Duzentos colégios da rede estadual retornaram às aulas presenciais nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira (10), 200 colégios estaduais paranaenses, em 68 municípios, retornaram às aulas presenciais, adotando o modelo híbrido de ensino, com parte dos alunos em sala de aula e parte em ensino remoto, assistindo às aulas ao vivo. Os espaços estão equipados com computadores e internet, possibilitando que os professores interajam com ambos os grupos de estudantes ao mesmo tempo.

Nesta segunda-feira (10), 200 colégios estaduais paranaenses, em 68 municípios, retornam às aulas presenciais, adotando o modelo híbrido de ensino, com parte dos alunos em sala de aula e parte em ensino remoto, assistindo às aulas ao vivo. Os espaços estão equipados com computadores e internet, possibilitando que os professores interajam com ambos os grupos de estudantes ao mesmo tempo. – Curitiba, 10/05/2021 – Foto: SEED

O retorno acontece em 15 dos 32 NREs (Núcleos Regionais de Educação), a maioria na região Oeste do Estado, sendo 55 colégios no NRE de Toledo, 27 no NRE Foz do Iguaçu, 22 no NRE Cascavel e 19 no NRE Umuarama. Os demais colégios estaduais permanecem no ensino remoto (por meio da plataforma digital Aula Paraná, das videoaulas exibidas na TV aberta e no YouTube, além dos kits pedagógicos impressos) e devem retornar às atividades presenciais gradualmente, ao longo das próximas semanas. Confira AQUI a lista de colégios com retorno presencial.

“O Paraná se destaca pela tecnologia, por ser um estado inovador na Educação. São várias ferramentas disponibilizadas para os alunos, e todas elas continuarão a serviço desses estudantes”, disse o secretário estadual da Educação, Renato Feder. “O fato de iniciarmos essa volta com aproximadamente 10% das escolas é para acompanhar o cumprimento dos protocolos indicados pela Secretaria de Estado da Saúde. Na medida em que observarmos a segurança desse grupo, ampliaremos o retorno gradativamente até chegar a 100% da rede”.

Feder acompanhou, nesta segunda-feira, o retorno presencial no Colégio Estadual Princesa Isabel, em Cerro Azul, no NRE da Área Metropolitana Norte. Além dele, também estiveram presentes o diretor de Educação da Seed, Roni Miranda, e o diretor-presidente do Instituto Fundepar, Marcelo Pimentel Bueno. A escola tem cerca de 1,5 mil estudantes, incluindo turmas do Ensino Médio, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e turmas no contraturno de Atividades Complementares e Atendimento Educacional Especializado.

Nesta segunda-feira (10), 200 colégios estaduais paranaenses, em 68 municípios, retornam às aulas presenciais, adotando o modelo híbrido de ensino, com parte dos alunos em sala de aula e parte em ensino remoto, assistindo às aulas ao vivo. Os espaços estão equipados com computadores e internet, possibilitando que os professores interajam com ambos os grupos de estudantes ao mesmo tempo. – Curitiba, 10/05/2021 – Foto: SEED

“A sensação de voltar é muito boa. Não tem o que pague a presença física dos alunos”, disse Ariete Beira, professora de Português no colégio. O sentimento também é compartilhado por Mateus Monteiro, de 15 anos, que cursa o 2º ano do Ensino Médio na instituição de ensino. “A expectativa é alta. Quero ver como vão ser as mudanças na sala e no colégio, e também rever os amigos”, conta.

Lucimere Maciel, mãe da Heloísa, do 2º ano do Ensino Médio, e da Lorena Maciel Ribeiro, do 8º ano do Ensino Fundamental, relata que as alunas estavam ansiosas para frequentar novamente as aulas no colégio. “Elas não viam a hora de voltar, até sonhavam com o retorno”, diz. Ambas estavam, até o momento, estudando por meio do kit pedagógico impresso.

VACINAÇÃO DE PROFESSORES – O retorno acontece paralelamente à vacinação dos profissionais da Educação, que ocorre neste mês, simultaneamente à das pessoas com comorbidades. Serão, de acordo com a Secretaria estadual da Saúde, 32 mil doses da vacina AstraZeneca destinadas a profissionais da Educação das redes estadual, municipal e privadas, começando pelas pessoas entre 55 e 59 anos. Outros 8 mil profissionais do setor já foram vacinados, no grupo acima de 60 anos.

CRITÉRIOS E PROTEÇÃO – Há três critérios para a definição de quais colégios devem ter prioridade para a volta das atividades presenciais. O primeiro deles é o acompanhamento das cidades onde houve retorno das redes municipais de ensino e do transporte escolar. Além disso, são priorizadas as instituições de ensino onde há alunos em situação de vulnerabilidade e sem acesso a equipamentos digitais para atividades remotas. Outro critério é a análise de colégios com maior número de professores fora do grupo de risco.

As instituições de ensino seguirão um protocolo de segurança, garantindo distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes, disponibilizando álcool em gel, reforçando a obrigatoriedade do uso de máscara e aferindo a temperatura de alunos e funcionários na entrada do colégio. Distanciamento, uso de máscara e aferição de temperatura também são regras dentro do transporte escolar.

O retorno presencial não é obrigatório. Pais, mães ou responsáveis legais que desejem o retorno dos estudantes devem assinar um termo de autorização a ser entregue na instituição de ensino. Os alunos que optarem por não ir às aulas presencialmente continuarão no ensino remoto (que inclui as plataformas digitais do Aula Paraná, videoaulas no YouTube e TV aberta, além do kit pedagógico impresso), que acontece desde o início deste ano letivo, em 18 de fevereiro.

INVESTIMENTOS – O Governo do Paraná investiu cerca de R$ 60 milhões em infraestrutura escolar no primeiro trimestre de 2021. Ao todo 124 obras foram iniciadas, contratadas ou concluídas. Os recursos também envolvem ampliações, reparos e construção de cinco novas unidades. Também está em andamento um aporte de R$ 12 milhões em novos equipamentos para cozinhas e refeitórios.

“Neste período de pandemia, aproveitamos que as escolas estavam vazias e realizamos muitas melhorias. Entregamos centenas de obras nos primeiros meses deste ano, inclusive nessas instituições que voltam nesta segunda-feira”, afirma Renato Feder.

ORIENTAÇÕES – Na página Aulas Seguras 2021, a comunidade escolar encontra importantes orientações sobre o funcionamento das escolas para o ano letivo de 2021, com perguntas e respostas frequentes, uma cartilha com os principais procedimentos de biossegurança, cartazes com dicas para os estudantes e também o termo de compromisso para os pais e responsáveis que desejam o retorno presencial de seus filhos.

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Cem escolas e CMEIs de Curitiba voltam às aulas partir de segunda-feira

Na próxima segunda-feira (19/7), 50 escolas e 50 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) voltam às atividades em formato de ensino híbrido (com aulas presenciais e videoaulas da TV Escola Curitiba).

Estas cem unidades fazem parte do programa Leia+, Liga pela Equidade, Igualdade e Alfabetizações, que inclui ações em favor da equidade e da alfabetização de acordo com a realidade de cada local. As famílias das crianças destas unidades já foram consultadas e optaram pelo formato de ensino híbrido. Com isso, cerca de sete mil estudantes estarão nas atividades presenciais a partir do dia 19.

A partir de 2 de agosto, todas as 415 unidades (185 escolas e 230 CMEIs) da rede municipal deverão retomar as atividades.

Com segurança

Para garantir um retorno seguro e dentro do Protocolo de Retorno das Atividades Presenciais, a Secretaria Municipal da Educação equipou todas as unidades com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), itens de limpeza, totens de álcool em gel 70%, termômetros e tapetes sanitizantes, entre outros produtos.

As escolas e CMEIs também estão recebendo serviços de sanitização com amônia quaternária, para matar fungos, vírus e bactérias. O produto é pulverizado nas superfícies.

A secretária municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila, destaca que já foram investidos mais de R$ 2 milhões em itens de prevenção ao coronavírus, desde o início da pandemia. “E mais aquisições serão feitas conforme a necessidade, incluindo máscaras, itens de higienização e aventais”, explica.

O CMEI Centro Cívico, da Regional Matriz, foi sanitizado nesta sexta-feira (16/7). A diretora Ana Beatriz Cerqueira disse que as salas já estão limpas e organizadas para receber as crianças. “Temos tapetes sanitizantes para limpeza dos pés, álcool e termômetros para aferir a tempetura na entrada”, conta Ana.

Vacinação

A Secretaria Municipal da Saúde já ofertou a vacinação (primeira dose) para todos os profissionais da Educação com mais de 18 anos.

“Pudemos volta ao ensino presencial com o avanço da vacinação para os professores, a bandeira amarela, a queda nos números da covid-19 e o nosso protocolo. Vamos monitorar a situação em todas as unidades”, frisa Maria Sílvia.

Escolha das famílias

A consulta para as famílias escolherem entre os modelos de ensino híbrido (presencial + videoaulas) ou remoto (videoaulas + kits pedagógicos) será disponibilizada de 19 a 23 de julho no site da Secretaria Municipal da Educação, como ocorreu no início deste ano, antes volta às aulas híbrida em fevereiro.

“Enquanto durar a situação de pandemia, a escolha continua sendo das famílias, que decidem se a criança vai frequentar presencialmente uma unidade de ensino ou se permanecerá acompanhando os conteúdos pelo ensino remoto”, pontua a secretária.

Protocolo próprio

Protocolo de Retorno das Atividades Presenciais traz os cuidados necessários nas unidades da rede municipal de ensino. Toda unidade tem um comitê local para organizar e monitorar a nova rotina, de acordo com as orientações do protocolo.

O documento foi construído a partir dos estudos e planejamento de um comitê composto por 28 membros de diversos segmentos e validado pelo Comitê de Técnica e Ética Médica da Secretaria Municipal de Saúde.

O protocolo prevê uso obrigatório de máscara, distanciamento entre as carteiras de 1,5 metro, horários alternados de intervalo, uso de álcool em gel, tapetes sanitizantes, interdição de bebedouros coletivos, aferição de temperatura, entre outros.

A ocupação máxima será de 50% da capacidade, o que varia conforme o tamanho da escola. 

Em caso positivo de covid-19, deve ser feito o isolamento do grupo, que deverá acompanhar as videoaulas e não mais no presencial. As decisões referentes a isolamento e/ou fechamento de turmas ou de uma escola depende da avaliação do distrito sanitário.

Principais cuidados

– Uso obrigatório de máscara para profissionais e estudantes
– Totens e frascos de álcool gel disponíveis
– Horários de entrada, saída, refeições e intervalos escalonados para evitar aglomerações
– Interdição de bebedouros coletivos
– Distanciamento social de 1,5 metro
– Desinfecção de mobiliário e materiais em geral com álcool 70%

Dúvidas?

Procure a unidade onde seu filho está matriculado ou os Núcleos Regionais da Educação

Veja a lista das unidades que retornam dia 19/7:

BAIRRO NOVO

EM Prof.ª Cecília Maria Westphalen

EM Bairro Novo do CAIC Guilherme Lacerda Braga Sobrinho

EM CEI Carlos Drummond de Andrade

EM Professora Maria Neide Gabardo Betiatto

EM Dona LuLu

EM Heraclito F. Sobral Pinto

EM Pedro Viriato P. de Souza

CMEI Novo Horizonte

CMEI Santa Izabel

CMEI Vila Ostenack

CMEI Telma Fontoura

CMEI Arnaldo Agenor Bertone

CMEI Jequtibá

CMEI Parigot de Souza

CMEI Moradias Belém

CMEI Pantanal

CMEI Heloína Greca

CMEI Nossa Senhora de Fátima

CMEI Jardim Aliança

CMEI Cantinho do sol

CMEI Jardim Alegre

CMEI Vila Leonice

CMEI Atuba

BOQUEIRÃO

EM Professor Germano Paciornik

EM Jornalista Arnaldo Alves da Cruz

BOA VISTA

EM Pilarzinho

EM Tanira Regina Sc

EM CEI Augusto Cesar Sandino

EM Raul Gelbeck

EM CEI Bela Vista do Paraíso

EM CEI Romário Martins

EM Prof Erasmo Pilotto

CIC

EM Mansur Guérios

EM Prof. Dario P. de Castro Vellozo

EM Dr. Hamilton Calderari Leal

EM Maria do Carmo Martins

EM do CAIC Cândido Portinari

EM Pró-Morar Barigüi

CMEI Itacolomi/Sabará

CMEI Hugo Peretti

CMEI Moradias Corbélia

CMEI Vila Sandra

CMEI Candido Portinari

CMEI Barigui

CAJURU

EM Prof. Maria Marli Piovezan

EM Ayrton Senna da Silva

EM Rachel Mader Gonçalves

EM Professora Donatilla Caron dos Anjos

EM Michel Khury

EM Coronel Durival Britto e Silva

EM Senador Enéas Faria

EM Prof Maria de L.L. Pegoraro

CMEI Salomé Viegas Machado

CMEI Moradias Iguaçu

CMEI Ana Proveller

CMEI Caramuru

CMEI Doutor Francisco Cunha PereirA Filho

CMEI Trindade

CMEI Professor Osny Dalcol

CMEI Solitude

MATRIZ

EM Vila Torres

EM Noely Simone Avila

CMEI Vila Torres

CMEI Laura Santos

PINHEIRINHO

EM CEI do Expedicionário

EM CEI Belmiro César

CMEI Vila Formosa

CMEI Vila Lindóia

PORTÃO

EM Itacelina Bittencourt

EM Prof.ª Nansyr Cecato Cavichiolo

EM CEI Francisco Klemtz

EM Pe João Cruciani

EM Santos Andrade

CMEI Carlos Alberto Pereira de Oliveira

CMEI Guilherme Canto Darin

CMEI Vila Rosinha

CMEI Vila Rigoni

CMEI Santos Andrade

SANTA FELICIDADE

EM Vereador João Stival

EM CEI Júlio Moreira

CMEI Butiatuvinha

CMEI São Braz

TATUQUARA

EM João Amazonas

EM Osvaldo Arns

EM Prof.ª Joana Raksa

EM Prof. Érica Plewka Mlynarczyk

EM Gov. Leonel de Moura Brizola

EM CEI Prof. Antônio Pietruza

EM Vila Zanon

EM Helena Kolody

EM Dona Pompília

CMEI Maria Gracita Gracia Gonçalves

CMEI Monteiro Lobato

CMEI Caximba

CMEI Dalagassa

CMEI Moradias da ordem

CMEI Palmeiras

CMEI José Carlos Pisani

CMEI Dona Bertha

CMEI Vó Anna

Universidades estaduais do Paraná aparecem entre as melhores da América Latina

As universidades estaduais de Maringá (UEM), Londrina (UEL), Ponta Grossa (UEPG) e do Oeste do Paraná (Unioeste) estão entre as 100 melhores da América Latina, segundo o “Latin America University Rankings 2021” da revista inglesa Times Higher Education (THE). Os dados refletem o ano de 2019 e foram divulgados nesta terça-feira (13), em evento sediado na Universidade de São Paulo (USP) e transmitido remotamente.

A revista, fundada em 2004, é responsável por ranquear a lista das melhores universidades do mundo. O ranking avaliou 177 universidades de 13 países da América Latina. Os critérios adotados são os mesmos aplicados no ranking mundial da THE. São considerados indicadores de desempenho em cinco áreas: ensino, pesquisa, citações, perspectiva internacional e renda da indústria – que avalia a transferência de conhecimento entre a iniciativa pública e privada.

Para o coordenador de Ciência e Tecnologia da Superintendência Geral da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Marcos Pelegrina, é possível notar uma evolução no desempenho das universidades na classificação ao longo dos anos.

“Nossas instituições de ensino conquistam a cada ano melhores posições nas avaliações internacionais. Isso é reflexo do empenho e dedicação dos professores, agentes universitários e alunos somados aos investimentos estratégicos realizados pelo Governo do Estado. A cada ano as universidades estaduais avançam rumo à excelência no ensino, pesquisa e nas atividades extensão”, afirma.

AVALIAÇÃO

A UEM saltou 33 colocações e agora alcança a posição 48º do ranking. A universidade evoluiu nas avaliações de ensino e pesquisa, internacionalização e recursos externos.

Nos critérios de análise, a UEM apresenta melhora significativa em ensino e em pesquisa, além de ligeira ascendência em internacionalização e em captação de recursos externos. “Ensino apresentou a melhor avaliação, a nota passou de 52,9 para 69,1. Pesquisa apresentou o maior aumento, pulou de 34,4 para 64,3”, destaca Bruno Montanari Razza, chefe da Divisão de Planos e Informações da Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da UEM.

O professor explica que esse ranking usa os mesmos dados enviados para o THE Wur, ranking mundial de universidades, mas são reanalisados e utilizada uma metodologia diferente para a classificação.

A UEL também ganhou três posições e agora está entre as 47 melhores universidades da América Latina. É, também, a 28ª entre as instituições de ensino superior brasileiras. A instituição manteve o bom desempenho nos quesitos de ensino, pesquisa e renda da indústria.

De acordo com a diretora de Avaliação e Informação Institucional da Pró-reitoria de Planejamento da UEL, professora Elisa Emi Tanaka Carloto, o item melhor avaliado este ano foi renda da indústria, com nota superior a 84.

Segundo a professora, o resultado representa o esforço da instituição no trabalho de transferência do conhecimento, desenvolvimento de novas patentes, geração de royalties e demais aspectos ligados à cadeia produtiva nas mais diversas áreas. Neste quesito a UEL pulou de 35,3 no ano passado para 84,2 na mais recente pesquisa.

“Foi um aumento de mais de 100%, que reflete a política de inovação da UEL considerando o ensino, a pós-graduação e o relacionamento que mantemos com o setor produtivo, uma mudança de mentalidade que começa a aparecer e a gerar novos frutos”, avaliou a diretora.

A Unioeste também subiu colocações na classificação, comparada à classificação de 2020. A universidade foi da faixa 100-125 para a posição 74º. A UEPG se manteve entre as 90 melhores, ocupando a 86ª posição.