Importância do Cadastro de Visitantes em Parques Estaduais
O desaparecimento, e posterior resgate, de um jovem de 20 anos no Parque Estadual Pico Paraná, localizado entre Campina Grande do Sul e Antonina, entre 1 e 5 de janeiro, destaca a necessidade do cadastro obrigatório de visitantes. Esse sistema visa garantir a segurança dos usuários nas Unidades de Conservação (UCs) do Paraná.
Cadastro obrigatório
O Instituto Água e Terra (IAT), responsável pela gestão das UCs, determina que todos os visitantes realizem um cadastro na entrada dos parques. Este procedimento é fundamental para o controle do número de pessoas que acessam as áreas e para a segurança dos frequentadores. No caso em questão, o jovem e seus acompanhantes entraram pelo acesso secundário do parque, que já estava fechado, sem preencher o cadastro.
Para efetuar o cadastro, os visitantes devem se dirigir às bases do IAT nas entradas dos parques e fornecer informações pessoais, telefone de contato, contatos de emergência e horário de início da trilha. Ao deixarem o parque, é necessário retornar à base para “fechar” a ficha de registro.
Segurança e gestão dos parques
Jean Alex dos Santos, gerente de Áreas Protegidas da Diretoria de Patrimônio Natural do IAT, afirma que o cadastro não apenas aumenta a segurança dos visitantes, mas também auxilia na administração dos parques. “Com o controle da quantidade de visitantes, podemos direcionar investimentos adequados para as UCs, melhorando a experiência dos usuários”, explica.
A falta de cumprimento dessa medida pode comprometer ações de resgate em emergências e resultar em penalidades. As infrações podem gerar multas que variam de R$ 500 a R$ 10 mil, conforme o decreto federal 6.514/2008.
Orientações específicas para UCs montanhosas
A importância do cadastro é ainda mais pronunciada em UCs montanhosas. No Parque Estadual Pico Paraná, por exemplo, os visitantes são orientados sobre os riscos da região e devem fornecer informações adicionais, como dados de saúde e equipamentos de segurança que possuem.
Os funcionários do IAT também oferecem recomendações essenciais sobre vestimenta apropriada, água e alimentação, além de aconselharem que os visitantes não ingressem sozinhos na UC. É sugerido que a trilha seja feita em grupos de ao menos três pessoas, e a contratação de guias experientes é aconselhada para aqueles sem familiaridade com o local.
Trajetos não autorizados
O IAT alerta que a área percorrida pelo jovem para chegar a Antonina é proibida. Esse acesso não está incluído na área de uso público do parque, como detalhado no Plano Emergencial de Uso Público, publicado em agosto de 2025.
Marina Rampim, chefe do Parque Estadual Pico Paraná, ressalta que esse trajeto é de alto risco devido às condições difíceis e à dificuldade de comunicação, colocando em perigo tanto os visitantes quanto as equipes de resgate. “Estamos trabalhando para aprimorar a sinalização do parque e restringir acessos não permitidos”, finaliza.
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