Estado lança programa de arrecadação de brinquedos para crianças em vulnerabilidade

O Governo do Estado, por meio da Superintendência Geral de Ação Solidária, lança nesta quinta-feira (9) a nova edição da campanha Paraná Piá, voltada a arrecadar brinquedos novos para crianças em condição de vulnerabilidade social. Também será opcional a doação de roupas e calçados (peças de vestuário em geral) novos. O objetivo é transformar a realidade de pequenos paranaenses até o Dia das Crianças, comemorado em outubro.

Os pontos de coletas estão localizados em 40 quartéis do Corpo de Bombeiros de todas as regiões do Estado (confira os endereços AQUI). As arrecadações serão destinadas, por lotes, para as Secretarias Municipais de Assistência Social conforme os critérios estabelecidos pela campanha. A Defesa Civil também colabora com a organização e ajudará na distribuição dos donativos.

“Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 muitas famílias estão voltando ao convívio social, mas por outro lado, muitas delas, que já vivem em situação de vulnerabilidade social, estão sentindo ainda mais os impactos causados pela pandemia, tanto econômico, como familiar e emocional. Para muitas delas, um presente pode ser capaz de amenizar a dor, o sofrimento e a saudade”, disse a presidente do Conselho de Ação Solidária e primeira-dama do Paraná, Luciana Saito Massa. 

“A campanha Paraná Piá vem para fazer um Dia das Crianças mais especial para quem tanto precisa. Está em nossas mãos transformar o futuro destas crianças”, acrescentou.

As bolas, bonecas, super-heróis, carrinhos, dinossauros, jogos de tabuleiro e demais brinquedos que forem arrecadados serão selecionados e higienizados, assim como as peças de roupa.

2020 – No ano passado, a campanha arrecadou mais de 15 mil brinquedos novos ou usados para celebrar o Dia das Crianças em meio à chegada da pandemia. Os 8.185 kits de brinquedos montados a partir das doações foram entregues a crianças de 0 a 12 anos internadas, em tratamento ambulatorial ou que realizaram consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dentro de hospitais da rede pública, universitária e filantrópica do Paraná. A campanha alcançou 119 hospitais de 90 cidades.

Confira o vídeo da campanha de 2021

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Predominância da Ômicron passa de 85% no Paraná, aponta Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Paraná confirmou na noite desta quarta-feira (19) à Secretaria de Estado da Saúde que o índice de predominância da variante Ômicron gira em torno de 85,3%. Agora, dentro de 190 novas amostragens analisadas, 162 positivaram para a cepa, e 28 para a Delta, que era predominante no Estado em 2021.

O Relatório de circulação de linhagens do vírus Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, do Instituto Carlos Chagas, já havia confirmado a predominância da variante no sequenciamento genômico de sábado (15). A análise considera testes coletados entre 3 e 9 de janeiro deste ano nas quatro macrorregiões do Estado em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).

“A presença e a circulação acelerada da Ômicron no Paraná são fatos. Já estávamos esperando desde a confirmação da variante no Brasil. Nossa média móvel de casos em janeiro é muito maior do que a de dezembro, isso mostra claramente a predominância da Ômicron, ultrapassando a Delta no Estado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. 

A cepa é considerada como “variante de preocupação” (VOC) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A VOC tende a induzir casos mais graves e aumentar a transmissibilidade da doença. 

“Precisamos que a população se conscientize e continue utilizando máscaras, lavando as mãos, usando álcool em gel e deixando a vacinação contra a Covid-19 em dia, seja com a primeira dose nas crianças, segunda dose em adultos e adolescentes e dose de reforço”, disse o secretário. 

A Sesa havia confirmado oito novos casos da variante nesta quarta após o Relatório de Sequenciamento Genômico da Fiocruz Rio de Janeiro, somando 100 registros da variante. Com o sequenciamento da Fiocruz Paraná, o Estado passa a ter 262 confirmações da Ômicron, sem óbitos registrados. 

Os casos identificados serão inseridos no monitoramento oficial do Estado nos próximos dias, após investigação epidemiológica para identificação do perfil, município de residência e evolução dos infectados.

Empréstimo por telefone é proibido para aposentados do Paraná

É comum ouvirmos relatos de pessoas que se aposentaram ou que sequer foram informados pelo INSS de que a aposentadoria foi confirmada e já recebem ligações insistentes, a qualquer hora do dia ou da noite, de bancos e financeiras oferecendo empréstimos consignados, aqueles que são descontados direto do pagamento.

Mas uma lei criada na Assembleia Legislativa do Paraná acaba com uma das práticas comerciais que mais geram reclamações nos órgãos de defesa do consumidor: a insistência da oferta de crédito por parte de bancos e financeiras via telefone, o chamado marketing ativo. Desde 2020 as instituições financeiras estão proibidas de ofertar e celebrar contrato de empréstimo consignado para aposentados e pensionistas através de ligação telefônica.

A lei 20.276/2020 tem o objetivo de proteger os aposentados e pensionistas de ações que, em muitos casos, levam a um prejuízo ainda maior para eles. Uma oferta de empréstimo que parece vantajosa, mas que pode gerar muita complicação no rendimento mensal. Sem contar os casos em que, após uma ligação, o empréstimo é realizado sem que haja o aval do consumidor.

Pela legislação, aposentados e pensionistas só poderão contratar o crédito via telefone caso eles liguem para a empresa. Mas o contrato deverá ser enviado por e-mail, carta ou qualquer outro meio físico para que seja assinado pelo contratante e para dar a possibilidade de o aposentado ter ciência de todas as cláusulas da negociação.

Caso as empresas insistam em ofertar esse tipo de empréstimo por telefone, o consumidor poderá abrir uma reclamação nos órgãos de defesa. Para isso, é recomendado que a pessoa anote o horário e data da ligação, o nome da empresa que ligou, e se possível o nome do atendente.

As empresas que descumprirem a legislação podem pagar uma multa com valor inicial de R$ 23.700,00 e que pode chegar a R$ 237 mil em caso de reincidência.

“Com essa lei, a gente não está afetando a livre iniciativa. O que nós queremos é proibir uma prática abusiva e nociva”, disse o deputado Evandro Araújo (PSC), autor da proposta aprovada na Assembleia Legislativa. “A nossa lei está respaldada porque protege o consumidor de uma prática que se tornou lesiva no Paraná e no Brasil”, completou.

Quer saber mais sobre essa lei e outras que garantem o direito do consumidor? Baixe o aplicativo Agora é Lei no Paraná no seu celular e tenha os seus direitos na palma da mão. Mais informações sobre o aplicativo você confere no site da Assembleia Legislativa do Paraná.