Romanelli considera a suspensão das punições uma medida justa, embora tardia
Créditos: Divulgação/Assessoria Parlamentar
Na última sexta-feira (27), o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) enfatizou a decisão do Ministério dos Transportes de suspender as multas aplicadas por evasão de pedágio no sistema free flow. Segundo Romanelli, essa medida foi resultado da pressão de usuários e forças políticas, que se mobilizaram em busca de mudanças. “O Ministério dos Transportes finalmente reconheceu que precisava suspender as multas e os pontos na CNH para quem não conseguiu pagar o pedágio eletrônico”, destacou.
O novo modelo de cobrança começou a ser implementado no início do ano nas rodovias pedagiadas das regiões Norte, Noroeste e Sudoeste do Paraná. O deputado ressalta que essa decisão não é unicamente positiva: “É fruto de uma luta contra um modelo que nasceu torto. O problema nunca foi o motorista, mas sim um sistema mal planejado, com falhas de sinalização e tecnologia que transforma cidadãos em infratores sem aviso prévio”.
Romanelli classifica a suspensão das punições como uma medida justa, apesar de tardia. Ele argumenta que “o governo federal admitiu o erro ao criar uma regra de transição. Afinal, mais de 3,6 milhões de ocorrências evidenciam um problema estrutural, e não de comportamento”.
Continuidade da Pressão
O parlamentar reforça que a pressão de usuários e lideranças políticas deve ser constante. “Essa suspensão não pode ser apenas uma jogada política para o período pós-eleitoral. Queremos um pedágio moderno, cobrado por quilômetro rodado e que respeite os usuários”, afirmou.
O governo federal reconhece a necessidade da suspensão, a fim de permitir ajustes técnicos essenciais no sistema de cobrança. Atualmente, o não pagamento é considerado uma infração grave, acarretando em uma multa de R$ 195,23 e a adição de cinco pontos na CNH. O Ministério dos Transportes explicou que a revisão no sistema free flow visa garantir uma transição mais justa e eficiente para o novo modelo de livre passagem.
Romanelli conclui com um alerta sobre a necessidade de cautela na implementação das mudanças. “A suspensão das penalidades não pode ser uma medida temporária ou uma decisão de conveniência política. Com um novo ciclo eleitoral se aproximando, seria inaceitável que o rigor das multas retornasse após as eleições”, finalizou o deputado.
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