Em jogo fraco, Coritiba e Athletico não saem do zero pelo Brasileiro

O empate sem gols deste sábado (9), no estádio Couto Pereira, não foi bom para as pretensões nem de Coritiba, nem de Athletico-PR na Série A do Campeonato Brasileiro. O primeiro dos clássicos reservados para a 29ª rodada foi marcado por oportunidades escassas de gol e baixo nível técnico.

Sem vencer há 10 jogos, o Coxa segue na lanterna da competição, com 22 pontos, sete pontos atrás do Vasco, primeiro time fora da zona de rebaixamento. Se o Cruzmaltino e o Bahia vencerem as respectivas partidas neste domingo (10), a diferença para deixar o Z-4 pode subir para nove pontos. O Furacão, por sua vez, teve uma sequência de três vitórias seguidas interrompida e perdeu a chance de se aproximar das seis primeiras colocações, que classificam à próxima edição da Libertadores. O clube rubro-negro é o décimo, com 38 pontos, mas ainda pode cair uma posição no complemento da rodada.

Os primeiros 45 minutos foram de um Athletico com muitas dificuldades para sair jogando e um Coritiba apresentando mais volume e transpiração, mas sem inspiração. Aos 17 minutos, na única chance real de gol, o meia Martín Sarrafiore bateu de longe e o goleiro Santos espalmou. De resto, foi uma primeira etapa de muitos erros. Segundo números do Sofascore, site de estatísticas de futebol, os alviverdes só acertaram metade dos 30 lançamentos que tentaram e tiveram êxito em duas das 15 bolas que levantaram na área adversária. O time rubro-negro finalizou somente uma vez (para fora, nos acréscimos) e perdeu as oito bolas aéreas ofensivas que buscou.

O cenário não se alterou no segundo tempo. O Coritiba seguiu mais agressivo, mas sem finalizar com precisão. A exceção foi uma chute de fora da área do atacante Robson, aos nove minutos, que parou na trave direita de Santos. O Furacão sequer conseguiu assustar o goleiro Wilson, com a única tentativa – uma batida do meia Christian, da entrada da área – travada pela zaga alviverde. Pouco, muito pouco, para o que as duas equipes almejam no Brasileirão.

Os rivais voltam a campo somente no próximo fim de semana. No sábado (16), o Coritiba visita o Vasco às 21h (horário de Brasília), em São Januário, no Rio de Janeiro. No domingo (17), o Athletico recebe o líder São Paulo na Arena da Baixada, em Curitiba, às 16h. Os duelos são válidos pela 30ª rodada do Brasileiro.

Confira a classificação da Série A do Campeonato Brasileiro.

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Fábrica da Coronavac no Brasil só deve ficar pronta em outubro

Mesmo assim, é uma obra planejada para ser tocada em tempo recorde

O galpão que abrigará a fábrica de vacinas contra a covid-19 do Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo, ainda é uma estrutura vazia, escura por dentro, com concreto cru em pilares e paredes e cheiro de cimento fresco. Conhecer o lugar desperta para a realidade que é preciso paciência e contenção da ansiedade até que São Paulo possa produzir vacinas contra a covid-19, livrando o país da necessidade de importação de insumos, uma vez que isso só deve ocorrer no fim do ano, segundo os engenheiros encarregados do projeto.

Mesmo assim, é uma obra planejada para ser tocada em tempo recorde. Outras fábricas do Butantan ficaram prontas em um prazo mínimo de 18 meses. Para esta, o prazo é 10 meses, com obras civis já sendo executadas ao mesmo tempo em que o projeto final do empreendimento ainda está em desenvolvimento.

Ali ficarão reatores, biorreatores e centrífugas cuja missão é “fabricar” exemplares do coronavírus em escala industrial. O maquinário cria condições para que células similares às nossas, chamadas células-zero, sejam cultivadas e se reproduzam. Exemplares do coronavírus são injetados nessas células, de forma que os vírus possa também se reproduzir. Os vírus criados na fábrica são então inativados, um processo em que perdem a capacidade de continuar a reprodução. Viram antígenos virais, substâncias que, no nosso corpo, desencadeiam a produção de anticorpos. Até há possibilidade de criar os antígenos da covid em laboratório, mas não em escala industrial.

Esse é o material que, até aqui, é importado da China para a produção da vacina brasileira. O Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) chega aqui e é diluído e envasado para ser distribuído pelo País. Com a fábrica pronta, o IFA será nacional.

Projeto

“A fábrica foi originalmente projetada para fabricação de plasma” afirma o gerente de parcerias e novos negócios do Butantan, Tiago Rocca. Mas, diante da crise, foi adaptada e 0 galpão de 10 mil m³ que já existia recebeu reforma. “O que precisa é construir toda a parte de divisórias, criar um ambiente de entrada, vestiário, pisos, toda a parte de ar-condicionado e de utilidades.” A necessidade de uma fábrica específica para a covid-19 se deu por causa da forma como a vacina é produzida e dos requisitos de segurança. No caso da planta do Butantan que produz vacina da gripe, por exemplo, os vírus são cultivados em ovos, não em células. A planta foi feita de forma a ser flexível, para que no futuro possa abrigar “linhas de montagem” de outros antígenos.

Por ser uma fábrica de vírus, há todo um tratamento de isolamento de ar e solo para garantir a biossegurança. Os materiais começarão a ser instalados à medida que as obras civis terminem.

Segundo o gerente de Desenvolvimento Industrial do Butantan, Adriano Alves Ferreira, a fábrica terá três pisos. No mais alto, ficarão soluções necessárias à produção da matéria-prima, que serão tratadas e enviadas, por gravidade, ao andar térreo. É no térreo que ficará a produção. “No subsolo, temos toda a área de inativação viral, porque todo o efluente que vem dessas áreas (acima), necessita ser descontaminado antes”, afirma.

A obra está orçada em R$ 130 milhões, com financiamento da iniciativa privada. A expectativa é que, em 30 de setembro, o processo de comissionamento, para obter a autorização de funcionamento, seja solicitado junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Informações Banda B.

Consórcio de veículos de imprensa passa a divulgar número de vacinados contra a Covid-19 no Brasil

Até agora, apenas o Distrito Federal e cinco estados divulgaram seus números

A partir desta quinta-feira (21), o consórcio de imprensa formado pelos veículos Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 divulga diariamente os números de pessoas que receberam a vacina contra a Covid-19 no Brasil.

O levantamento vai trazer o número total de vacinados, a porcentagem em relação à população total, a porcentagem em relação à população com mais de 18 anos (já que as vacinas foram testadas nesse público e serão oferecidas apenas para ele neste momento), a porcentagem em relação às doses disponíveis e também a porcentagem de pessoas vacinadas em relação ao grupo prioritário da primeira fase.

Até agora, apenas o Distrito Federal e cinco estados divulgaram seus números -São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Maranhão. Neles, 109.097 pessoas foram vacinadas contra a Covid-19.

O consórcio foi formado em junho de 2020 em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19. Os veículos decidiram, então, formar uma parceria e trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

Em uma iniciativa inédita, equipes de todos os veículos dividem tarefas e compartilham as informações obtidas para que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus.

Informações Banda B.