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Estado alerta sobre tipos de violência contra a mulher e denúncias

Em março, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) intensifica suas iniciativas de conscientização através do programa Mulher Segura, que visa combater a violência doméstica e o feminicídio. No próximo sábado (14), a ação se estenderá à Capital e a diversas cidades do Interior, com palestras e distribuição de materiais informativos sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher.

Tipos de Violência

Embora a violência física, como agressões corporais, receba mais atenção, outras formas de violência são igualmente preocupantes. A violência psicológica, que atinge a autoestima da mulher por meio de ameaças e constrangimentos, é muitas vezes invisível, como destaca o tenente-coronel da Polícia Militar do Paraná, Cleverson Rodrigues Machado.

Machado relata um caso em que uma mulher, após participar de uma palestra, revelou que sofria violência psicológica do ex-marido há anos, sem perceber a gravidade da situação. “Ela contou que ele a depreciava e, até hoje, sente medo ao encontrá-lo”, comenta o coordenador do programa Mulher Segura, evidenciando que as marcas da violência psicológica podem ser tão impactantes quanto as da violência física.

Aspectos Relevantes de Outros Tipos de Violência

A violência sexual inclui qualquer ato sexual sem consentimento e também se refere ao controle sobre métodos contraceptivos. Já a violência patrimonial emerge quando o agressor limita o acesso da mulher a bens e documentos, enquanto a violência moral se caracteriza por xingamentos e publicação de informações íntimas para humilhação.

Reconhecer essas formas de violência é um passo crucial para interromper situações abusivas. “As mulheres devem entender que esses comportamentos são violências e que elas têm a capacidade de se libertar”, enfatiza Machado.

Ciclo da Violência

Outro componente importante abordado no programa é o ciclo da violência. Este ciclo inicia-se com uma fase de aumento da tensão, seguida por agressões e a fase da “lua de mel”, quando o agressor se desculpa e promete mudar. “O rompimento desse ciclo depende do estágio de maturação de cada vítima”, explica Machado, alertando que cada mulher tem sua própria decisão sobre como reagir à violência.

Um exemplo recente envolve uma mulher que, após relatar agressões ao policiamento, decidiu não seguir com a denúncia. Quatro dias depois, ao enfrentar novas violências, ela optou por agir, resultando na prisão do agressor. “Nosso trabalho de conscientização pode ter plantado uma semente de mudança”, reflete o tenente-coronel.

Mobilização no Mês Mulher Segura

No dia 14, as Forças de Segurança do Paraná promoverão uma grande mobilização em diversas praças de cidades como Curitiba, São José dos Pinhais e Londrina, para disseminar informações sobre o combate à violência contra a mulher. Representantes da Polícia Militar, Civil, Penal, Científica e do Corpo de Bombeiros estarão presentes para apoiar a causa. Detalhes sobre locais e horários das atividades podem ser consultados nas redes sociais da SESP.

Sobre o Programa

O Programa Mulher Segura, criado em 2023, atua na prevenção da violência doméstica e do feminicídio em todo o Paraná. Com palestras e campanhas educativas, o programa já alcançou cerca de 224 mil pessoas e treinou mais de 1.400 policiais e bombeiros para atuarem como multiplicadores de informações sobre os direitos das mulheres.

Como Denunciar

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados à Polícia Militar pelo telefone 190, ou através do telefone 197 da Polícia Civil do Paraná. Também é possível realizar denúncias de forma anônima pelo Disque Denúncia 181, disponível 24 horas por dia em todo o Estado.

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