Governo do Paraná Anuncia Investimento em Polo Tecnológico da Mandioca
Na Feira Internacional da Mandioca (Fiman), realizada em Paranavaí, o Governo do Estado anunciou um investimento de R$ 1,5 milhão para a implantação de um Polo Tecnológico da Mandioca na Região Noroeste do Paraná. O projeto, que será coordenado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), visa impulsionar a cadeia produtiva deste importante cultivo no estado.
Foco em Inovação e Sustentabilidade
O Paraná se destaca como o maior produtor nacional de mandioca destinada à indústria, especialmente na produção de fécula e farinha. O novo polo tecnológico tem como objetivos principais a inovação, a sustentabilidade e a valorização da agricultura familiar, atuando com apoio científico e tecnológico da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia) e do Tecpar.
O secretário Alex Canziani enfatizou que o polo tecnológico será um hub para ações de pesquisa, inovação e capacitação, além de promover o desenvolvimento regional e a geração de emprego e renda. “Esse projeto irá agregar valor ao setor, modernizando e integrando a cadeia da mandioca, transformando-a em um modelo de inovação, sustentabilidade e competitividade”, declarou.
Estruturação do Projeto
Com duração prevista de 14 meses, o projeto inclui a criação de um laboratório de controle de qualidade e um núcleo de pesquisa voltado para amidos modificados e alimentos funcionais, estabelecendo parcerias com universidades e centros de pesquisa. A planta-piloto terá como objetivo desenvolver tecnologias que utilizem a mandioca em bioplásticos, bioenergia e farmacotécnicos, além de incentivar a inovação em produtos sem glúten e ingredientes de “clean label”.
De acordo com Lanes Randal Prates Marques, diretor de Tecnologia e Inovação do Tecpar, o projeto visa valorizar a cadeia produtiva da mandioca e abrir novos mercados. “Há um potencial expressivo para diversificação de usos, abrangendo desde alimentos funcionais até produtos biotecnológicos”, afirmou.
Desenvolvimento Regional e Impactos Socioeconômicos
O projeto também inclui capacitação técnica para pequenos e médios produtores, oferecendo apoio continuado e incentivando práticas produtivas eficientes e sustentáveis. Além disso, almeja a validação de tecnologias em escala piloto, com foco na integração entre produtores, indústria e centros de pesquisa.
As metas do programa incluem um aumento de 20% na produtividade, uma redução de perdas e resíduos em até 35%, e um crescimento de 25% no faturamento médio das cooperativas. A iniciativa também prevê a inserção de pelo menos três novos produtos no mercado nacional e dois voltados para exportação.
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