Deslizamento na BR-376 e a atuação técnica: qual a visão profissional sobre?

Na última semana, famílias paranaenses e de todo o país, acompanham consternadas e solidarizadas às constantes atualizações sobre a mais recente tragédia ocorrida na estrada do litoral do Estado. O deslizamento registrado na BR-376, em Guaratuba, é um desastre – que se soma a outros já ocorridos em rodovias de todo o Estado – e traz inquietude, reflexão, indagações e provocações às autoridades e à sociedade.

É, com certeza, imaturo buscar, nesse momento, determinar conclusões categóricas sobre o diagnóstico da tragédia ocorrida. Mas, sem nenhuma pretensão ansiosa ou precoce, é possível reconhecer a importância de uma atuação profissional composta por profissionais habilitados para o enfrentamento às situações adversas, como a citada aqui.

Os números contabilizados nos dão a magnitude do desastre:  o deslizamento no litoral deixou duas pessoas mortas, ao atingir pelo menos 15 veículos e seis caminhões que cruzaram a rodovia no momento. Outras 12 pessoas se salvaram do acidente, segundo o Corpo de Bombeiros, que concluiu as buscas por vítimas após, pelo menos, quatro dias de trabalho intenso no local. Até o momento, a pista da BR-376, na divisa entre os estados do Paraná e Santa Catarina, ainda não foi liberada. Após mais de 50 horas do início do processo de limpeza e desobstrução da via, as equipes retiraram 7 mil metros cúbicos de terra na BR-376.

Esse tipo de acontecimento me desperta, como cidadão, geólogo e integrante do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), a reflexão frente a importância da atuação de profissionais habilitados com experiência e expertise para diversas situações do nosso Estado. Mais uma vez, ressalta-se que o objetivo de tal reflexão não é identificar causas ou culpados pelo recente episódio, mas dar luz ao compromisso social de segurança, responsabilidade e expertise técnica presente na atuação de profissionais habilitados dentro das profissões relacionadas às Engenharias, Agronomias e Geociências.

Sabe-se que, neste episódio, por exemplo, a atuação de geólogos e engenheiros é tão fundamental quanto estratégica. Eles são os profissionais detentores do conhecimento especializado para compreender as singularidades desse fenômeno natural e identificar, através da expertise profissional, os caminhos e medidas cabíveis para assegurar um tráfego sem riscos aos motoristas que percorrem as rodovias.

Até o momento do fechamento do presente artigo, a Arteris Litoral Sul, concessionária responsável por administrar o trecho, não informou ou respondeu nosso questionamento se havia, em sua equipe técnica, a presença de um geólogo, por exemplo. Nestas situações, é primordial poder contar com um profissional que possa monitorar o fenômeno da dinâmica dos riscos geológicos, com formação em geologia e aperfeiçoamento em geotecnia, pois cabe a esse profissional assessorar no monitoramento e na definição dos limites do risco no que tange a setorização de risco geológico; avaliação técnica pós desastre; elaboração de cartas de perigo; elaboração de mapas de riscos geológicos; elaboração de cartas geotécnicas; entre outros procedimentos. É necessário ouvir um profissional da área de geologia/geotecnia para avaliar o risco e validar a liberação da rodovia pós-desastre, com ART (anotação de responsabilidade técnica) na qual se atesta esta responsabilidade.

Entende-se que o fenômeno que aconteceu em 28 de novembro, foi causado por fatores naturais, condicionados pelas fortes chuvas e pelas características relativas ao solo e ao relevo, e por fatores antrópicos, entre os quais estão o desmatamento de encostas. E é justamente neste sentido em que se torna cada vez mais importante o envolvimento de profissionais qualificados com atribuição e formação acadêmica, somadas a experiência para monitorar o desenvolvimento do novo equilíbrio que a natureza pretende alcançar; qual seria o limite da alteração do equilíbrio alcançado pela ação do homem e quais serão as etapas de contingência/plano de emergência.

Por isso, o episódio desastroso ocorrido no Paraná nos clama uma manifestação responsável e necessária sobre a importância de equipes com profissionais habilitados e qualificados tecnicamente, em todo e qualquer ramo, sobretudo naqueles que estão presente em setores bases da sociedade e pilares do desenvolvimento, como a infraestrutura.

Como parte de um Conselho profissional que zela e luta por interesses sociais, atuando na construção de um futuro pleno, nos apresentamos sempre atentos e vigilantes às situações sociais, principalmente as de natureza das Engenharias, Agronomia e Geociências, a partir de uma leitura crítica e fiscalizatória.  Toda crise ou desastre permite um importante momento de discussão e reflexão. Como autarquia e como profissional da área, compreendo que faz-se necessário a construção de um novo olhar, principalmente sobre as medidas públicas de apuração do acidente, inclusive de afirmações divulgadas sobre risco zero, que podem gerar insegurança e risco, atacando assim, a credibilidade da Engenharia, especialmente da Geotecnia. Agora, é preciso entender adequadamente o momento que vivemos para enfrentar os riscos e as consequências da atual situação, ajustando decisões políticas, públicas e de conduta profissional, se necessário, para que a seguridade dos paranaenses se mantenha constante.

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Comunicação como fortalecimento do negócio: a estratégia diferenciada da agência Páprica

Que a presença digital é essencial para as empresas, não há dúvida, mas muitas marcas ainda não entendem como isso pode se tornar de fato conversão em lucro. Ter uma rede social e postar fotos está muito longe de criar laços que vendam o conceito da empresa para os clientes. O planejamento de comunicação que consiga aliar os setores da empresa, do marketing às vendas, é que vai ser o diferencial no fim das contas. E é com essa visão mais fluída e aprofundada que a agência Páprica tem conquistado clientes cujos faturamentos ultrapassam a casa do bilhão.

Fundada há dez anos por Renan Vargas, diretor geral que comanda a equipe de 45 profissionais, Páprica traz desde sua criação um novo olhar para o processo criativo. “O processo padrão de uma agência comum perde sinergia, ao passar por diferentes etapas que não se comunicam, o produto final perde alma”, conta Vargas, que queria elaborar projetos de maneira mais fluida. A agência nasceu “low size”, enxuta e com um estúdio de desenvolvimento de projeto mais conectado.

Apesar da visão mais abrangente do processo, dificuldades foram surgindo. “Em 2018, me vi tendo problemas idênticos aos das agências que eu não queria ser”, revela. Vargas retomou o ideal que foi ponto de partida da Páprica, corrigindo os erros e apostando ainda mais na proximidade da agência com o cliente, no entendimento do negócio. O método funcionou tanto para a própria empresa quanto para os clientes. Para o especialista, o marketing precisa estar obrigatoriamente ligado ao setor de vendas. “Não acreditamos numa comunicação vazia, só para ter um canal. Buscamos atingir os objetivos do cliente com a comunicação e fortalecer o negócio”, explica. Muitas vezes, Vargas percebe que esses setores não se relacionam nas empresas. “Um quer vender mais, o outro quer marcar presença no meio digital. Mas os resultados aparecem mesmo quando ambos conseguem dialogar”, destaca o fundador da Páprica.

“É preciso entender aonde a empresa quer chegar e o formato que essa empresa quer se apresentar no mercado”, define Vargas. Isso vai muito além de manter presença digital. “Precisamos andar junto com o CEO, com o time de vendas, com a comunicação”. Adaptando expectativas e formatos, é possível ter resultados nos mais diferentes setores. A Páprica já atendeu em formatos que vão da elaboração de projetos pontuais (feitos para marcas como Renault e Itaú) até acompanhamentos mais prolongados – que permitem avaliação mais completa de resultados.

Entre os clientes, estão dois grandes nomes: a Docol e a Alegra. A Docol está entre as maiores do Brasil no setor de metais sanitários, e a indústria alimentícia paranaense Alegra ultrapassou o bilhão em vendas no ano passado. A comunicação efetiva em projetos bem elaborados, focados nessa conexão entre os diferentes setores, favorecem as vendas e o fortalecimento das marcas. “Quero mostrar que a comunicação impacta financeiramente no negócio”, comenta Vargas.

Para que isso seja efetivo, é preciso entender o processo por completo. “Entramos em diversos fatores do cliente, levantando questões interessantes para entender o funcionamento da empresa, em conversas focadas e produtivas”, fala o diretor da Páprica. A campanha publicitária é uma parte do processo, que precisa ainda de análise de conversão e resultados. “Levamos insights, questionamentos que por vezes acabam mostrando uma realidade diferente do que o cliente nos apresentou”. Quando são observados problemas diferentes do que o cliente apontou, uma rápida mudança no planejamento é essencial.

Essas análises foram definitivas para reestruturar cases de outros clientes, que vem trabalhando há anos com a agência e obtendo grandes resultados, como a Rede Marista de Colégios, a Neodent e Universidade Católica de Santa Catarina. O reconhecimento vem ainda por prêmios ao longo dos anos. O formato mais integrado de elaboração e avaliação das campanhas, gerando lucros mais consistentes e uma comunicação eficaz, foi celebrada até internacionalmente. O projeto Tamo Junto da Aliança Empreendedora venceu o MIT Solve Challenge 2020 na categoria Good Jobs & Inclusive Entrepreneurship Solver, na etapa mundial, e também foi finalista do Global Citizen Prize by Cisco, na categoria tecnologia e causa.

No Brasil, o case do Grupo Marista foi condecorado por diversas vezes pelo Prêmio Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), além de outro projeto para o Hospital Marcelino Champagnat. O trabalho constante com o Grupo Marista, sendo reconhecido ao longo dos anos, confirma mais uma vez o sucesso dessa integração de setores em prol do fortalecimento do negócio promovido pela Páprica.

O trabalho da agência é reconhecido até pelo Google. A Páprica recebeu a certificação Partner Premier Google, por estar no top 3% de parceiros da gigante da tecnologia com melhor desempenho no Brasil. O destaque é concedido a empresas que mais criam novas relações comerciais e oferecem ajuda aos clientes para se desenvolverem. São confirmações vindas diretamente do mercado que consagram o modelo inovador da agência.

A Páprica está localizada no Batel Office Tower em Curitiba (Av. Sete de Setembro, 4698 – Sexto Andar – Batel), além de ter um escritório na Cidade do México. Contatos podem ser feitos pelo e-mail contato@paprica.ag e por telefone no (41) 3095-8585. Mais informações no site páprica.ag.

Neste fim de semana tem Curitiba Jazz Festival na Pedreira Paulo Leminski

Neste sábado (17) e domingo (18) terá muita música, arte e gastronomia na 6ª edição do Curitiba Jazz Festival que, pela primeira vez, será na Pedreira Paulo Leminski. A entrada é gratuita, com programação no sábado (17) a partir das 11 horas e no domingo (18), das 10 horas às 20 horas. A capacidade de público é limitada, por isso a recomendação é chegar cedo ao local.  

Uma das principais atrações desta edição é o retorno do músico e multi-instrumentista Hermeto Pascoal a Curitiba, com apresentação prevista para domingo às 14 horas. O alagoano, de 86 anos, é conhecido em todo o mundo por experimentar sons inusitados, mesclando ritmos regionais como o forró e o baião com o jazz americano. Participou de inúmeros festivais internacionais e, em 2018, ganhou o Grammy de Melhor Disco de Jazz Latino.

Outra atração é o compositor e instrumentista Filó Machado que pela segunda vez sobe ao palco do Curitiba Jazz Festival. Ele já esteve na edição de 2019, e é um dos principais nomes da música instrumental brasileira. Sua carreira tem projeção internacional, com muitos trabalhos no exterior e foi reconhecido como melhor autor/compositor pelo Prêmio Profissionais da Música de 2017.

Quem também se apresenta no palco do Curitiba Jazz Festival é a percussionista e baterista Simone Sou, ao lado de Oleg Fateev, acordeonista da Moldávia. A música instrumental dos artistas mistura arranjos eslavos e brasileiros em uma combinação única de sons.

A banda ‘Francisco, El Hombre’, formada pelos irmãos mexicanos naturalizados brasileiros Sebastián e Mateo Piracés-Ugate também é presença confirmada no evento. Misturando estilos da música latino-americana, o grupo foi indicado em 2017 ao Grammy Latino como melhor canção em língua portuguesa, pela música “Triste, Louca ou Má”.

E o Curitiba Jazz Festival também tem curitibanos no palco, como por exemplo o rapper Mano Cappu e a banda Mulamba. Formada somente por mulheres, a banda é conhecida por canções que falam do empoderamento feminino, combate à violência contra a mulher e ao machismo e sobre a igualdade de gênero, entre outros temas sociais.

Atrações para toda a família

Com programação durante todo o dia e à noite, o Curitiba Jazz Festival traz opções de cultura e lazer para toda a família, para curtir as atrações ao ar livre, inclusive com uma área kids para os pequenos se divertirem. “Nesta edição buscamos inovar, levando o festival a um local maior, próprio para grandes eventos, para que todos possam aproveitar as apresentações, com música de qualidade em um ambiente seguro e cercado pela natureza”, afirma Fredy Ferreira, um dos organizadores do evento.

E para atender a todos os gostos, a feira gastronômica do Curitiba Jazz Festival traz opções variadas, com hamburguer, churrasco, comida vegana, fish and chips, pizza, comidas de rua e muito mais, além de bebidas como vinhos, drinks e cervejas da Maniacs e Brooklyn Brewery.

Assim como ocorreu em outras edições, o festival reúne marcas autorais nos segmentos de moda, decoração, sustentabilidade e produtos naturais no Bazar de Economia Criativa. “O festival tem essa característica de ser uma vitrine para os produtos autorais da nossa região e tem se tornado um evento que valoriza a diversidade ao longo dos anos. Os produtos que estarão em exposição passaram por uma curadoria e ainda teremos uma feira de vinil no local”, destaca Valdemir Krause Junior, um dos organizadores do evento.

O Curitiba Jazz Festival faz parte do calendário oficial de eventos de Curitiba e já recebeu artistas renomados da cena musical nacional e internacional, como por exemplo, Flora Purim, Raul de Souza, Airto Moreira, Guinga, Bixiga 70 e Rosa Armorial.

Serviço: 6ª edição do Curitiba Jazz Festival

Data: 17 e 18 de dezembro

Local: Pedreira Paulo Leminski (Rua João Gava, 970 – Abranches)

Horário: Sábado – das 13h à 01h / Domingo – das 10h às 20h

Ingressos: entrada gratuita, sujeito à lotação do espaço

Classificação: livre

Programação Musical:

Sábado (17) – das 11 horas à 01 hora de domingo

Palco Curitiba Jazz Festival

13h – Priscila Nogueira, Jeff Sabbag e Markus Jaste

15h – Klüber

17h – Francisco, el Hombre

19h30 – Filó Machado Trio

21h30 – Mulamba

Palco Jazz and Beats

12h – Morenno Mongelos

16h – Noe Carvalho

18h30 – Marinonio Trio

20h30 – Vane Mrqs

22h45 – Morenno Mongelos

Domingo (18) – das 10 horas às 20 horas

Palco Curitiba Jazz Festival

11h – André Ribas

14h – Hermeto Pascoal

16h30 – Raíssa Fayet

18h30 – Marília Giller

Palco Jazz and Beats

15h30 – Simone Sou e Oleg Fateev

17h20 – Mano Cappu

Apoio: Fundo Nacional da Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Santa-Produção, Oxigene Cultural, A Caiçara Cozinha Litorânea, A Caiçara Canto das Pedras, Pangea Narrativas Ilimitadas, Pedreira Paulo Leminski, Bristol Hotéis, Rádio Paraná Educativa FM e Rádio Mundo Livre FM. Patrocínio: Copel e Maniacs Brewing Co. Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania, Governo Federal. Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura.

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