Enem Digital 2021 terá recursos de acessibilidade

A versão digital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 terá recursos de acessibilidade inéditos como prova ampliada, superampliada e com contraste, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ao todo, serão 101.100 vagas para o Enem Digital. Essa versão do exame será exclusiva para quem já concluiu o ensino médio ou que está concluindo a etapa em 2021.

Entre os perfis de participantes que podem solicitar os atendimentos estão: pessoas com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual, surdocegueira, dislexia, deficit de atenção, transtorno do espectro autista, discalculia, gestantes, lactantes, idosos, além de pessoas com outra condição específica.

Segundo o Inep, também será permitido que os inscritos usem materiais próprios que auxiliem na realização da prova no computador, como máquina de escrever em braile, caneta de ponta grossa, óculos especiais, tábuas de apoio, multiplano e plano inclinado.

Tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), tempo adicional e salas acessíveis estão previstos no edital. Cão-guia, medidor de glicose, bomba de insulina, além de aparelhos auditivos ou implantes cocleares também serão permitidos no Enem Digital 2021.

O Inep esclarece que os participantes que precisam de recurso de acessibilidade diferente dos previstos no edital do exame digital terão o atendimento assegurado na versão impressa do exame.

O período de inscrições do Enem 2021, incluindo o prazo para solicitar atendimento especializado, começa no dia 30 de junho e vai até 14 de julho. Os procedimentos deverão ser realizados por meio da Página do Participante. Tanto a versão digital quanto a impressa desta edição serão aplicadas nos dias 21 e 28 de novembro, além de contarem com provas de itens iguais.

O Enem Digital foi aplicado pela primeira vez na edição de 2020. O objetivo é que o exame seja completamente digital até 2026. Ao todo, 93 mil candidatos se inscreveram para fazer as provas por computador. Cerca de 30 mil candidatos fizeram o exame.

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Prazo para candidatos do Enem 2021 pedir isenção termina nesta sexta-feira

O prazo para pedir a isenção na taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 termina nesta sexta-feira (28) às 23h59. Também se encerra hoje o período para justificar a ausência no exame de 2020. Ambos os processos devem ser feitos no site oficial do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), na Página do Participante no link.

O pedido de isenção da taxa é anterior ao prazo de inscrições. Por isso, o Inep alerta que ter a aprovação da isenção do Enem 2021 ou da justificativa de ausência no Enem 2020 não garante a inscrição. Esse procedimento deve ser feito por todos os participantes, isentos ou não, seguindo o calendário oficial. As datas das inscrições e para a aplicação das provas ainda não foram divulgadas.

Quem tem direito à isenção?

Segundo as regras do Inep, quem pode pedir a isenção do Enem 2021 são pessoas que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou que foram bolsistas integrais durante toda a etapa educacional. Estudantes que estão no último ano do ensino médio na rede pública, no ano de 2021, também têm direito ao benefício

O mesmo vale para quem vem de famílias com baixa renda e está em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Neste caso, o participante precisa comprovar que já está vinculado ao Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

O que a isenção tem a ver com a justificativa de ausência?

A justificativa só é importante para aqueles participantes que tiveram a taxa de isenção aprovada no Enem 2020, mas não compareceram às provas nos dois dias de aplicação. Assim, caso queiram fazer o Enem 2021 e solicitar novamente a isenção, precisam justificar a ausência no ano anterior.

O candidato deve incluir documentos datados e assinados que comprovem o motivo da ausência. Algumas situações que o Inep considera como passíveis de justificativa são: acidentes, morte na família, intercorrências médicas ou hospitalares, maternidade ou paternidade, intercâmbio acadêmico, deslocamentos, assaltos ou furtos e privação de liberdade.

Como pedir isenção?

Para solicitar a isenção da taxa de inscrição para o Enem 2021 e/ou justificar a ausência no Enem 2020, o participante deve seguir os próximos passos:

– Acessar a Página do Estudante;

– Selecionar a opção “Justifica de Ausência/Isenção”;

– Informar o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a data de nascimento;

– Informar um endereço de e-mail válido e um número de telefone para contato – essas informações podem ser usadas pelo Inep para enviar informações sobre o Enem;

– Preencher corretamente as informações solicitadas, inserir os documentos requeridos e verificar se a solicitação foi concluída com sucesso;

– Por último, deve criar um cadastro e uma senha de acesso para a Página do Participante, que deve ser utilizada para acompanhar a situação da solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2021.

O que observar na hora de fazer o pedido de isenção?

– Os dados pessoais informados devem ser iguais aos dados cadastrados na Receita Federal;

– Antes de fazer o pedido de isenção da taxa de inscrição, o participante precisa verificar a situação de seu CPF no site da Receita, uma vez que o Inep não aceita solicitações com CPF em situação irregular;

– O Inep não se responsabiliza pelo envio de informações a terceiros se houver cadastramento incorreto de e-mail ou número de telefone;

– Os dados referentes ao Número de Identificação Social (NIS) e a situação do ensino médio informados no Questionário Socioeconômico não poderão ser alterados. O NIS é a sigla para Número de Identificação Social. Nada mais é do que um número de cadastro feito pela Caixa Econômica Federal para identificar trabalhadores, beneficiários de programas sociais e beneficiários de políticas públicas do governo federal, estadual ou municipal.

Cerca de 600 escolas da rede estadual voltam às aulas presenciais

Aconteceu nesta segunda-feira (24) a reabertura gradual com aulas presenciais, em modelo híbrido, em cerca de 600 escolas da rede estadual do Paraná. Junto aos outros 200 colégios reabertos há 14 dias, a retomada permite que mais 40 mil estudantes, de 28 Núcleos Regionais de Educação (NREs), que englobam aproximadamente 150 municípios, voltem para a sala de aula.

O retorno se dá de forma escalonada e todas as instituições de ensino seguem um protocolo de segurança, que prevê o distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes, disponibiliza álcool em gel, exige o uso de máscara e afere a temperatura de alunos e funcionários antes do acesso às dependências das escolas. 

De acordo com o Secretário da Educação do Paraná, Renato Feder, o retorno presencial não é uma imposição. “Os pais não são obrigados a mandar seus filhos para a escola, eles têm a opção do ensino híbrido. E essa modalidade está indo muito bem no Paraná”, disse.

Feder aponta, ainda, que o feedback dos alunos tem sido positivo. Tanto no presencial, dentro das escolas, quanto no ensino remoto, em casa, a interação dos professores e entre a turma acontece de maneira efetiva. Os alunos que optarem por não ir às aulas presencialmente continuarão no ensino remoto via Google Meet e também pelas plataformas digitais do Aula Paraná na TV aberta, no YouTube, além do kit pedagógico impresso.

Uma das escolas a retornar foi o CE Shirley Catarina Tamalu Machado, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, que teve adesão de 60% dos alunos. Segundo o diretor João Batista Silva, cerca de 100 alunos voltaram às aulas presenciais.

“Estamos recebendo 5 turmas pela manhã (6º, 7º, 8º e 9º anos) e 5 turmas a tarde (só 6º anos). Temos em média 5 a 9 alunos por turma. Voltaremos de forma gradual e escalonada, testando o ambiente, pois é a primeira vez que a gente volta, em quase um ano e meio sem aula presencial”, disse. Ele aponta, ainda, que, nesse primeiro momento, a prioridade é o atendimento àqueles que tenham maiores dificuldades com relação à participação nas aulas digitais. “Estamos atendendo principalmente os alunos que estão fazendo atividade escrita, aqueles que não têm acesso à internet”.

No CE Humberto de Alencar Castelo Branco, também na Região Metropolitana de Curitiba, mas em Pinhais, mais de 100 alunos voltaram às salas de aula.

Evaldo Carlos Silva, diretor do colégio, descreve a preparação para esse momento de reabertura. “Primeiramente nós indicamos os alunos que iriam voltar. Nossa opção foi pelos alunos que estavam fazendo material impresso e também por aqueles que tinham menos participação. Juntamente com seus responsáveis, receberam as orientações com relação ao protocolo de segurança, entendendo a como será a dinâmica interna na escola, com respeito do distanciamento de 1,5 metro, uso de máscara, utilização da própria garrafinha de água. Organizamos tudo para que se tenha o mínimo de circulação possível no nosso pátio”, disse.

Silva garante que o CE está totalmente preparado para receber os alunos com segurança, mas que, mesmo assim, se os pais/responsáveis que não autorizarem seus filhos a retornar neste momento, há a opção da continuidade dos estudos em casa.

AVALIAÇÃO 

Para Feder, o retorno está sendo bem-sucedido. “A gente começou com 200 escolas, agora são mais de 600. E todas as informações até agora são de extrema segurança, cautela e cuidado com os protocolos. São 100% dos alunos de máscara, sempre com distanciamento”, declarou o secretário. 

TRANSPARÊNCIA 

Desde o dia 10 de maio até esta sexta-feira (21), aproximadamente 24 mil estudantes (com autorização dos pais ou responsáveis) e 12 mil profissionais da Educação – excluindo aqueles de grupos de risco – voltaram às 200 unidades escolares abertas para o modelo presencial.

Nessas duas semanas, houve 15 turmas com atividades suspensas e quatro colégios fechados. Também foram reportados 38 casos positivos em alunos, 32 casos em professores e 25 casos em funcionários. Em nenhum dos casos a transmissão ocorreu na escola, de acordo com os próprios contaminados.

Em cumprimento às resoluções e orientações das autoridades sanitárias e para manter os colégios como ambientes controlados e seguros para o ensino, a Secretaria e os núcleos regionais vêm fazendo um monitoramento dos casos de Covid-19 nas escolas. Além disso, a pasta também segue o protocolo de biossegurança e afasta os profissionais e estudantes, suspendendo as atividades em turmas e escolas, em caso de notificação de casos suspeitos ou confirmados da doença. A Secretaria vem seguindo, ainda, os decretos municipais que determinam a suspensão das atividades presenciais nas escolas.

ORIENTAÇÕES 

Na página Aulas Seguras 2021, a comunidade escolar encontra importantes orientações sobre o funcionamento das escolas para o ano letivo de 2021, com perguntas e respostas frequentes, uma cartilha com os principais procedimentos de biossegurança, cartazes com dicas para os estudantes e também o termo de compromisso para os pais e responsáveis que desejam o retorno presencial de seus filhos.