Da arquitetura a uma das franquias que mais cresce no país: os diferentes ramos de atuação (e sucesso) de André Henning

“Construir” é uma palavra diretamente ligada à carreira de André Henning – e não apenas por sua formação acadêmica. O arquiteto e urbanista é também apresentador de um programa de TV, empresário e vem abarcando sociedade em variadas áreas. E cada uma de suas ocupações vem se edificando de forma sólida, estruturando-se criativamente e de maneira muito bem sucedida.

Apesar de hoje administrar variadas atividades, Henning começou com um foco muito preciso. O curitibano, que morou em seis cidades diferentes em seus primeiros 17 anos de vida, resolveu voltar à terra natal para estudar Arquitetura. “Fiz da faculdade a coisa mais importante da minha vida”, revela. A estratégia deu resultado: esteve entre os primeiros alunos da turma e ganhou uma bolsa para o México. Assim conseguiu a dupla formação, pela Universidade Positivo e pela Universidad Marista de Mérida. “Esse estudo no México refletiu muito no meu estilo de arquitetura hoje, menos minimalista, mais colorido”, conta.

De volta ao Brasil, o desafio de encontrar clientes e iniciar a carreira foi enfrentado com criatividade. No início dos anos 2010, enquanto ainda era mais comum um profissional levar seu portfólio físico até escritórios de arquitetura, André montou um site com seus projetos e enviou direto para o e-mail de um dos maiores nomes da arquitetura no Paraná. A forma irreverente de se apresentar garantiu seu primeiro trabalho. Foi quase um ano dedicado à Jayme Bernardo Arquitetura, conceituada agência no ramo. “Foi como uma pós-graduação, de tanto que aprendi”, Henning afirma. Mas a estabilidade profissional ainda estava longe de acontecer.

Em 2015, uma recessão econômica afetou diretamente o setor. O olhar clínico de André, no entanto, viu uma oportunidade em meio à crise. Investindo em projetos pessoais, foi desenvolvendo ainda mais sua visão única e o toque autoral de seus trabalhos. Conquistou destaque no cenário curitibano, em especial com empreendimentos comerciais ligados à gastronomia. Um deles foi o Lolla Bar, premiado por seu espaço.

Gastronomia

A conexão com a gastronomia foi abrindo portas, não só para a arquitetura como para um novo ramo na carreira de André. Em 2017, fez a primeira sociedade com Eloi Ferreira no ramo. Seu olhar para construir e harmonizar foi aliado ao talento gastronômico de Eloi na elaboração de cestas para o Dia dos Namorados. Em uma semana, tinham 200 encomendas. O que começou de forma descontraída para gerar renda extra foi o início de uma parceria de sucesso.

Quando Henning foi contratado para fazer uma consultoria de arquitetura para o salão de cabeleireiros Jean Louis David, no centro de Curitiba, que queria montar um café dentro do ambiente, o timo empresarial do arquiteto o levou a uma proposta arriscada. Queria desenhar uma cafeteria que tivesse também uma saída para a rua, podendo atender clientes do salão e também que estivessem passando pela Rua Vicente Machado – ponto estratégico de muito movimento na capital paranaense.

André se especializa em marketing, enquanto Eloi estuda gastronomia com foco em cafeterias. Para o investimento financeiro, um desafio: o empréstimo. Pedindo apoio ao pai, o arquiteto escuta um alerta e um estímulo: “É todo o dinheiro da família. Abra um café não para ser só mais um, como qualquer outro, mas para ser bom”. Topando o risco, Henning faz todo o desenho da marca. “Foi meu primeiro projeto sem cliente: foi para mim mesmo, a Go Coffee tem a minha essência”, conta.

Por um tempo, dividia seus horários entre administrar a cafeteria – no formato to go – e a arquitetura. Mas uma não se desassocia da outra: a arquitetura da Go Coffee começou a ganhar reconhecimento, o que o destaca no ramo de arquitetura comercial. Em 2019, ambas as profissões estavam a todo vapor. Ampliou o escritório, AH Arquitetura, e agregou Caio Nardes à cafeteria, que ficaria responsável pela expansão.

Sem aporte financeiro, o sistema de franquias foi feito, como André diz, “com muito trabalho e investimento próprio”. Mesmo com a pandemia começando ainda nas primeiras fases de expansão da marca, a Go Coffee conseguiu destaque no mercado, aliando a excelência de produtos ao design especial das lojas. De Macapá a Porto Alegre, são 115 unidades em 70 cidades pelo Brasil, com outras dezenas de lojas já planejadas.

Mesmo com o sucesso da empresa, Henning não parou de apostar na arquitetura, pelo contrário. “Comecei a atender muitos empresários, que se espelhavam na minha carreira”, explica. “Entendo de pay back, de custo mínimo, aprendi a falar para o cliente onde investir dentro do empreendimento, no que vale a pena gastar, indo além da arquitetura”. O resultado: São quase 200 projetos (sem contar os desenvolvidos para a própria Go Coffee) no portfólio da AH, que conta com dez arquitetos atualmente.

Arquitetura de compartilhamento

Desde a época em que montou um site para apresentar seu portfólio, muita coisa mudou, não só na vida de André como no mercado brasileiro. A internet e as redes sociais ganharam proporções maiores do que o esperado, e isso se reflete nos projetos. Uma tendência que Henning tem aproveitado é o que chama de Arquitetura de Compartilhamento. “A arquitetura não é uma foto estática, é um reels”, comenta, sobre como as rede sociais são aproveitadas tanto por usuários quanto por empreendimentos. “Não é estático, é uma experiência. Sei atingir o cliente do meu cliente, que busca essa experiência”.

Esse olhar direcionado à experiência das pessoas foi sendo aprimorado não só pelo tempo de atendimento direto na Go Coffee como também pelo seu programa de TV. No ano passado, começou a comandar o “Repaginando”, na RIC TV, com audiência para Curitiba e Região Metropolitana. No programa, ele visita desde estabelecimentos comerciais até residências, nas quais faz reformas rápidas e significativas, mostrando que o olhar de arquiteto aliado ao toque humano pode trazer grandes transformações. O sucesso, além do reconhecimento do público, veio com a confirmação da terceira temporada e o convite para participar de outro reality, dessa vez ligado à gastronomia, “Você é o Chef” – dois pontos de interesse do arquiteto que acabam se encontrando, mais uma vez.

O contato com a audiência reforça a ideia de um público interessado em arquitetura, e também na elaboração de uma arquitetura mais ligada às pessoas, repensando o aspecto humano de compartilhar um espaço, um momento, um ambiente. O projeto das lojas Go Coffee, por exemplo, é pensado para ser um “refúgio” dentro da cidade – apostando em elementos naturais e tons de verde contrastando com branco e preto. Um dos destaques entre projetos da AH mais recentes foi o Strô, casa de estrogonofe do chef Vitor Bourguignon.

Crescimento ramificado

A projeção nacional da Go Coffee acaba sendo também um chamariz para o escritório de arquitetura e para a visão comercial de Henning. “Empresários veem o crescimento da Go Coffee e querem crescer também”, explica. Esse movimento o levou a uma nova atividade: a aceleração de marcas, expandindo empresas e também fazendo sociedade com algumas. Uma delas é a Casa das Capas, loja especializada em acessórios para celular focada em cidades do interior do Brasil.

Outra novidade será inaugurada na CASACOR Paraná, evento de design e arquitetura para o qual foi convidado a criar não apenas um, mas dois ambientes. Além de repetir o sucesso da edição anterior com um stand da Go Coffee, André lançará o Matiz, bar de drinks pensado em oferecer uma experiência única, altamente instagramável. Desde coquetéis cintilantes até paredes que mudam de cor com iluminação interna, com destaque para uma piscina de bolinhas transparentes que recebem iluminação de diferentes tons, o espaço é uma vivência sensorial exclusiva. O projeto já nasce com a estrutura para virar um pop up bar depois do evento.

Com esses variados empreendimentos, muitas pessoas questionam André se ele deixaria a arquitetura para focar no sucesso de marcas como a Go Coffee. “A arquitetura me move”, explica. “Hoje sou um empresário que também é arquiteto”. E essas carreiras se mesclam, com Henning aliando forças e saberes de cada área para fortalecer os mais diferentes aspectos profissionais. Seja desde o contato com pessoas, na elaboração de projetos ou administração e aceleração de empreendimentos, André não deixa de lado o foco em construir bases sólidas para o sucesso.

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Na COP26, Curitiba fica no grupo das cidades com compromisso ousado na redução de emissões de carbono

Curitiba está entre as 1.049 cidades do mundo a confirmar um compromisso mais ousado em relação às emissões de carbono. O acordo faz parte da campanha Race to Zero (corrida para o zero, em tradução livre), que teve seu balanço divulgado nesta terça-feira (2/11) pela Rede de Cidades C40 na COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas para o Clima, em Glasgow, na Escócia.

As informações são do prefeito Eric Garcetti, de Los Angeles, ao passar a presidência da Rede C40 ao prefeito de Londres, Sadiq Khan. “Mais de mil cidades seguem unidas pelo histórico compromisso de fazer desta década uma ação exponencial em relação ao futuro”, disse.

Segundo novas estimativas das cidades, ações coletivas têm potencial de reduzir as emissões em pelo menos 1,4 gigatoneladas de carbono até 2030. O acordo prevê que a redução das emissões deva chegar à metade nos próximos nove anos e à neutralidade em 2050.

As 1.049 cidades e governos locais representam, segundo a C40, cerca de 722 milhões de pessoas. Além da capital paranaense, o Brasil tem, entre as signatárias, mais sete capitais: Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Fortaleza e João Pessoa.

Como chegar lá

Curitiba lançou, no final de 2020, o Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas de Curitiba (PlanClima), que consolida o compromisso da cidade com o enfrentamento às Mudanças Climáticas, com a melhoria da qualidade urbana e ambiental e com a qualidade de vida de seus habitantes. O material teve o apoio da C40 em sua elaboração.

O objetivo é tornar a cidade neutra em carbono, adaptada às mudanças climáticas e resiliente até 2050, alinhando-a às metas internacionais de enfrentamento do aquecimento global. A principal delas, do Acordo de Paris, é de conter o aumento da temperatura média global no limite dos 2°C, com esforços para que o aquecimento estabilize-se em torno de 1,5°C.

Com vocação ambiental, Curitiba já tem uma série de ações que visam a recuperação do ambiente urbano, a redução de emissões de gases e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Entre elas, destacam-se:

Amigo dos Rios e 100 Mil Árvores

Programas que promovem melhorias ambientais com a participação da comunidade e consistem, basicamente, na limpeza dos corpos hídricos e na recomposição da vegetação nativa.

Curitiba Mais Energia

O programa busca popularizar o uso da energia limpa na cidade. Já foi responsável pela implantação de painéis fotovoltaicos no Palácio 29 de Março e pelos projetos para instalação da Usina Solar do Caximba no aterro sanitário desativado, em terminais de ônibus e na rodoferroviária. Os projetos foram selecionados pelo C40, Cities Finance Facility, para apoio na elaboração. O Curitiba Mais Energia ainda conta ainda com painéis no Salão de Atos do Parque Barigui e com a CGH Nicolau Kluppel, que gera energia na queda d’água do Parque Barigui.

Gestão de Risco Climático Bairro Novo do Caximba

Com o financiamento de US$ 57 milhões da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), aborda principalmente a questão de adaptação e do aumento da resiliência urbana, com ações de relocação de famílias de áreas de risco, implantação de um dique para a contenção de cheias, reestruturação urbana e a construção de um parque linear.

Mobilidade urbana

A melhoria da infraestrutura de calçadas e cicloviária para promover a mobilidade ativa e a modernização do Inter 2 e do BRT Leste-Oeste, também são exemplos de projetos que reforçam a importância da redução de emissões de GEE provenientes dos combustíveis fósseis.

Segurança alimentar

Implantação de hortas comunitárias e da Fazenda Urbana, com seus respectivos Jardins de Mel, garantindo a população de abelhas sem ferrão para polinização, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. Além de garantir alimentação de qualidade, reforça a infraestrutura verde da cidade com cultivos naturais.

Reserva Hídrica do Futuro

Projeto busca ampliar a capacidade de reservação de água para o consumo da população, com implantação de caixas d’água em comunidades que sofrem com os problemas do abastecimento e com a reservação hídrica nas áreas das cavas do Rio Iguaçu.

Privatização dos Correios: entenda pontos do projeto que divide os senadores

A privatização dos Correios — cujos serviços postais iniciaram-se há 358 anos — divide senadores na análise do projeto de lei que atualiza o marco regulatório do Sistema Nacional de Serviços Postais (SNSP). Após a leitura do relatório na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e pedido de vista coletiva, na terça-feira (26), os parlamentares acordaram deliberar sobre o PL 591/2021 na próxima reunião do colegiado, marcada para 9 de novembro.

Até então, o relator da matéria, senador Marcio Bittar (PSL-AC), não havia modificado qualquer item do substitutivo elaborado na Câmara pelo deputado federal Gil Cutrim (Republicanos-MA). Bittar também rejeitou as cinco emendas apresentadas pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA).

Se aprovada na comissão, a matéria irá ao Plenário. Mas alguns senadores, como Jean Paul Prates (PT-RN) e Paulo Paim (PT-RS), questionam o porquê de o texto não ser analisado antes pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação declaratória de inconstitucionalidade do projeto que sustenta a privatização dos Correios. Segundo Paim, o próprio procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu em seu parecer a inconstitucionalidade dessa privatização.

Primeiro signatário do pedido de vista, o senador Paulo Rocha (PT-PA) disse não entender a pressa para análise da matéria:

— Os Correios são patrimônio público e cultural do Brasil, uma empresa de mais de 300 anos. Privatizar não vai resolver os problemas do governo — expôs o senador.

Na defesa do projeto, o relator destacou que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não se submete a planos de metas que determinem obrigações de cobertura e de qualidade do serviço prestado e que o órgão estatal incumbido de regulamentar e fiscalizar a operação da empresa pública não dispõe de estrutura para fazê-lo.

— A falta de recursos orçamentários, associada a uma operação incapaz de gerar recursos próprios para cobrir os investimentos necessários, tem sido justificativa suficiente para que o serviço postal não atinja a qualidade esperada pelos cidadãos. Por fim, o usuário do serviço prestado pela ECT não dispõe de uma estrutura para recepcionar e tratar suas reclamações. Essa situação resulta da falta de contratualização e de um adequado grau de institucionalização na relação entre a entidade estatal que elabora a política e suas metas, e aquela responsável por executá-la — afirmou Bittar na leitura do seu relatório.

Longevidade

Os primeiros serviços postais no Brasil datam de 1663, com a criação do Correio-Mor. A atual estrutura de Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos — empresa pública federal — é de 1969.

Maior operador logístico do Brasil, os Correios alcançam todos os municípios brasileiros, com serviços prestados por cerca de 100 mil empregados. Atualmente, a iniciativa privada já participa da exploração dos serviços postais e de entregas de encomendas por meio de franquias.

Privatização

Com a desestatização, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) passaria a ser nominada Correios do Brasil. O senador Bittar destacou que a eventual alienação de controle societário da ECT está condicionada à aprovação do marco legal do Sistema Nacional de Serviços Postais, assim como à contratualização com empresa privada para oferta dos serviços.

O relator considera ainda que a reformulação do marco regulatório proposta pelo PL “é essencial para criar a segurança jurídica de que os investidores privados precisam para decidir pelo aporte de recursos no setor postal”.

— O PL deve ser percebido como uma proposta de equilíbrio tênue entre a migração para um cenário de maior robustez institucional e de contratualização das condições de prestação de serviços postais básicos em todo o país, por meio de uma empresa privada com melhores condições de investir, e a permanência do status quo, com uma empresa pública deficitária e cujas condições de competir e agregar valor para a sociedade continuarão se deteriorando.

Demissão voluntária

Por pelo menos cinco anos caberá à ECT manter o monopólio para carta, cartão-postal, telegrama e correspondência agrupada (vários objetos reunidos em único despacho postal, com ao menos um deles de exclusividade estatal).

A privatização só poderá ocorrer ainda com a observação de algumas diretrizes, entre elas a prestação dos serviços com abrangência nacional e a celebração de contrato de concessão, de modo contínuo e com modicidade de tarifas dos serviços postais universais.

Também fica vedada a dispensa sem justa causa dos empregados da ECT por 18 meses após a desestatização. A eles será ofertado o Plano de Demissão Voluntária (PDV), com indenização, aos que aderirem, no valor de 12 meses de remuneração, além de manutenção do plano de saúde por igual período e plano de requalificação profissional.

O projeto veda o fechamento de agências essenciais para a prestação do serviço postal universal em áreas remotas do país e garante a manutenção da prestação de serviços de interesse social.

Serviço postal

A concessão de serviços públicos postais às empresas não implicará a perda de titularidade por parte da União, que sempre deverá ser responsável pela supervisão e regulação.

— A atividade postal é considerada serviço público essencial não apenas doutrinariamente. Cumpre ao Estado garantir sua universalização a valores módicos, bem como a continuidade e um nível mínimo de qualidade na sua oferta à população — expôs o relator.

A cada cinco anos, o Poder Executivo deverá revisar o escopo do serviço postal universal, que abrange carta, impresso, objeto postal sujeito à universalização, telegrama e outros definidos como essencialidades do serviço.

A estrutura tarifária, com reajustes e revisões, caberá ao órgão regulador — no caso, à Anatel, que passará a ser nominada Agência Nacional de Telecomunicações e Serviços Postais.

Essas tarifas poderão variar geograficamente a partir do custo do serviço, da renda dos usuários e dos indicadores sociais. Poderão ainda ser reajustadas periodicamente, conforme o índice de preços previsto no contrato de concessão, com possibilidade de haver fator de desconto.

O PL também determina a criação de tarifa social para atendimento aos usuários que não tenham condições econômicas de custear o serviço.

À Anatel caberá ainda regular os chamados serviços parapostais, como emissão e comercialização de selos, de peças filatélicas, de fórmulas de franqueamento e de chancelas comprobatórias de pagamento, entre outros. Dessa forma, a ECT perde a atribuição de definir temas e motivos dos selos postais, o que estará a cargo do Poder Executivo.

Universalização

A União deverá garantir a prestação do serviço postal universal por meio ou de empresa estatal (desde que já existente) ou de contrato de concessão comum, podendo haver coexistência dos dois modelos.

Caberá ao operador postal cumprir as metas estabelecidas no plano de prestação do serviço postal universal, considerando indicadores e parâmetros definidores da cobertura e da qualidade do serviço estabelecidos pela Anatel.

Usuários deverão ser informados das condições de acesso ao serviço postal universal, com referência à cobertura geográfica, aos tipos de serviços, aos prazos de entrega, às indenizações e às tarifas aplicáveis a cada serviço.

O operador postal não poderá se eximir da prestação de serviços de interesse social, quando assim lhe forem designados pelo órgão regulador, como no caso dos procedimentos de justificação eleitoral.

À Anatel, o operador postal deverá fornecer relatórios financeiros, indicadores de qualidade e eficiência requisitados, divulgação dos valores cobrados e dos descontos praticados para os serviços que exploram, entre outras obrigações.

Todos os serviços que compõem o SNSP devem garantir aos usuários direitos irrefutáveis como inviolabilidade do sigilo da correspondência, ressalvadas as exceções legais; preservação do caráter confidencial e à proteção de seus dados pessoais, acesso ao serviço postal universal adequado, preservação da integridade de objetos postais, propriedade e à rastreabilidade dos objetos postais remetidos até a sua efetiva entrega ao destinatário, entre outros.

Anatel

A par da competência de implementar, regular e fiscalizar a política postal brasileira, caberá à Anatel aplicar sanções, quando cabíveis.

A agência reguladora terá de definir as regras para o cadastro dos operadores postais e adotar medidas que promovam a competição justa e a diversidade dos serviços. É de sua responsabilidade também definir os pesos e as dimensões que caracterizam o objeto postal e vedações para a postagem de objetos.

Fonte: Agência Senado