Estado amplia em uma hora funcionamento de restaurantes, bares e lanchonetes

O Governo do Estado decidiu ampliar em uma hora o funcionamento de restaurantes, bares e lanchonetes dentro deste pacote de medidas mais restritivas para enfrentamento da pandemia de Covid-19 – as determinações passam a vigorar a partir desta sexta-feira (28). Agora, esse grupo comercial poderá ficar aberto até as 21 horas. A venda e consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos, contudo, seguem permitidas apenas até as 20 horas, mesmo horário do chamado “toque de recolher”. O decreto 7.737/2021, já com a alteração, será publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (27).

De acordo com a Casa Civil do Estado, responsável pela peça jurídica, esse ramo também é considerado essencial por fornecer alimentação. A intenção é permitir que as pessoas que já estão nos estabelecimentos possam terminar a refeição até as 21h, sem consumo de álcool após as 20h. Ou seja, serão exceção à regra de limitação de circulação, com início às 20 horas. O atendimento, contudo, precisa ser restrito a 50% do público no salão. Já na modalidade de entrega fica permitido o funcionamento 24 horas. Fica vedado o consumo no local nos domingos, mas com o delivery permitido.

Esta é a única mudança em relação ao decreto publicado na terça-feira (25). As novas regras começam a vigorar às 5h desta sexta-feira (28) e valem até as 5h do dia 11 de junho. Medidas mais rígidas adotadas pelos municípios terão apoio da administração estadual.

O texto prevê restrição da circulação de pessoas e de venda e consumo de bebida alcoólica em espaços de uso público ou coletivo depois das 20 horas. Comércio e atividades não essenciais seguem proibidas de funcionar aos domingos. Isso se aplica a restaurantes, shopping centers e academias.

Nos outros dias da semana, o comércio de rua, galerias, centros comerciais e estabelecimentos de prestação de serviços não essenciais em municípios com mais de 50 mil habitantes poderão abrir ao público das 9h às 18h, com 50% de ocupação (o texto anterior era das 10h às 22h). Aos domingos e fora desses horários, durante a semana, só será permitido o atendimento na modalidade delivery.

Os shoppings, que até então podiam funcionar das 11h às 22h, devem abrir até as 20h, com 50% da ocupação. Os supermercados, que não tinham limite de horário, poderão atender das 8h às 20h, com 50% de ocupação, com permissão de funcionarem 24 horas somente para entregas. As academias podem funcionar das 6h às 20h, com até 30% da ocupação. Os museus também poderão abrir das 10h às 20h, com limitação de 50% do público.

Serviços e atividades essenciais, como farmácias e clínicas médicas, não terão que atender as regras de toque de recolher e de funcionamento. Os serviços considerados essenciais estão especificados no decreto 4.317, de 21 de março de 2020.

DEMAIS ATIVIDADES 

Continuam proibidas atividades que causem aglomerações, como casas de shows, circos, teatros e cinemas; eventos sociais e atividades correlatas em espaços fechados, como casas de festas, de eventos, incluídas aquelas com serviços de buffet; os estabelecimentos destinados a mostras comerciais, feiras, eventos técnicos, congressos e convenções; casas noturnas e correlatos; além de reuniões com aglomeração de pessoas, encontros familiares e corporativos.

As práticas religiosas devem atender a Resolução 440/2021 da Secretaria da Saúde, publicada em 26 de fevereiro, que orienta templos, igrejas e outros espaços a adotarem, preferencialmente, o formato virtual. Em casos de atividades presenciais, os locais devem respeitar o limite de 35% da ocupação.

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7 milhões de doses foram aplicadas no Paraná; 63% dos adultos já receberam uma vacina

O Paraná ultrapassou, nesta terça-feira (20), o marco de 7 milhões de vacinas aplicadas contra Covid-19. A data é alcançada dois dias após a campanha de imunização completar seis meses. São 7.094.359 aplicações: 5.232.935 primeiras doses (73,8% do total aplicado), 1.581.346 segundas doses (22,3%) e 280.078 doses únicas (3,9%).

Da população adulta paranaense, estimada em 8.720.953 pessoas, 63,21% já receberam ao menos uma dose. A meta da Secretaria Estadual da Saúde é atingir 80% até agosto, e 100% até setembro.

Já o percentual da população completamente imunizada, que já recebeu a segunda dose ou dose única, está em 21%. Os dados são do Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), vinculado ao Ministério da Saúde.

O mês de julho também se destaca pela agilidade na imunização. Até o dia 19, foram 1.264.048 doses aplicadas no mês: uma média de 66.529 doses por dia. O número é o maior de toda a campanha de imunização. Até então, os maiores índices foram registrados em junho (média de 62.627 doses/dia) e abril (49.153 doses/dia).

“O Paraná está cada vez mais próximo de atingir a meta de vacinação, e já estamos criando um escudo imunológico contra o coronavírus. A vacina nesse momento é fundamental, ninguém pode deixar de tomar a segunda dose, ninguém pode simplesmente se recusar a tomar a vacina. Ela não é obrigatória, mas é uma opção que tem que ser levada em conta de maneira firme. Essa é uma decisão de amor, de solidariedade humana”, afirma o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

POPULAÇÃO EM GERAL 

Um dos destaques na vacinação do Paraná é a população em geral, faixa com maior número de imunizantes administrados. Com 2.033.701 doses aplicadas, o Paraná é o terceiro estado mais avançado no grupo, atrás de São Paulo (9.875.913) e Rio de Janeiro (2.197.416) e à frente de Rio Grande do Sul (1.913.983) e Minas Gerais (1.855.654).

Em números absolutos, o segundo grupo que mais recebeu doses no Estado foi o de pessoas de 65 a 69 anos (781.489), seguidos por trabalhadores da saúde (744.583), pessoas de 70 a 74 anos (603.835) e de 60 a 64 anos (599.142). No quadro geral, mulheres (55,6%) foram mais vacinadas que homens (44,4%).

Entre as aplicações, a maior parte (47,1%) foi fabricada pela Fundação Oswaldo Cruz, na parceria com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford. A Coronavac (Instituto Butantan/Sinovac) representa 35,4%; a Cominarty (Pfizer/BioNTech) equivale a 13,5%; e a Janssen (Johnson & Johnson), 3,9%.

MUNICÍPIOS 

Entre os municípios com a maior porcentagem da população vacinada com a primeira dose, de acordo com Ranking de Vacinação contra a Covid-19 no Paraná, estão Maringá (72,13%), Pontal do Paraná (71,51%), Santa Cecília do Pavão (68,73%), Guaraqueçaba (67,96%) e Barra do Jacaré (65,09%).

Na segunda dose, se destacam Barra do Jacaré (29,85%), Miraselva (23,95%), Nova Laranjeiras (23,71%), Terra Roxa (23,28%) e Esperança Nova (22,44%). Já na dose única, lideram a vacinação Itaperuçu (8,78%), Porto Vitória (8,76%), Sertanópolis (7,97%), Siqueira Campos (7,32%) e Manoel Ribas (7,15%).

No número absoluto total de aplicações, Curitiba lidera o ranking com 1.255.727 doses. Na sequência, estão Londrina (362.911), Maringá (342.350), Cascavel (216.049), Ponta Grossa (185.914), Foz do Iguaçu (174.221), São José dos Pinhais (159.665), Colombo (117.309), Paranaguá (111.927) e Guarapuava (92.848).

NOVAS DOSES 

Nesta semana, o Paraná recebe um novo lote de 453,7 mil vacinas contra Covid-19. São 296.550 doses do imunizante Covishield, da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz; 88.200 da CoronaVac, do Instituto Butantan/Sinovac; e 69.030 doses da Comirnaty, produzida pela Pfizer/BioNTech. As doses chegam entre segunda (19) e quarta-feira (21).

Os imunizantes são destinados ao avanço da aplicação de primeira dose na população em geral e população de fronteira, além da segunda dose para comorbidades, pessoas com deficiência permanente, gestantes e puérperas e população geral.

Paraná confirma mais quatro casos da variante delta na região de Curitiba

A Secretaria da Saúde do Paraná confirmou nesta segunda-feira (19) mais quatro casos da variante delta no Estado, todos na área da 2ª Regional de Saúde (da Grande Curitiba). Os confirmados são em Curitiba, Araucária, Piên e Piraquara. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão ainda não é considerada comunitária porque o estudo dos casos segue em andamento.

Os quatro casos confirmados são um homem de 78 anos, de Araucária, que foi a óbito em 30 de junho; um homem de 64 anos, de Piên, que foi a óbito no dia 11 de julho; uma mulher gestante de 24 anos, de Curitiba, que está bem, se recuperou da doença; e um adolescente de 13 anos, de Piraquara, que também evoluiu satisfatoriamente.  

O Paraná totaliza até o momento 13 casos confirmados da variante delta, com seis óbitos. Todos passaram sequenciamento genômico realizado pelo Laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Já são nove cidades com casos: Curitiba, ApucaranaFrancisco Beltrão, Rolândia, MandaguariSão José dos Pinhais, Piên, Piraquara e Araucária.

Segundo técnicos da Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde e da Sesa, a avaliação sobre o cenário da transmissão da variante delta no Paraná é permanente.

“O Paraná está atento à transmissão da variante, considerada de atenção, desde os primeiros casos. Acompanhamos a investigação da rede de contatos dos casos confirmados. Existe uma investigação ampliada há dez dias com a participação de equipes do Ministério da Saúde, do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS), que estão pesquisando minuciosamente a rede de contatos dos casos secundários a até terciários dos confirmados”, explicou o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto.

Nesta terça-feira (20) o ministo da Saúde, Marcelo Queiroga, visitará o Paraná para acompanhar a campanha de imunização em Foz do Iguaçu, na região Oeste. A aplicação célere em cidades de fronteira é uma das estratégias contra a circulação de novas variantes no Estado.