Dentista brasileiro viaja o país e o mundo para recuperar sorrisos de pessoas de comunidades carentes

Um dentista brasileiro tem viajado o país e o mundo a fim de devolver um sorriso saudável a pessoas de baixa renda e áreas carentes. Felipe Rossi e uma equipe de 18 pessoas fazem parte da ONG Por1Sorrisocriada por eleque promove atendimento dentário gratuito em locais de extrema pobreza ou poucos recursos, como populações ribeirinhas e indígenas, quilombolas, moradores do sertão nordestino, povoados em condição de miséria no continente africano e favelas.

— Tudo começou em 2015 quando eu fiz um trabalho voluntário em Moçambique pra uma ONG chamada Missão África, que faz parte do nosso projeto atualmente. Lá eu vivi histórias que me fizeram voltar para o Brasil muito mexido. Em 2016 retornei a Moçambique e voltei certo de que eu precisava fazer algo maior pelo Brasil, explicou.

Felipe Rossi em missão na África
Felipe Rossi em missão na África Foto: Reprodução/ Facebook

Para Felipe era a hora de usar a odontologia como ferramenta para reinserção social de pessoas.

— Precisava usar a odontologia e tudo que eu tinha aprendido para levar qualidade de tratamento e o melhor que nós temos no consultório para comunidades carentes. E comecei o projeto com a doutora Marina, que hoje não está mais trabalhando com a gente, mas fez parte desse início, disse.

A ONG Por1Sorriso fez vários trabalhos pelo continente africano, e, segundo Felipe, atuar naquele lugar trouxe visibilidade para o projeto, porém, hoje, o foco do grupo é o Brasil. O dentista explica que no país quase não há atendimento odontológico gratuito.

— Aqui tem um déficit muito grande de atendimento odontológico. Atendimento médico ainda se encontra em postos de sáude, mas odontologia, nem isso. E é nessas pessoas que queremos chegar.

Paciente atendida pela ONG
Paciente atendida pela ONG Foto: Por1Sorriso

A cada lugar que o grupo passava, histórias ficam. E uma delas é do jovem Thiago, de 17 anos, que o Dr Felipe conheceu no sertão de Pernanbuco enquanto fazia um atendimento. Apesar do jovem não estar na lista para o tratamento, Felipe o convidou para participar da ação.

— E eu o vi pela janela, ele nem estava na lista, mas eu pedi para ele sorrir e vi que não tinha restado quase nenhum dente. Era um menino que não abria a boca. Fizemos o atendimento, ele olhou no espelho, agradeceu e foi embora, e eu achei que ele não tivesse gostado. Logo depois a mãe veio nos agradecer e disse que ele sempre pedia o tratamento no dia do aniversário, mas como ela não podia pagar, dizia para o menino pedir a Deus, até que a gente apareceu. No fim ela me deu um saco de goiaba como forma de agradecimento. Aquilo foi muito forte pra mim.

Paciente atendido pela ONG
Paciente atendido pela ONG Foto: Por1Sorriso

Nos atendimentos os pacientes têm direito a limpeza, reconstruções, e implantes. E para manter o trabalho, a ONG conta com doações e parcerias. No site do projeto é possível acompanhar todas as informações financeiras da ONG, assim como as doações que Felipe e a sua equipe recebem de parceiros e colaboradores. Lá tembém é possível inscrever uma localidade para receber a visita do projeto Por1Sorriso, além da agenda por onde eles passam.

Paciente atendida pela ONG

Mais informações:

https://por1sorriso.org/

//Via: Jornal Extra

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Molécula rara em Vênus pode sinalizar presença de vida extraterrestre

Um grupo internacional de astrônomos anunciou nesta segunda-feira (14) a presença da fosfina na atmosfera venusiana. O estudo foi publicado na revista Nature Astronomy – periódico britânico científico especializado em artigos científicos.

De acordo com a pesquisa, na Terra, a fosfina – ou hidreto de fósforo (PH3) – só pode ser encontrada decorrente de dois processos: ou pela fabricação de forma industrial ou pela ação de micróbios que se desenvolvem em ambientes sem oxigênio – chamados anaeróbicos. Utilizando telescópios avançados, a equipe formada por astrônomos do Reino Unido, Estados Unidos e Japão pôde confirmar a presença da molécula em Vênus. A primeira detecção ocorreu pelo Telescópio James Clerk Maxwell (JCMT), operado pelo Observatório do Leste Asiático no Havaí.

“Quando descobrimos os primeiros indícios de fosfina no espectro de Vênus, ficamos em choque!”, declarou a líder da equipe internacional Jane Greaves, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido. Para confirmação do achado, foram usadas 45 antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) – instalação astronômica no Chile, do qual o ESO – Observatório Europeu do Sul – é parceiro.

O telescópio, considerado muito mais sensível, localizou pequenas concentrações da fosfina na atmosfera de Vênus, cerca de 20 moléculas em cada bilhão. Com base em cálculos, descartou-se que a quantidade observada seria decorrente de processos não biológicos naturais no planeta, como a luz solar, ou a ação de vulcões e relâmpagos, por exemplo. No caso destas fontes, seriam criados, no máximo, dez milésimos da quantidade de fosfina identificada no planeta.

Já que, segundo a análise, não seriam estes processos responsáveis por criar a quantidade de fosfina liberada, os cientistas passaram a considerar, então, a possibilidade de um tipo de organismo que possa ser fonte deste biomarcador. A equipe destaca que na Terra, as bactérias expelem a fosfina ao retirar o fosfato de minerais ou de material biológico, acrescentando hidrogênio. Mas, qualquer organismo no planeta vizinho, ressalta o estudo, “provavelmente será muito diferente dos primos terrestres.”

Atmosfera ácida

Os astrônomos veem esta descoberta como bastante significativa, mas reconhecem muito trabalho pela frente para confirmar presença de ”vida”. Isso porque a atmosfera de Vênus é extremamente ácida, com cerca de 90% de ácido sulfúrico, o que dificultaria a sobrevivência de micróbios, destaca o Observatório Europeu do Sul.

Esta incógnita é apontada como desafio pela integrante da equipe, Clara Sousa Silva, do Massachusetts Institute of Technology nos Estados Unidos, que investiga a liberação de fosfina como uma bioassinatura de gás de vida anaeróbica em planetas que orbitam outras estrelas.

“Encontrar fosfina em Vênus foi um bônus inesperado. A descoberta levanta muitas questões, tais como é que os organismos poderão sobreviver na atmosfera do planeta vizinho. Na Terra, alguns micróbios conseguem suportar até cerca de 5% de ácido no seu meio — mas as nuvens de Vênus são quase inteiramente feitas de ácido”, diz a pesquisadora.

Embora a descoberta aumente as expectativas quanto à existência de vida fora da Terra, o astrônomo do ESO e gerente de operações do ALMA na Europa, Leonardo Testi, diz que a missão agora é investigar a origem química da fosfina. ”É essencial acompanhar este intrigante resultado com estudos teóricos e observacionais para excluir a possibilidade de que a fosfina em planetas rochosos possa ter também uma origem química diferente da da Terra”, diz Testi.

Governo do Líbano renuncia após explosão no porto de Beirute

O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, anunciou nesta segunda-feira (10) a renúncia de seu governo, depois que uma explosão gigantesca no porto de Beirute gerou protestos públicos contra os líderes do país.

Em pronunciamento na televisão, Diab afirmou que a detonação de material altamente explosivo que estava armazenado no porto da capital por sete anos foi “resultado de corrupção endêmica”.

“Hoje seguimos a vontade do povo em sua demanda ao apontar os responsáveis pelo desastre que esteve oculto por sete anos, e seu desejo de uma mudança real”, disse ele. “Diante desta realidade… anuncio hoje a renúncia deste governo.”

O gabinete estava sob pressão para renunciar depois da explosão da semana passada que matou 163 pessoas, feriu cerca de 6 mil e deixou cerca de 300 mil sem moradias habitáveis. Vários ministros já haviam renunciado no fim de semana.