israel agora enfrenta uma crescente onda de críticas sobre o conflito em Gaza e os planos de ocupação da Cidade de Gaza. O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, manifestou que as ações de Benjamin Netanyahu são “totalmente inaceitáveis”.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, também expressou preocupações, afirmando que Netanyahu representa um problema por si só. Em contraste, o Hamas condenou as declarações de Haliva, afirmando que elas evidenciam decisões políticas que promovem crimes contra o povo palestino.

Um relatório das Nações Unidas classificou as ações de Israel em Gaza como possivelmente genocidas. Além disso, grupos de direitos humanos israelenses também acusaram o país de genocídio, enquanto o exército israelense rebateu essas alegações como infundadas, reiterando que suas ações respeitam o direito internacional.

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