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Entidades financeiras apoiam atuação do Banco Central no caso Master

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Recentemente, quatro entidades representativas do setor financeiro manifestaram apoio ao Banco Central (BC) em relação à liquidação do Banco Master, destacando a importância da autonomia da instituição reguladora. O apoio é uma reação às discussões em torno das decisões tomadas pelo BC nesse processo.

Defesa do Banco Central

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Zetta, que abrange empresas de serviços financeiros, publicaram uma nota conjunta em defesa da atuação do Banco Central. O documento enfatiza a necessidade de preservar a autoridade técnica e a independência do regulador em meio a questionamentos sobre suas decisões.

As entidades afirmam que a presença de um regulador técnico e independente é fundamental para a estabilidade do sistema financeiro. O texto ressalta que o Banco Central tem exercido sua função de forma técnica, prudente e vigilante, contribuindo para um ambiente de confiança.

Riscos de Revisão das Decisões

O comunicado alerta para os riscos associados a uma possível revisão das decisões técnicas do Banco Central por outros órgãos. As entidades argumentam que essa eventualidade poderia criar um ambiente de instabilidade regulatória, colocando em risco a segurança jurídica e a previsibilidade das decisões, fundamentais para a confiança no sistema financeiro.

As associações, que representam mais de 100 instituições e cerca de 90% do setor financeiro brasileiro, defendem a importância da autonomia do Banco Central, sugerindo que a desvalorização de sua autoridade poderia impactar negativamente a economia e aumentar os riscos para depositantes e investidores, principalmente no caso de pessoas físicas.

Supervisão Preventiva

A nota reforça que a atuação do Banco Central visa garantir que as instituições financeiras mantenham níveis adequados de capital e liquidez, além de políticas de risco adequadas aos seus modelos de negócio. As associações citam, como exemplo, a baixa incidência de instituições com problemas de solvência, mesmo durante crises financeiras, como a de 2008 e a pandemia de covid-19.

Apoio da Anbima

Em uma comunicação separada, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) também manifestou apoio à autonomia do Banco Central, sublinhando que as decisões de liquidação são técnicas e baseadas em critérios prudenciais. A Anbima adverte que qualquer reversão dessas decisões comprometeria a confiança nos pilares do sistema financeiro.

Acareação e Investigações

No mesmo dia em que as entidades se manifestaram, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter uma acareação no inquérito que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master. A audiência está agendada para a próxima terça-feira (30) e reunirá o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

A acareação tem como objetivo confrontar as versões sobre a atuação do Banco Central e averiguar indícios de fraude na tentativa de venda do Banco Master ao BRB. O processo tramita em sigilo no STF após a decisão de Toffoli, que acolheu o pedido da defesa de Vorcaro e manifestou preocupação com eventuais falhas no processo de supervisão e fiscalização do banco liquidado.

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