Em dois dias, três empresas anunciam investimentos de quase R$ 3 bilhões no Paraná

Klabin, Gerdau e BRF, três das maiores empresas do País e referências em seus segmentos, anunciaram nos últimos dois dias investimentos vultuosos no Paraná para 2021 e os próximos anos. O aporte total das três chega perto de R$ 3 bilhões: são R$ 2,6 bilhões da Klabin para a instalação de uma máquina de papel cartão; R$ 292 milhões da BRF para modernizar seis plantas agroindustriais; e R$ 55 milhões da Gerdau para retomar a produção de aço em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.

“São notícias que chegam em boa hora porque a economia volta a dar sinais de recuperação depois da segunda onda. Tivemos um trimestre muito bom na geração de empregos, o melhor da história, e estamos avançando com os cuidados necessários na saúde, investimentos públicos, principalmente na infraestrutura, e um bom ambiente de negócios”, disse o governador Ratinho Junior.

Ele também destacou o fato dos investimentos mostrarem a força da produção paranaense em segmentos diferentes. A Klabin trabalha com papel e celulose, a BRF produz proteína animal e a Gerdau trabalha com indústria pesada (aço e minério de ferro). São empresas que geram milhares de empregos e são base econômica de muitos municípios de várias regiões do Estado, como Campos Gerais, Oeste e Sudoeste.

“O Estado tem um trabalho muito sólido de atração desses negócios. Contamos com uma das melhores agências do País, a Invest Paraná, responsável por atrair, sem esses anúncios recentes, mais de R$ 30 bilhões e mais de 60 mil empregos em quase dois anos e meio. Também temos diversos protocolos de tratamento tributário diferenciado e segurança jurídica”, acrescentou Ratinho Junior. “Queremos nos tornar um hub logístico da América do Sul e os investidores têm percebido que estamos num bom caminho”.

INVESTIMENTOS 

A Klabin anunciou nesta quarta-feira (5) o aporte adicional de R$ 2,6 bilhões no projeto Puma II, em Ortigueira. Os recursos serão usados para a instalação de uma máquina de papel cartão e se somam ao aporte anunciado em 2019, resultando em R$ 12,9 bilhões de investimentos no Estado em cinco anos (2019-2023).

O investimento é fruto de uma mudança de direção do projeto Puma II, que contempla a expansão de capacidade no segmento de papéis para embalagem, por meio da construção de duas máquinas de papel com produção de celulose integrada, na unidade industrial Puma em Ortigueira.

A empresa de alimentos BRF anunciou na terça-feira (4) um investimento de R$ 292 milhões para ampliação das suas unidades no Paraná. O valor deve ser aplicado até 2022 e abrange as unidades industriais de Toledo, Ponta Grossa, Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Carambeí e Paranaguá.

Entre os investimentos está a retomada da produção de perus na unidade de Francisco Beltrão, na região Sudoeste, que deve gerar mais de 400 empregos diretos. A modernização e ampliação da planta – que, hoje, é voltada principalmente à produção de frangos – inclui a integração de mais 200 aviários, além de investimentos na fábrica de rações e no incubatório.

A Gerdau, uma das maiores empresas de aço do País, anunciou, também na terça, a retomada da produção do metal na usina localizada no município de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O investimento será de R$ 55 milhões e as atividades devem recomeçar em agosto.

A empresa havia desativado as operações de produção em 2014. A retomada se dá em um cenário de ascensão da demanda por aço no mercado interno, especialmente nos setores de construção civil, infraestrutura e indústria. A expectativa futura é de atender também o mercado externo. A expectativa da empresa é de gerar 300 novos empregos diretos e mais de 6 mil indiretos.

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Consumo das classes C e D no Paraná cresceu em outubro, aponta pesquisa da Superdigital

No Paraná, o consumo das classes C e D em outubro apresentou aumento de 0,9% ante setembro, de acordo com a Pesquisa de Hábitos de Consumo da Superdigital, fintech focada em empoderamento econômico. O levantamento é realizado mensalmente e busca traçar o perfil do consumidor das classes C e D do Brasil.

Entre os paranaenses o crescimento foi impulsionado pelos gastos nos setores de Serviços (15%), Diversão e Entretenimento (15%), Lojas de Roupas (9%), Prestadores de Serviços (8%), Lojas de Artigos Diversos (8%), Supermercado (6%) e Combustível (5%). As baixas foram observadas nos setores de Rede Online (-21%), Hotéis e Motéis (-15%), Automóveis e Veículos (-12%), Companhias Aéreas (-10%) e Telecomunicações (-3%).

No Brasil, o aumentou foi de 6% em outubro ante setembro deste ano. Na pesquisa, o aumento foi puxado pela região Norte com um acréscimo de 8,5% no consumo. Outra região que registrou crescimento foi o Sudeste, com um aumento de 3,5%. Contudo, apresentaram queda o Centro Oeste (-5%), Nordeste (-3,1%) e Sul (-0,03%).

Na média do país, os setores que se destacaram com as altas mais significativas foram Diversão e Entretenimento (9%), Supermercados (8%), Lojas de Artigos Diversos (7%), Prestadores de Serviços (4%), Combustíveis (4%), Restaurantes (3%), Hotéis e Motéis (3%), Transportes (3%) e Drogaria e Farmácia (3%). Já os setores que mais tiveram quedas no consumo foram de Rede Online (-11%) e Companhias Aéreas (-6%).

Em relação ao ticket médio, em outubro houve aumento nos setores de Diversão e Entretenimento (7%), Restaurante (5%), Supermercado (3%) e Prestadores de Serviços (2%). Contudo, caiu a média de gasto com Serviços (-7%), Companhias Aéreas (-5%), Telecomunicações (-2%) e Automóveis e Veículos (-2%).

O levantamento mostrou também que o principal gasto no orçamento continua sendo com Supermercado (40,2%), seguido de Restaurante (12,6%) e Lojas de Artigos Diversos (9,8%).

Outro dado da pesquisa mostrou que 88% dos gastos totais em outubro foram feitos presencialmente, mantendo o indicador de setembro.

De acordo com Luciana Godoy, CEO da Superdigital Brasil, os números mostram que, como esperado, o último trimestre do ano deve ser de um relevante aquecimento no comércio de varejo. “Devemos continuar observando esse ritmo em novembro, com Black Friday e Copa do Mundo de Futebol, e em dezembro por conta das festas de final de ano. Esses meses são tradicionalmente de consumo maior, até mesmo pelo suporte do 13° salário. Outubro antecipou um pouco esse movimento, mas vemos claramente uma tendência de crescimento de consumo que deve permanecer nos próximos meses”, afirma a executiva.

Para acessar os dados da pesquisa, clique aqui.

Cinco erros que pais cometem ao ensinar finanças aos filhos

Como ensinar crianças a lidar com o dinheiro, sendo responsáveis por consumir de forma consciente e controlada? Se essa não é a pergunta de um milhão de dólares, no mínimo é uma questão importante para famílias que desejam deixar um legado de equilíbrio financeiro para seus filhos. Isso pode ser feito de diversas maneiras, mas alguns erros comprometem os resultados.

Para o consultor pedagógico e key account manager da Conquista Solução Educacional, Fernando Vargas, é preciso tomar cuidado na hora de ensinar finanças aos pequenos. O especialista menciona alguns dos erros mais comuns da educação financeira conduzida pelos pais e responsáveis.

  1. Não falar sobre dinheiro

O dinheiro e suas muitas relações com a vida cotidiana precisam fazer parte do dia a dia das famílias. “Não falar de dinheiro com as crianças, sejam de que idade forem, é o primeiro passo para que esse assunto se torne um tabu”, afirma Vargas. Explicar como o dinheiro funciona, de onde ele vem e o valor que tem é fundamental para educar crianças financeiramente conscientes.

  1. Sentir-se culpado por não comprar 

Muitas vezes, os filhos pedem por itens de consumo absolutamente desnecessários. Da balinha no supermercado ao brinquedo caro, nem toda vontade precisa ser imediatamente satisfeita. Sentir-se culpado por não cumprir com esse desejo só atrapalha. “Temos que saber falar não e não sentir medo da frustração dos nossos filhos, porque isso faz parte do processo. Traga o contexto, explique por que está dizendo não ou tente oferecer alternativas criativas ou um planejamento para que aquela vontade possa ser satisfeita no longo prazo”, sugere.

  1. Confundir consumo e consumismo

Consumir faz parte da vida contemporânea. É preciso comprar alimentos, roupas, sapatos e outros bens que ajudam a facilitar o dia a dia. No entanto, nem todo bem é indispensável. Saber avaliar o que é necessário e o que é apenas um desejo é outro passo importante para conseguir ensinar aos filhos como lidar com o dinheiro. Enquanto o consumo é fundamental, o consumismo é um erro grave.

  1. Faça o que eu digo, não o que eu faço

“Exemplo é tudo. Não adianta querer ensinar sem dar o exemplo, porque as crianças absorvem mais o que fazemos do que o que falamos. Não basta ensinar a gastar somente o necessário e poupar dinheiro, é preciso aplicar esses ensinamentos para que elas realmente compreendam a importância deles”, detalha o especialista.

  1. Não explicar a importância do equilíbrio entre trabalho e família

Quando os filhos são pequenos, muitas vezes sofrem com a separação sempre que os pais saem para trabalhar. Mas o trabalho é fundamental para a manutenção da família. “Nunca diga ao seu filho que você trabalha para pagar as contas dele, mas explique sempre que é o trabalho que permite manter a família. E, claro, tenha uma rotina que valorize tanto o trabalho quanto os momentos em família, os momentos de diálogo e diversão juntos”, finaliza.

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Sobre a Conquista Solução Educacional

A Conquista é uma solução educacional que oferece aos alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio uma proposta de educação que tem quatro pilares: a educação financeira, o empreendedorismo, a família e a educação socioemocional. Com diversos recursos, material didático completo e livros de Empreendedorismo e Educação Financeira, o objetivo da solução é ajudar, de forma consistente, os alunos no processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de suas capacidades. Atualmente, mais de 2 mil escolas de todo o Brasil utilizam a solução. 

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