Edital do Enem 2021 é divulgado: confira o calendário

Após o ministro da Educação, Milton Ribeiro, ir às redes sociais e antecipar, na segunda-feira (31) que o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2021 vai acontecer nos dias 21 e 28 de novembro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta quarta-feira (2) o edital com o cronograma do exame. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 30 de junho e 14 de julho.

Como os processos do exame dependem da divulgação do edital, documento oficial com todas as diretrizes e datas das provas, a realização do Enem 2021 ainda neste ano vinha causando incertezas – normalmente, o edital é divulgado em março e as inscrições começam em maio. Agora, mesmo com atraso em relação a anos anteriores, pessoas interessadas já podem se planejar.

A seguir, confira o calendário e as principais perguntas sobre o exame

Provas

As provas do Enem Impresso e do Enem Digital serão aplicadas no mesmo dia, o que, segundo o Inep, deve otimizar a elaboração dos Cadernos de Questões, já que as duas versões utilizarão os mesmos itens. Além disso, a participação dos “treineiros” – estudantes que ainda estejam cursando ou não tenham concluído o ensino médio – está garantida na versão impressa.

Cronograma

– De 30 de junho a 14 de julho: inscrições.

– Até 19 de julho: pagamento da taxa de inscrição.

– De 30 de junho a 14 de julho: atendimento especializado.

– De 19 de julho a 23 de julho: pedido de tratamento pelo nome social.

– 21 e 28 de novembro: realização das provas.

Qual o horário de realização das provas?

As provas seguem o horário de Brasília.

– Abertura dos portões: 12h.

– Fechamento dos portões: 13h.

– Início das provas: 13h30.

– Término das provas no 1º dia: 19h.

– Término das provas no 2º dia: 18h30.

Como e onde fazer a inscrição?

Todas as pessoas interessadas em fazer o Enem 2021, inclusive aquelas que solicitaram isenção da taxa de inscrição do exame até o dia 28 de junho, devem efetuar a inscrição no site oficial do Inep, na Página do Participante, do dia 30 de junho ao dia 14 de julho de 2021 às 23h59 (horário de Brasília-DF).

Na hora de se inscrever, o participante deve informar os seguintes dados:

– Número do CPF e data de nascimento (o Inep aceita apenas uma inscrição por número de CPF).

– Optar pela participação no Enem 2021 digital ou impresso (após concluir a inscrição, não será possível alterar essa opção).

– Informar endereço de email e número de telefone fixo ou celular válidos.

– Indicar a unidade da federação e o município onde deseja realizar o exame.

– Solicitar, se necessário, atendimento especializado (válido, por exemplo, para pessoas com deficiência).

– Selecionar a língua (inglês ou espanhol) em que realizará a prova de Língua Estrangeira.

– Criar cadastro e senha de acesso para a Página do Participante

Qual o valor da taxa de inscrição?

A taxa de inscrição do Enem 2021 é de R$ 85,00. O valor deverá ser pago até 19 de julho de 2021, respeitando os horários de compensação bancária, sob risco de a inscrição não ser confirmada. O Inep informou que não haverá prorrogação no prazo. O pagamento da taxa de inscrição vale somente para o participante que não solicitou ou não teve aprovada a isenção da taxa de inscrição.

Quantas vagas o Enem Digital oferece?

O Inep informou que o Enem Digital 2021 ofertará 101.100 vagas para os primeiros participantes que optarem por essa modalidade. Aqui, vale lembrar que o Enem não tem limite de inscrições na modalidade impressa, mas, por questões logísticas, a versão digital estabelece um teto para controle e monitoramento dos candidatos.

Neste ano, os participantes que optarem pela versão digital do exame também terão a oferta de atendimentos especializados. Os recursos disponíveis serão prova ampliada, prova superampliada, prova com contraste e locais de prova com acessibilidade para pessoas com deficiência.

O Enem Impresso respeita regras sanitárias?

Para a realização do Enem 2021, o Inep considera o cenário atual da pandemia no Brasil. Atualmente, o instituto e o consórcio aplicador fazem o mapeamento de possíveis locais de realização das provas que garantam o cumprimento das medidas sanitárias de prevenção contra a covid-19, como o distanciamento social. Como na aplicação do Enem 2020, realizada em janeiro de 2021, houve aglomeração e o não cumprimento de todas as diretrizes sanitárias, uma das possibilidades em estudo pelo Inep é o aumento do número de municípios de aplicação.

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Terminam hoje inscrições do Prouni para o segundo semestre

Terminam hoje (5) as inscrições do Programa Universidade para Todos (ProUni) para o segundo semestre deste ano. O prazo começou na última segunda-feira (1°) e encerraria ontem (4), mas foi prorrogado por mais um dia. Os estudantes interessados devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

O resultado da primeira chamada sai no dia 9 de agosto e as matrículas deverão ser realizadas entre 9 e 17 de agosto. Já o resultado da segunda chamada será divulgado em 22 de agosto, com matrículas entre 22 e 31 de agosto.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a partir dessa edição, em substituição à divulgação da informação da nota de corte, será divulgada a classificação parcial de cada candidato. O último ranqueamento será divulgado hoje. Com isso o candidato vai poder conferir mais uma vez a sua posição em relação aos seus concorrentes, que são aqueles que selecionaram as mesmas opções de inscrição que ele.

Para aqueles que não forem selecionados nas chamadas regulares, o programa oferece ainda a oportunidade de participar da lista de espera. Para isso, o estudante deve manifestar o interesse nos dias 5 e 6 de setembro. A divulgação do resultado da lista de espera sai no dia 9 de setembro e as matrículas deverão ser realizadas entre 10 e 16 de setembro.

O que é o ProUni

O ProUni é o programa do governo federal que oferece bolsas de estudo, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior. Nesta edição, mais de 190 mil bolsas serão ofertadas.

É preciso que o candidato tenha feito as edições de 2021 ou de 2020, ou ambas, do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e tenha alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não tenha tirado zero na redação. Outra exigência é a de não ter participado do Enem na condição de treineiro. Será considerada a edição do Enem com a melhor média de notas.

Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

O público-alvo do programa é o estudante sem diploma de nível superior. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa exclusiva para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica. Nesse caso, não se aplica o limite de renda exigido dos demais candidatos.

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Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

Crianças e adolescentes participam de debates sobre mudanças climáticas

Quantas vezes você deu espaço para ouvir o que uma criança tem a dizer? Essa é uma pergunta que traz reflexões que vão muito além do que somente escutar a opinião de crianças e adolescentes, mas sim envolvê-los na conversa e identificação de soluções sobre temas que afetam suas vidas. O direito à participação é um dos quatro princípios da Convenção dos Direitos das Crianças da ONU (Organização das Nações Unidas), e, no Brasil, está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Neste ano, o Comitê dos Direitos da Criança da ONU está elaborando o Comentário Geral N.º 26, que trata sobre os Direitos da Criança e o Meio Ambiente, com foco especial nas Mudanças Climáticas. Para isso, realizou uma chamada pública para consultar a opinião de crianças e adolescentes em diferentes países.

O projeto “Crianças e Mudanças Climáticas” é uma das iniciativas ao redor do mundo que atendeu essa chamada da ONU. Parceria entre o Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI), do Grupo Marista, com a Clínica de Direitos Humanos da PUCPR, UMBRASIL e Província do México Central, o projeto consultou 457 estudantes de cinco escolas Marista de Educação Básica no Brasil e oito no México.

“É fundamental relacionarmos a defesa dos direitos das crianças e adolescentes com o meio ambiente, como o Comitê de Direitos da Criança da ONU está fazendo para a produção do 26º Comentário Geral, principalmente levando em consideração como esse assunto está cada vez mais presente nos debates da mídia e nas conversas entre autoridades internacionais. As questões ambientais perpassam aos currículos das escolas, sendo um assunto que permeia a realidade de crianças e adolescentes, e a preocupação deles com o planeta é real e urgente”, destaca a analista de projetos do CMDI, Marcela Carsten.  

As meninas e meninos que participaram do projeto pediam, por meio de suas mensagens, para serem valorizadas na sociedade. Frases como “nos deem informações, que ao longo do tempo podemos ter novas soluções”, “só tem um planeta, não tem outro, por isso precisamos cuidar”, e “é importante sermos ouvidos, porque embora não pareça, o futuro do planeta aterroriza”, estão entre as respostas dos questionários utilizados na elaboração do trabalho, e mostram que meninos e meninas têm interesse nesses temas.

Para a coordenadora da Clínica de Direitos Humanos da PUCPR, Danielle Pamplona, é preciso entender que meninos e meninas têm o mesmo direito de se expressarem que os adultos. “O direito de liberdade de expressão vem acompanhado de outros direitos importantes: de receber informações, de buscar informações, e o direito de compartilhar informações”, explica Danielle.

Sob o olhar de quem importa

A campanha “Sob o olhar de quem importa”, criada em 2020, valoriza a participação de meninas e meninos sobre temas que afetam suas vidas. Neste ano, a iniciativa relaciona o ECA com as questões ambientais por meio de vídeos protagonizados por crianças, adolescentes e educadores, considerando suas opiniões a respeito dos desafios e oportunidades para cuidar da casa comum. 

Nos vídeos, oito estudantes Marista entre 10 e 17 anos destacam a importância de preservar o meio ambiente e mostram que entendem a urgência de tratar do assunto. “A gente degrada florestas, tira habitats de animais, perde nossa fonte de sustento, causa muitos problemas de saúde”, diz uma delas. Para outra: “Toda vez que a gente ignora a preservação do meio ambiente, é como se estivéssemos declarando a nossa autoextinção”.

Em outro vídeo da campanha, educadores também foram convidados a refletir sobre o direito à participação e o debate ambiental. “Os adultos ocupam um lugar de privilégio, com acesso à informação e à tomada de decisões, por isso, nosso papel é oferecer a crianças e adolescentes mais informações de qualidade e ações educativas, para que elas formem suas próprias opiniões e tenham confiança para tratar do tema”, recomenda Marcela. 

De acordo com a analista, ao longo da produção dos vídeos da campanha e também do projeto “Crianças e Mudanças Climáticas”, o diálogo com meninas e meninos possibilitou compreender o que eles entendem por mudanças climáticas. “Um desafio nessas discussões foi alinhar nossos vocabulários com o das crianças e adolescentes, usando termos que fizessem sentido para eles. Para que eles identificassem o tema com facilidade, articulamos a discussão do meio ambiente com cultura pop, música e poesia”, conta.

Segundo o presidente do Conselho Superior da UMBRASIL, Antonio Benedito de Oliveira, uma abordagem ecológica é também uma abordagem social, e meninas e meninos têm papel central: “As crianças, adolescentes e jovens têm uma nova sensibilidade ecológica e um espírito generoso, e alguns deles lutam admiravelmente pela defesa do meio ambiente”.

Ampliando o assunto, a coleção “Agenda 2030: para que ninguém fique para trás”, elaborada pelo EducaDyS, Pastoral Juvenil Marista do México e o Centro Marista de Defesa da Infância, tem como objetivo contribuir nas ações educativas com crianças, adolescentes e jovens sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS. Disponível em oito fichas, a coleção utiliza a metodologia Ver, Julgar e Agir, e possibilita que educadores, crianças, adolescentes e jovens vivenciem um caminho pedagógico com sugestão de atividades lúdicas e subsídios para reflexão sobre o tema. 

Para conhecer melhor essas iniciativas, acesse centrodedefesa.org.br  e os perfis do Grupo Marista no Instagram, Facebook e YouTube.

Sobre o Centro Marista de Defesa da Infância 

O Centro Marista de Defesa da Infância, do Grupo Marista, atua há 12 anos na proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes, por meio do fortalecimento da sociedade civil, da qualificação de políticas públicas e do controle social. Desenvolvemos campanhas e assessoramento sobre o enfrentamento à violência sexual e outros temas referentes aos direitos humanos, como a participação infanto-juvenil e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atuamos também no monitoramento de dados e do orçamento público do estado do Paraná e promovemos ações de incidência política em articulação com governos, redes, fóruns, comissões e conselhos de Direito. Saiba mais em centrodedefesa.org.br