Em live semanal, Bolsonaro elogia novamente Itaipu

Ele destacou os investimentos da binacional em obras de infraestrutura, especialmente as duas pontes

O presidente Jair Bolsonaro voltou a citar a Itaipu durante sua tradicional live, transmitida via Youtube e redes sociais na noite dessa quinta-feira (20). Foi a décima segunda vez que o presidente mencionou a binacional em lives durante seu mandato, a segunda durante a gestão do general João Francisco Ferreira, que está no comando da empresa há 42 dias.

Itaipu é mencionada no trecho que começa em 22min, quando o presidente, em conversa com o Ministro da Infraestrutura, Capitão Tarcísio Gomes de Freitas, fala do lucro da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em 2020.

“E também, a gente não cansa de falar, Itaipu Binacional: estava lá o general Silva e Luna, agora entrou o general Ferreira. […] O que foi feito ano passado? […] Dois bilhões de investimento, só no ano passado”, disse Bolsonaro, reforçando que Itaipu é referência em boa administração de recursos.

O ministro concordou: “Tem muita coisa boa sendo feita, vamos destacar a ponte internacional de Foz do Iguaçu […], 50% de execução pronta.” A ponte que será construída em Carmelo Peralta também foi lembrada na conversa.

Mais adiante, em trecho que começa em 57min40seg, o presidente e o ministro falam sobre a questão do pedágio no Paraná. O Estado terá um investimento de R$ 42 bilhões na malha rodoviária, por meio de um modelo conjunto de concessão, permitindo a redução no valor da tarifa de pedágio – antiga demanda da população paranaense.

Ao todo, mais de 65 mil pessoas acompanharam a transmissão. Para assistir, clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=4NBPxdOxbOY

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Bolsonaro alerta para desabastecimento se ato de caminhoneiros não acabar domingo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira (9), que, se o movimento dos caminhoneiros não acabar até este domingo (12), o País terá problema de abastecimento.

Na transmissão semanal ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro disse que a categoria fez “uma coisa fantástica ao ajudar nesse movimento”. O presidente disse também que não influenciará na “vida” dos caminhoneiros por ser um chefe de Estado.

“Falaram que iriam manter o movimento até domingo, é um direito deles, que vão suspender depois de domingo, eu não influencio nessa área”, afirmou. O presidente declarou também que os caminhoneiros realizaram os protestos por livre e espontânea vontade e gastando dinheiro do próprio bolso. “Deram um recado para todos nós, de todos os Poderes, que estamos aqui em Brasília, que nós devemos respeitar a Constituição”, disse.

Mais cedo, após reunião com Bolsonaro e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, caminhoneiros indicaram que devem continuar mobilizados até serem recebidos pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Pacheco é pressionado pro caminhoneiros bolsonaristas a avaliar pedido de abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Temer ajudou a redigir “nota à nação” divulgada por Bolsonaro

O ex-presidente Michel Temer desembarcou em Brasília nesta quinta-feira (9) com a missão de fazer uma ponte entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Temer desembarcou em Brasília pela manhã e voltou para São Paulo no final da tarde. O encontro ocorreu dois dias depois de Bolsonaro atacar o Supremo e, em especial, Moraes.

O presidente conversou por telefone com Moraes, em ligação mediada por Temer. Segundo participantes do encontro, o ex-presidente teria chegado ao encontro já com a sugestão de intermediar o telefonema.

A conversa ocorreu antes da divulgação da nota de recuo de Bolsonaro, em que afirma que não teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”.

O texto, bem diferente do tom que Bolsonaro vem adotando nos últimos meses, foi redigido com ajuda do ex-presidente Temer.

“Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, afirmou o presidente.

Também participaram do encontro os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo). Eles vêm tentando, há semanas, reduzir a temperatura da crise entre os Poderes.

Segundo interlocutores, também participaram da redação final de nota de Bolsonaro.

O responsável por intermediar o encontro foi o AGU (Advogado-geral da União), Bruno Bianco. Ainda na quarta-feira (8), ele procurou Temer para propor o encontro.

Na gestão do emedebista, ele trabalhou na reforma da Previdência, cuja aprovação ocorreu no governo Bolsonaro. Segundo o ex-ministro de Temer Carlos Marun, Temer levou ao chefe do Executivo uma mensagem pela pacificação e contou ter ficado satisfeito com a conversa.

O ministro do STF Dias Toffoli também estimulou que houvesse o encontro conversando com aliados de Bolsonaro. A avaliação é que Temer, por ter indicado Alexandre de Moraes para o tribunal, era a pessoa mais correta para fazer a intermediação.

Bolsonaro passou os últimos dois meses com seguidos ataques ao STF e xingamentos a alguns de seus ministros como estratégia para convocar seus apoiadores para os atos do 7 de Setembro, quando repetiu as agressões e fez uma série de ameaças à corte e a seus integrantes.

“Essas questões [embates com o STF] devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no artigo 5º da Constituição Federal”, disse o presidente em texto assinado por ele.

“Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.”

Duas horas depois da divulgação a nota com recuo, nem o presidente ou qualquer um dos seus filhos publicou o texto em suas redes sociais.

Já Ciro Nogueira, autointitulado “amortecedor” no Palácio do Planalto, publicou o texto em suas redes e disse no Twitter: “A harmonia e o diálogo entre os Poderes compõem as bases nas quais se sustenta nosso país. O gesto do presidente @jairbolsonaro demonstra que estamos unidos no trabalho pelo que mais importa, a recuperação do nosso país e o cuidado com os brasileiros”.

O texto de Bolsonaro é encerrado com o lema “DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA”, da Ação Integralista Brasileira, movimento fascista e anticomunista fundado por Plínio Salgado em 1932, em São Paulo, que atraiu milhares de simpatizantes em todo o país.

Esta não é a primeira vez em que o presidente usou o mote. O integralismo voltou à esfera pública quando usado para divulgar o partido que o presidente tentou fundar, a Aliança pelo Brasil, após sua saída do PSL.