Dono da Precisa se nega a responder a perguntas na CPI da Pandemia

Um dos depoimentos mais aguardados pelos senadores que integram a cúpula da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado, o do dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, acabou sem o efeito esperado nesta quinta-feira (19).

Diante dos parlamentares, depois de quatro tentativas de ouvi-lo na CPI, o empresário se recusou a firmar o compromisso de falar a verdade e abriu mão de usar os 15 minutos iniciais antes de começarem as perguntas dos senadores. Amparado por habeas corpus, concedido pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, o empresário seguiu a estratégia usada ontem (18) pelo advogado da Precisa Medicamentos, Túlio Silveira e optou por exercer seu direito constitucional de ficar em silêncio.

Na reunião, o empresário disse que o contrato de compra da vacina indiana Covaxin, produzida pelo laboratório Bharat Biotech, envolvia 20 milhões de doses a US$ 15 por unidade. Perguntado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre o motivo de o valor da Covaxin ser cerca de 50% mais alto do que o das outras vacinas adquiridas pelo Ministério da Saúde, o empresário disse que não foi o responsável pela precificação.

“Quem determina o preço de venda da vacina não é a Precisa, mas sim a Bharat Biotech. Tem uma política internacional de preços e nós conseguimos que ela fosse praticada no seu piso para o governo brasileiro, com frete, seguros e todas as despesas envolvidas”, argumentou Maximiano.

Renan Calheiros lembrou que documentos do Itamaraty obtidos pela comissão estimam outros valores, bem inferiores, aos US$ 15 cobrados pela Precisa do Ministério da Saúde na negociação.

A Precisa ganhou as atenções da comissão por ter sido a empresa que atuou como intermediária entre a Bharat Biotech e o Ministério da Saúde na negociação de 20 milhões de doses da vacina Covaxin. Diante de suspeitas de irregularidades, o contrato foi cancelado pelo Ministério da Saúde.

Barros

Entre as poucas perguntas que concordou em responder, Maximiano confirmou ao relator do colegiado que conhece o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). O sócio da Precisa também reconheceu que a emenda apresentada pelo deputado para inclusão da agência sanitária indiana na Medida Provisória (MP) 1.026/2021, convertida na Lei 14.124, de 2021, era de interesse da empresa. Apesar disso, o empresário disse que não tratou sobre o assunto com Barros.

“Quando digo que era do interesse porque, por óbvio, ela tornava a Covaxin elegível também, assim como outras, de outras autoridades. Mas não houve absolutamente nenhum contato com o deputado Ricardo Barros, tampouco com outro para se fazer essa inclusão”, ressaltou Maximiano.

Silêncio

Ao longo do depoimento, Francisco Maximiano foi alertado diversas vezes por senadores por abusar do direito de ficar calado. O vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), chegou a pedir a suspensão da reunião para nova consulta ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os limites do habeas corpus concedido ao depoente, mas foi convencido que não seria uma boa estratégia por outros senadores de oposição.

De acordo com embargo declaratório sobre essa questão já expedido pelo presidente do STF, Luiz Fux, cabe ao presidente da CPI, senador Omar Aziz ( PSD-AM), a subjetividade para decidir o que deve ou não ser respondido pelo depoente respeitando o limite do que possa incriminá-lo.

Na avaliação da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), a decisão de Fux abre margem para dar voz de prisão para testemunha que abuse do direito de ficar calado por crime de falso testemunho.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Casa do Papai Noel de São José dos Pinhais terá 40 mil m² na edição de 2021

A Casa do Papai Noel de São José dos Pinhais, um dos principais atrativos de Natal da Região Metropolitana de Curitiba, promete ser a maior de todos os tempos! A temporada 2021, que começa no dia 18 de dezembro, será em um novo local: Parque do Vinho – Caminho do Vinho (Rua Julio Cesar Setenareski com Rua Luiz Grochoski).

A atração de 40 mil metros quadrados terá praça de alimentação, espetáculos natalinos, espaços decorados para fotos e muito mais.

O Parque da Fonte, que anteriormente recebia a Casa do Papai Noel, terá neste ano uma decoração especial para visitantes, de acordo com a prefeitura. Além dessas duas atrações, o município está preparando uma decoração em 30 ruas da cidade e uma campanha de incentivo ao comércio local.

O espetáculo seguirá todos os protocolos sanitários do município para evitar aglomerações e contágios pela covid-19, como distanciamento social, obrigatoriedade do uso de máscara e controle de público.

Serviço

  • Casa do Papai Noel
  • Endereço: Parque do Vinho (Rua Julio Cesar Setenareski com Rua Luiz Grochoski);
  • Data: a partir de 18 de novembro até dia 23 de dezembro.

Confira a programação do Teatro da Vila na CIC

Inaugurado na última sexta-feira (5/11), o Teatro da Vila, novo espaço cultural de Curitiba na CIC, começou a funcionar já neste fim de semana. Toda programação é de graça e não precisa de agendamento. A entrada será feita por ordem de chegada, mas com limite de público.

O Teatro da Vila será administrado pela Fundação Cultural de Curitiba por meio do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac). A curadoria para os filmes do Teatro da Vila é feita pela mesma equipe do Cine Passeio.

Confira a programação


Cinema

14/11
11h – Tito e os pássaros
15h30 – Nóis por nóis

21/11
11h – O milagre da rua 34
15h30 – Gremlins

28/11
11h – Um herói de brinquedo
15h30 – Antes só do que mal acompanhado

5/12
11h – Esqueceram de mim
15h30 – Simplesmente amor

12/12
11h – Meu papai é Noel
15h30 – Os fantasmas contra-atacam

19/12
11h – O Grinch
15h30 – A felicidade não se compra

Dança

De 17/11 a 15/12
Todas as quartas-feiras, às 15h30
Curso de Danças Urbanas


Música e Teatro

12 e 13/11
15h – A galinha Pim Pim (teatro infantil)

20/11
15h – Alejandro Di Núbila Trio (música)

23/11
16h – Composições paranaenses – A música pede passagem, com quarteto de cordas e soprano (música)

26 e 27/11
10h (dia 26) e 15h (dia 27) – Grupo Viola Quebrada (música)

2 e 3/12
15h – O Príncipe e a Aviadora (teatro)

4/12
15h – Big Belas Band (música)

10 e 11/12
10h (dias 10 e 11) e 15h (dia 11) – Zum zum zum dos pererês (teatro infantil)

17 e 18/12
15h – A maré de Maria (dança e circo)

*Programação sujeita a alterações